Doctorandos

— Scheibe, Aline Cristiane A interface rural e urbana: uma paisagem em transformação em Lajeado-RS

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Salomão Piccinini, Lívia

— Codirector

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— Año de admisión

2019

— Resumen

A motivação para esta pesquisa surge com a observação de novas formas de articulação entre o rural e o urbano a partir da conclusão da minha pesquisa de mestrado (SCHEIBE, 2016), na qual pude investigar os processos que levaram Lajeado a se tornar uma cidade média polarizadora regional, aliada ao estudo de Gabe (2017), que investiga, no mesmo município, as origens da flexibilização do perímetro urbano e, posteriormente, examina suas repercussões sobre a expansão urbana do município. Estudos estes, que deram origem a diversos questionamentos sobre os reflexos do crescimento e das modificações ocorridas na estruturação do território do município. Por isso, pretende-se investigar tais reflexos no território, tendo como foco principal a interface entre o rural e o urbano, a partir da questão geral de pesquisa: Que tipologias de espaços(paisagens) temos na interface rural-urbana de cidades médias, tomando como estudo de caso a cidade de Lajeado-RS? A questão de pesquisa suscita um objetivo geral: Reconhecer e analisar as tipologias de espaços com interações entre rural e urbano registradas na paisagem, dentro de uma perspectiva interdisciplinar, e compreender como esses espaços podem ser integrados ao planejamento territorial. Tem-se como pressuposto que estes espaços, onde ocorrem as interações entre o rural e urbano, não têm sido reconhecidos e integrados aos Planos de Desenvolvimento, Planejamento e Gestão Urbana e Regional. Tem-se mantido uma conceituação dicotômica entre os fenômenos rural e urbano, sem levar em conta os fluxos e interações entre esses fenômenos que, no entanto, se materializam na paisagem e são essenciais para as dinâmicas de expansão das cidades. A partir da questão, objetivo e pressuposto, elaborados de acordo com o tema central da pesquisa, apresenta-se uma estrutura teórica e conceitual. A estrutura se fundamenta em momentos teóricos complementares entre si: o arcabouço teórico conceitual que se refere à revisão bibliográfica dos principais conceitos utilizados no projeto: rural, urbano e a questão da interface rural-urbana e, a bibliografia que permitirá fazer a contextualização e análise do estudo de caso. Tal estrutura teórica fundamenta o procedimento metodológico a ser seguido. A primeira etapa corresponde a fundamentação teórica, ou seja, revisão bibliográfica dos conceitos e reflexões a respeito do rural e urbano e, consequentemente, da questão da interface rural-urbana no planejamento territorial. A segunda etapa refere-se ao Estudo de Caso, ou seja, contextualização do objeto de estudo, identificação e levantamento das tipologias resultantes das interações rural-urbanas encontradas na paisagem. A terceira etapa corresponde a análise dos dados encontrados e, através destes, a busca pela compreensão das interações que caracterizam a interface rural-urbana de modo a ser possível apontar estratégias de integração destas ao planejamento territorial.

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— Xavier, Bruno de Castro As relações da cidade com as academias de ginásticas, em Porto Alegre

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Marzulo, Eber Pires

— Codirector

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— Año de admisión

2019

— Resumen

De acordo com o Conselho Regional de Educação Física do Estado do Rio Grande do Sul (CREF-RS) existem 452 academias registradas na cidade de Porto Alegre. Nesta mesma Capital, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica – (IBGE) estima a população em 1.484.941 habitantes. Ambos dados estátisticos, estão em seu maior número, desde que as séries históricas são acompanhadas. Considerando que o espaço urbano desta cidade vem se modificando e buscando ser mais afetivo a prátca de exercícios físicos, por meio de ciclovias e uso dos espaços públicos para práticas esportivas, venho por meio deste propor um estudo etnografico sobre a relação dos espaços públicos com as academias de ginásticas da cidade de Porto Alegre. Lembrando Loic Wacquant, em sua obra Corpo e Alma (2004), a sociedade costuma produzir noções superficiais sobre academias, por meio do que veícula a mídia, pelo cinema e pelas formas de literatura. Noções estas, que no entendimento de quem obtem deste nicho, sua forma de sustento, estão em constante modificação com o passar dos anos. Ao questionar a possível relação do aumento da obesidade, do aumento da quantidade de academias e do aumento da quantidade de veículos, com a diminuição dos espaços públicos de lazer e áreas verdes nesta pesquisa de caráter exploratório, objetiva verificar se as questões referentes ao espaço urbano, como região da cidade, mobilidade, segurança, acessibilidade, interferem nas práticas e na adesão a  academias de ginástica.

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— da Cunha, Carla Giane Soares Políticas de educação nas zonas de fronteira e repercussões territoriais: uma análise comparativa entre as fronteiras do Brasil com Argentina e Uruguai e da grande região Europeia

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Ruckert, Aldomar Arnaldo

— Codirector

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— Año de admisión

2019

— Resumen

Considerando que as zonas de fronteira são territórios com características distintas dos demais, a pesquisa consiste em estudar as repercussões territoriais das políticas públicas de educação formuladas e aplicadas especificamente para estas zonas, capazes de provocar adaptações da prática educacional a fim de integrar as populações dos países envolvidos. Dado que cada área transfronteiriça possui suas peculiaridades, serão analisadas e comparadas as repercussões territoriais na zona de fronteira do Brasil com a Argentina e o Uruguai, versus uma zona de fronteira europeia similar, cujo processo de cooperação e integração possa inspirar outras regiões. Os objetivos da pesquisa, além de identificar e analisar as dinâmicas e repercussões territoriais das políticas de integração da educação no território transfronteiriço Brasil-Uruguai-Argentina, são: identificar as infraestruturas de educação existentes na área, bem como os atores e escalas envolvidos; analisar as principais políticas educacionais transfronteiriças desenvolvidas nas diferentes esferas dos estados brasileiro, uruguaio e argentino; identificar dinâmicas e repercussões territoriais resultantes dos processos de integração na área da educação na zona transfronteiriça; realizar uma análise comparada das dinâmicas territoriais dinâmicas e repercussões territoriais existentes na fronteira Brasil-Uruguai-Argentina, com um caso semelhante ou paradigmático em países europeus.

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— Becker, Débora Condomínios fechados: avaliação comparativa de impacto físico-espacial no espaço urbano e satisfação residencial

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Reis, Antônio Tarcísio da Luz

— Codirector

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— Año de admisión

2019

— Resumen

Uma das tipologias habitacionais mais difundidas no mercado imobiliário brasileiro nessas últimas três décadas, amplamente aceita pelos seus usuários/consumidores, é os condomínios fechados. Entendidos e legitimados como uma alternativa aos grandes problemas urbanos, como a crescente violência e criminalidade, eles estão transformando e configurando a paisagem urbana contemporânea, sendo já, em determinadas regiões, o principal elemento morfológico presente. Autores afirmam que o crescimento da popularidade dos condomínios fechados é um dos acontecimentos mais impressionantes da urbanização mundial recente, configurando uma tendência que parece ser irreversível. Ao mesmo tempo em que tais empreendimentos parecem produzir ambientes residenciais muito satisfatórios aos seus moradores, parece haver consenso entre diversas áreas do conhecimento, que eles geram inúmeras e importantes consequências negativas para o espaço urbano, sendo frequentemente citados como exemplo de tipologia habitacional maléfica à qualidade de vida urbana, que deve ser evitada. Insere-se nesse contexto a presente pesquisa, abordando a temática dos condomínios fechados tanto no que diz respeito à satisfação de seus moradores quanto ao impacto causam no espaço urbano.

Os condomínios fechados produzidos atualmente apresentam-se de diversas formas, sendo possível classificá-los de acordo com algumas de suas principais características físicas, tais como: o tamanho ou porte, a localização na malha urbana, o tipo de fechamento, tipos de atividades e tipologias existentes em seu interior. Estudos começam a apontar que a variação dessas características pode causar diferentes impactos no espaço urbano e na satisfação de seus residentes. Assim, o objetivo dessa pesquisa é verificar os impactos físico-espaciais dos diferentes tipos de condomínios fechados no espaço urbano, os níveis de satisfação de seus residentes, e a relação com suas principais características físico-espaciais. Trata-se, portanto, de um estudo comparativo, que partindo das evidenciais trazidas pela literatura, possui como hipótese central que o impacto físico-espacial desses empreendimentos pode ser acentuado ou minimizado de acordo com a variação de algumas de suas características físicas, e que os níveis de satisfação de seus residentes seguem uma lógica inversa. Para atingir os objetivos, serão utilizados múltiplos métodos e técnicas de coleta e análise de dados da área de pesquisa ‘Ambiente e Comportamento’, além da Sintaxe Espacial e Sistema de Informação Georreferenciado. Pretende-se contribuir com o debate acerca da relação dos condomínios fechados com o espaço urbano, e gerar subsídios empíricos que possam vir a fundamentar diretrizes para futuras regulações urbanísticas, uma vez que a legislação existente parece não contemplar adequadamente a problemática imposta.

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— Jung Gonzalez, Demetrius Políticas públicas de saneamento: estudo de caso da bacia hidrográfica do Rio dos Sinos

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

de Almeida, Maria Soares

— Codirector

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— Año de admisión

2019

— Resumen

O trabalho a ser desenvolvido versa sobre políticas públicas de saneamento, envolvendo os quatro eixos: abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem e manejo de águas pluviais. Tais eixos do saneamento são tratados nos Planos de Saneamento, na esfera nacional, estadual ou municipal, apresentando diretrizes, metas e estratégias, com cronograma de implantação e viabilidade econômico-financeira. A partir da avaliação do planejamento previsto nos planos, o objetivo principal do trabalho é analisar e comparar qual a política pública de saneamento ambiental na Bacia Hidrográfica do Rio dos Sinos, em sua interface municipal, regional, nacional e internacional dos países desenvolvidos de língua francesa. Ressalta-se que a Bacia do Rio dos Sinos abrange 32 municípios, muitos integrantes da região metropolitana de Porto Alegre, além da região turística serrana, que representa população estimada em 1,5 milhão de pessoas e o maior Produto Interno Bruto do Estado, perdendo apenas para a capital Porto Alegre. Observa-se que Canadá e França, principalmente, possuem uma política de saneamento muito bem estruturada, porém possuem conflitos tão calamitosos no saneamento quanto aos brasileiros, mesmo tendo grande disponibilidade de recursos financeiros. Também se observa que o Brasil possui órgãos de fomento com muita disponibilidade de verbas para a solução do saneamento. Entretanto, tentar-se-á avaliar e compreender porque não há a priorização da utilização dos recursos e nem a solução dos problemas de saneamento, bem como o impacto do fator político na política de saneamento.

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— Maciel, Filipe Bassan Marinho Dinâmica social em centros de bairros dispersos de cidades médias brasileiras: atividades e copresença

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Rigatti, Décio

— Codirector

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— Año de admisión

2019

— Resumen

O tema da pesquisa aborda a dinâmica social em centros de bairros dispersos de cidades médias brasileiras a partir da relação entre atividades e copresença. A maneira com que o assentamento urbano cresce e se transforma pode promover o reforço da centralidade global; a substituição do centro por outro (ou outros) deslocado do original ou mesmo o espalhamento da centralidade ao longo da malha, conformando centros locais nos bairros. Por sua vez, a copresença corresponde ao conjunto de pessoas que compartilham e utilizam um espaço, mesmo sem interagir entre si e seu estudo procura entender como o espaço que permeia as pessoas interfere na maneira como elas se movem, param, encontram outras pessoas e tem seu comportamento regulado pela presença de outros. A aproximação entre tema e problema de pesquisa a que se chega é que os centros de bairro dispersos são um resultado configuracional; a localização das atividades é influenciada pela sua posição relativa na malha urbana; existem atividades específicas nas áreas dispersas que talvez tenham maior ou menor associação com a copresença. Logo, questiona-se como é dinâmica social destas áreas urbanas? O objetivo geral da pesquisa é identificar os padrões de dinâmica social associados à dispersão urbana em centros de bairro dispersos de cidades médias brasileiras. São objetivos específicos da pesquisa: (i) identificar os critérios locacionais relativos à configuração urbana das atividades de centros de bairros dispersos de cidades médias; (ii) identificar e hierarquizar quais os atributos espaciais (configuração urbana e atividades) que se relacionam com a copresença em centros de bairros dispersos de cidades médias. O que se conhece a respeito da copresença, ao menos no contexto brasileiro, foi alcançado por meio de pesquisas conduzidas, principalmente, em áreas urbanas centrais, tanto de cidades médias, como de metrópoles. Ainda que zonas periféricas tenham sido incluídas em alguns desses estudos, elas foram pouco exploradas na literatura em geral, alimentando o questionamento geral desta pesquisa a respeito da dinâmica social destas áreas urbanas. Considerando-se a copresença como um indicador da apropriação social dos espaços públicos, a partir da identificação de seus padrões e de suas relações com as características espaciais poderão ser inferidos efeitos sociais potenciais do ambiente construído no contexto considerado. Assim a contribuição deste estudo se dará na reflexão dos princípios de desenho urbano utilizados para a produção do espaço das cidades contemporâneas. Nesse sentido, o presente trabalho dá continuidade à pesquisa de mestrado do autor, buscando respostas às questões que dela surgiram.

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— Xavier, Luiz Merino de Freitas As companhias de “serviços industriais” em Porto Alegre na República Velha (1889-1930) e seu papel na estruturação do espaço urbano

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

de Souza,Celia Ferraz

— Codirector

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— Año de admisión

2019

— Resumen

Um dos aspectos menos conhecidos do processo de transformação da cidade de Porto Alegre, a evolução das infraestruturas e dos serviços públicos, possui uma dinâmica espacial própria, que também é social e econômica. A pesquisa pretende investigar as práticas das empresas envolvidas no planejamento e na estruturação das infraestruturas e dos serviços industriais da cidade de Porto Alegre no período entre 1889-1930. O enfoque principal recairá sobre as companhias de eletricidade, transporte, abastecimento de água e telefonia, vistas como agentes protagonistas da produção do espaço urbano. Em geral a urbanização das cidades brasileiras no período é analisada a partir da atuação das empresas loteadoras ou do papel do poder público, procurando estabelecer o peso dos aspectos regulatórios (Estado) e especulativos (companhias loteadoras) nas decisões espaciais. No presente trabalho será avaliada a hipótese de que a urbanização em Porto Alegre no período tenha sido promovida pela conjunção de interesses articulados entre as companhias loteadoras, o poder público e também do interesse decisivo das companhias técnicas, cujo corpo dirigente formava um grupo coeso ligado ao estado e às companhias loteadoras por laços de parentesco, laços políticos e com membros instalados em todas as mesas diretoras. Será analisado em particular o caso do “conglomerado” formado pela Companhia Predial e Agrícola S. A. (1897), Sociedade Fiat Lux (1887), Companhia Força e Luz Porto-Alegrense (1906, fusão da Cia. Carris de Ferro Porto-Alegrense, 1872 e da Cia. Carris Urbanos de Porto Alegre, 1891), Companhia Telephônica Rio-Grandense (1908) e Companhia Hydraulica Guaibense (1886). O trabalho deverá ser apoiado em pesquisa bibliográfica e documental. A pesquisa bibliográfica enfocará os processos de crescimento urbano e modernização, através das contribuições de Harvey, Bermann e Baumann. A contextualização histórica de Porto Alegre no período deverá se apoiar em autores como Strohaecker (2005), Singer (1977), Franco (1998), Souza (1997, 2010), Pesavento (1998, 2008), Bakos (1996) e Monteiro (1995, 2012). Em âmbito nacional e internacional a pesquisa procurará identificar processos de implantação de serviços de energia, transporte e saneamento em cidades americanas e europeias e brasileiras. As análises de McDowall (2008), Britto Pereira (2015) e Axt (1998) podem ser um ponto de partida para a pesquisa. As fontes primárias disponíveis incluem as atas e relatórios anuais das empresas de infraestrutura e loteadoras publicados na imprensa, com destaque para os jornais A Federação e Correio do Povo; os relatórios anuais dos intendentes municipais para identificar as expansões dos serviços; a documentação das companhias privadas arquivada nas juntas comerciais de Porto Alegre e do Rio Grande do Sul para dados sobre acionistas, capital e evolução financeira. A espacialização da implantação das infraestruturas será analisada através de plantas e mapas da época, disponíveis nas mapotecas da SMURB, do Arquivo Histórico Municipal Moisés Vellinho e dos arquivos das companhias sucessoras das empresas analisadas (Carris, CEEE, DMAE).

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— Morais, Michelle Campos Urbanismo colaborativo: cidades mais vivas

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Marzulo, Eber Pires

— Codirector

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— Año de admisión

2019

— Resumen

A crescente urbanização implica uma multiplicidade de aspectos e transformações, tais como sociais, econômicas, ambientais, políticas, culturais, intrínsecas ao modo de vida urbano, demandando novas práticas de participação, planejamento e gestão das nossas cidades. Sob tal conjuntura surge o conceito de Urbanismo Colaborativo, ainda pouco difundido no âmbito do planejamento urbano brasileiro, mas de grande valia na busca por melhorias na qualidade de vida e por soluções para o aumento da complexidade dos problemas urbanos, que afetam a todos e são de interesse coletivo. A pesquisa “Urbanismo Colaborativo: cidades mais vivas” busca reunir parâmetros que permitam averiguar a relevância do Urbanismo Colaborativo na transformação do espaço público como local de vivência e os benefícios que pode gerar ao contexto urbano. Para tanto, a metodologia utilizada é fundamentalmente empírica, com análise diretamente voltada à comunidade e à cidade, através da experimentação de iniciativas propulsoras de transformação positiva dos lugares, sendo ações e intervenções urbanas que incentivem o engajamento e a participação propositiva dos cidadãos. Os conceitos abordados emergem das experimentações práticas e o resultado que pretende-se apresentar são diretrizes e estratégias como contribuição aos processos de implementação do Urbanismo Colaborativo.

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— Pohlmann, Patricia A relação rural-urbana e as questões alimentares no planejamento municipal: o caso de Porto Alegre/RS

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Salomão Piccinini, Lívia

— Codirector

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— Año de admisión

2019

— Resumen

O projeto de pesquisa se insere na discussão sobre a constante expansão da urbanização e suas repercussões sobre a sustentabilidade ecológica da relação rural-urbana das cidades contemporâneas. Para embasar a discussão desenvolve-se um estudo histórico sobre as origens da separação rural e urbana nas cidades, passando pelo processo de industrialização e período moderno, para entender como a relação rural-urbana foi tratada a partir da pós-modernidade. Por meio de um estudo empírico no município de Porto Alegre, questiona-se a capacidade de sustentação ecológica do padrão de urbanização das cidades contemporâneas e suas repercussões sobre os sistemas alimentares, ambientais, sociais, psicológicos e econômicos. A pesquisa objetiva identificar as origens da separação rural-urbana no processo de evolução da cidade de Porto Alegre, a fim de entender sua sustentabilidade ecológica e a relação com a autonomia da segurança alimentar do município. A metodologia pretende desenvolver uma descrição e interpretação do processo evolutivo do espaço através do método de análise da paisagem realizado de maneira objetiva e como representação. A representação correspondendo ao estudo das políticas públicas aplicadas nos diferentes períodos considerados e a maneira objetiva correspondendo à sua materialização.

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— Cardoso, Renata Carrero Planejamento sem gênero. Narrar as cidades para a equidade

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Salomão Piccinini, Lívia

— Codirector

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— Año de admisión

2019

— Contacto

recarrero@gmail.com

— Resumen

As práticas discursivas atuam como instauradoras de realidades. É através do arranjo de códigos simbólicos que o espaço dota-se de sentido, tornando-se representação materializada das estruturas sociais. As categorizações dos sujeitos a partir da ordem binária de gênero radicalizam as identidades generificadas do espaço. A concepção generificada do espaço traz consequências ao acesso amplo e democrático da cidade, principalmente para as mulheres, tornando-se urgente questionar as maneiras pelas quais elas veem e vivem suas subjetividades dentro da matriz urbana, e de que forma as concepções da figura feminina, os papéis que lhes são atribuídos, e aqueles desempenhados por elas, contribuem para a reificação da desigualdade de gênero. Estes são pontos fundamentais para que se possa, com maior propriedade, averiguar as condições necessárias para que o planejamento urbano venha a ser um instrumento efetivo para a promoção da justiça social de gênero, ampliando o acesso das mulheres às esferas participativas-, sejam elas das ações cotidianas ou das ações políticas institucionalizadas, assegurando-se a possibilidade de atuação política e social das mulheres a partir da configuração do espaço. Neste sentido, as experiências das mulheres com a cidade não podem deixar de serem consideradas em suas especificidades narrativas e espaço-temporais bem como enquanto objeto de estudo de interesse do âmbito dos estudos territoriais. Assim, o projeto de pesquisa tem como objetivo a construção de uma metodologia de análise territorial que incorpore o pensamento do feminismo crítico na prática do planejamento urbano como forma de promoção da equidade no uso e na configuração das dimensões socioespaciais, com enfoque na investigação da experiência feminina em cidades latino-americanas.

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— Arballo, Bruno Damián Eficiencia Energética y Confort Térmico en Edificios de Oficinas mediante Optimización Multiobjetivo

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Diseño - UNSJ (Argentina)

— Director

Kuchen, Ernesto

— Codirector

Chuk, Daniel

— Año de admisión

2019

— Resumen

Resumen:

Se destaca un problema de optimización en edificios de oficina. El inadecuado uso de la energía y funcionamiento de los sistemas de climatización provocan un elevado consumo energético. Esto conlleva en la mayoría de los casos a no poder mantener dentro de los rangos aceptables la situación de confort de los habitantes influyendo en el rendimiento de sus tareas y calidad de vida. En la última década se ha intensificado el uso de las herramientas de optimización para el diseño arquitectónico y saneamiento de edificios en la etapa de post-ocupación, demostrando el inmenso potencial y aporte al área. Sin embargo importantes estudios destacan que las aplicaciones de las herramientas para resolver problemas actuales todavía se encuentran en su etapa inicial de desarrollo. La aplicación de un sistema que optimice de forma multiobjetivo las variables tanto de confort como del sistema energético permite disminuir el consumo energético y contribuir a un mayor confort de los habitantes en edificios de oficina. Un modelo de optimización multiobjetivo basado en datos reales tomados del estudio de campo permite contribuir al saneamiento de edificios existentes como también aportar estrategias y pautas de diseño para la etapa proyectual en pos del desarrollo de estándares de arquitectura pasiva.

— Álvarez, Teresita Nidia Paisajes Operativos. Modos de Proyectos en el Paisaje

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Diseño - UNSJ (Argentina)

— Director

Deiana, Susana Mónica

— Codirector

Fernández, Roberto

— Año de admisión

2019

— Contacto

arq.talvarez@gmail.com

— Willemsen, Jorge Pablo Proyecto arquitectónico y cultura industrial. Los espacios de la producción de la cerveza: Tipología, forma urbana y transformaciones de sus paisajes fabriles en Buenos Aires entre 1850 / 1950.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA (Argentina)

— Director

Mirás Marta

— Codirector

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— Año de admisión

2019

— Resumen

En el proyecto de tesis se plantea profundizar, ampliar y problematizar el conocimiento los procesos de conformación y transformación arquitectónica de la industria de la cerveza desde una perspectiva proyectual. Así mismo, se propone estudiar su cultura material, sus particularidades espaciales, tipológicas, su forma urbano-territorial, sus redes de vinculación espacial, paisajes productivos y modelos representacionales de la cultura industrial nacional. A tal efecto se historiza, periodiza y se caracteriza la composición, diversidad, persistencia y variabilidad de la planta industrial cervecera entre los años 1850 y 1950.  Esto se realizará mediante el análisis de fuentes primarias y secundarias definiendo una investigación teórico / metodológica a partir del relevamiento y análisis de datos cuantitativos y cualitativos

— Blas, Frédéric Vehículos autónomos y forma urbana. El caso del Área Metropolitana de Buenos Aires.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA (Argentina)

— Director

Agosta Roberto

— Codirector

Massin Thomas

— Año de admisión

2019

— Resumen

La autonomización de los vehículos promete ser la gran revolución de la movilidad en las próximas décadas. Si bien la velocidad de este cambio es aún incierta, existe un consenso sobre su inexorabilidad. Sin embargo, existen divergencias en la literatura (Deloitte, 2017, TSC, 2017 y BCG, 2016 entre otros) respecto de cuán rápido se adaptarán los usuarios y las ciudades a esta nueva tecnología, lo cual da lugar a distintas hipótesis sobre su escalabilidad y la convivencia con tecnologías convencionales en el mediano y largo plazo.

Una pregunta central vinculada a la aparición de los vehículos autónomos es la de su consecuencia sobre la forma urbana, en primer lugar en las periferias de las grandes ciudades.

Estos cambios morfológicos son de varios tipos, en esta instancia identificamos tres:

  1. La expansión urbana, difusa en primer lugar, es un proceso que muchas ciudades del mundo padecen y tratan de mitigar, desarrollando estrategias anti-sprawl. Estas se consideran clave para mitigar las consecuencias sociales, ambientales y económicas de la expansión no controlada (Bruegmann, 2006 y Jenks y Burton, 1996 entre otros). En efecto significa la pérdida de suelo productivo y un aumento del consumo energético asociado a la dependencia del uso de vehículos privados y a la construcción de extensas redes de infraestructura.

En las grandes ciudades de América Latina y de Argentina, la expansión urbana es un proceso muy presente. En el caso de las metrópolis argentinas (Gran Buenos Aires, Gran Córdoba, Gran Rosario...) se considera que esta expansión morfológica de las periferias metropolitanas se produce, sin embargo de manera no exclusiva,  según dos grandes procesos: la construcción de barrios cerrados para las poblaciones con nivel de ingreso alto y medio y de asentamientos informales, donde vive gente de bajos recursos.

De manera más general y para todos los tipos de ciudades argentinas se pueden presentar grandes explicaciones a la expansión urbana más o menos difusa:

  • el rol del transporte y del uso del vehículo individual
  • el precio de la tierra y de la vivienda
  • las aspiraciones sociales y la calidad de vida
  • la presencia en las periferias de las actividades y de los empleos
  • la falta de planificación
  • las condiciones geográficas
  1. La “liberación” o transformación de espacios por ahora exclusivamente dedicados al uso del auto. En primer lugar, estacionamiento en calle, estacionamiento comercial fuera de calle y estacionamiento privado fuera de calle. Por otra parte, la posible eficiencia generada en el uso de las infraestructuras viales podría acarrear una necesidad menor en estas.
  2. La “aparición” de nuevos espacios que van a ser necesarios para el uso de los vehículos autónomos (y eléctricos). En función de la modalidad de uso de estos vehículos (privado o en flotas compartidas), podría por ejemplo aparecer la mayor necesidad de espacios de tipo “kiss and ride”, espacios de regulación (en caso de flotas de vehículos), espacios de carga (para vehículos eléctricos).

Esta propuesta de investigación se focaliza en el primer tipo de cambios y más precisamente en la relación transporte-territorio, pero en un contexto en el que el sistema de transporte experimentaría una disrupción impulsada por la autonomización vehicular y en el ámbito del Área Metropolitana de Buenos Aires, cuya definición se presenta en el siguiente apartado.

— Freaza, Nadia Silvana Un enfoque sistémico de la densificación de áreas centrales: Variables críticas como claves para la orientación de políticas de crecimiento urbano sostenible en ciudades medias argentinas

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Jorge Karol

— Codirector

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— Año de admisión

2019

— Resumen

El tema de tesis plantea el desafío de construir categorías conceptuales-operacionales que permitan la orientación de políticas de planificación del crecimiento sostenible, a partir del análisis y comprensión de un tipo específico de transformaciones urbanas – los procesos de densificación de áreas centrales - procurando reconocer las variables críticas en las lógicas, los procesos y los impactos urbanos, sociales y ambientales de la producción del espacio urbano y de las infraestructuras y centralidades asociadas. Este foco es un camino poco transitado en el marco de los estudios de las transformaciones territoriales, que por lo general abarcan el análisis de los procesos de crecimiento por expansión.

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— Villalba, María Sofía Hidrocarburos no convencionales en la Argentina del siglo XXI: Redes en mutación, Territorios en transformación

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Silvina Cecilia Carrizo

— Codirector

Guillermina Paula Jacinto

— Año de admisión

2019

— Resumen

La presente investigación se propone analizar los cambios en las redes hidrocarburíferas y las transformaciones territoriales, a partir de la valorización de los hidrocarburos no convencionales en Argentina. A nivel global desde principios del siglo XXI y particularmente en la cuenca Neuquina la puesta en valor del shale gas y shale oil, provocan la multiplicación de flujos, de recursos, actores e infraestructuras. Estos cambios repercuten a nivel nacional y global, e imprimen transformaciones en los territorios, por los conflictos y las oportunidades que surgen para los actores locales, provinciales y extra-territoriales. A partir del análisis documental (material bibliográfico, de prensa, estadísticas y cartografía) y del trabajo de campo (entrevistas y observaciones), la investigación de diseño descriptivo-explicativo buscará contribuir en reflexiones que ayuden a la toma de decisiones y al trazado de lineamientos para políticas públicas. En esta instancia en que en la actividad hidrocarburífera no convencional es incipiente, avanzar en la investigación de los cambios y transformaciones que se generan permitiría aprehender los beneficios y gestionar los impactos, buscando la sostenibilidad de los territorios y el bienestar de la población.

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— Henríquez Calvo, Luisina Valeria Imaginarios urbanos de la ciudad-oasis. Percepciones colectivas actuales sobre el sistema de configuración espacial en la Ciudad de Mendoza

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Cecilia Raffa

— Codirector

María Cristina Domínguez

— Año de admisión

2019

— Contacto

luisina707@gmail.com

— Resumen

La Ciudad de Mendoza, se desarrolla dentro del oasis norte de la provincia. La configuración espacial del centro urbano, el sistema ciudad-oasis, está estrechamente ligado a la disponibilidad del recurso hídrico para su desarrollo, lo que lo hace vulnerable frente a su contexto geográfico de condiciones semi-áridas. Esta fragilidad también tiene un componente endógeno, caracterizado por el manejo del sistema por parte de dos actores: el municipio y los habitantes, que actualmente descuidan el sistema, poniendo en riesgo su integridad. Por ello consideramos al ciudadano como actor fundamental, profundamente involucrado en la problemática de su entorno.

A partir de este panorama nos interesa reconstruir las miradas de los habitantes sobre la Ciudad de Mendoza, respecto de la configuración de su sistema urbano, los sentidos y valoraciones atribuidos al conjunto, así como las formas en que son significados dentro del contexto urbano y natural.

El diseño metodológico de la investigación será desde un enfoque cualitativo. En una primera etapa se realizará una observación no participante, de elaboración propia y documental, qué mediante el uso de fotografías, cartografías y planillas de observación, nos permitirán describir la materialidad en la cual se asientan los imaginarios actuales.

Se hará un rastreo de fuentes secundarias que nos permitan conocer la historia urbana de Mendoza desde la Fundación hasta nuestros días, que en una segunda etapa posibilitará, el armado de la base de las entrevistas semiestructuradas. La muestra será intencional por saturación teórica, y comprenderá a los habitantes de la ciudad. El criterio de selección de los informantes se realizará según los usos del espacio urbano.

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— Quiroga, Carolina Patrimonio y perspectiva de género: nuevos criterios de valoración e intervención en la obra de Wilhelmina Catharina Maria Jansen

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA (Argentina)

— Director

Dra. Arq. Inés Moisset de Espanés

— Codirector

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— Año de admisión

2019

— Resumen

La creciente conciencia del patrimonio cultural como un derecho humano, la prioridad de las cuestiones de género en la agenda a nivel mundial y la diversidad cultural como factor de innovación social, constituyen un contexto social, cultural y político que erosiona las categorías tradicionales para afrontar los procesos de patrimonialización.

 

Exclusión de grupos minoritarios y/o minorizados, invisibilización de las contribuciones de las mujeres y situaciones de inequidad para el acceso y disfrute al patrimonio material e inmaterial son escenarios que impulsan a reflexionar acerca de la perspectiva de género como instrumento estratégico para conocer e intervenir los bienes culturales.

En tal sentido, obras como la de Wilhelmina Catharina Maria Jansen (1904-1989), arquitecta holandesa pionera en aplicar un diseño arquitectónico feminista y activa partícipe en organizaciones de mujeres, resultan un legado carente de estudio que permita tanto un adecuado reconocimiento como acciones apropiadas para su conservación y rehabilitación.

El objetivo de este proyecto orienta a determinar nuevos criterios conceptuales y operacionales emergentes de integrar la perspectiva de género al campo de la valoración e intervención patrimonial en la obra inexplorada de la arquitecta Wilhelmina Catharina Maria Jansen, corpus factible de extenderse a otros casos y al ámbito formativo, investigativo y profesional.

— Pezza, Agustina El patrimonio cultural como motor de desarrollo. Acerca del rol de la memoria, la historia y los testimonios edificados como sostenes de la recuperación de los espacios públicos del centro histórico de la ciudad de Córdoba.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Gnemmi Bohogú, Horacio José

— Codirector

Bonicatto Virginia

— Año de admisión

2019

— Contacto

— Resumen

Dentro de la dimensión patrimonial es donde se pretende trabajar en la investigación, especialmente con el centro histórico de la ciudad de Córdoba, sobre el cual, será necesario primero rediscutir el concepto, su carácter, valor y significado en el contexto de nuestra realidad histórico-cultural. Dentro del centro histórico serán los espacios públicos, sobre los cuales la tendencia aún vigente es la de tratarlos autónomamente, cuando, en cambio, una relación estrecha con el patrimonio edificado y cultural y el centro histórico les daría otro carácter y tal vez también otra significación, a más de integrarlos.
Patrimonio cultural, patrimonio edificado específicamente y centro histórico, constituyen, un eje de la investigación.
El desarrollo, en este caso a partir del patrimonio, entendido este como memoria edificada y, por lo tanto, con una importante carga histórica, constituye la otra dimensión desde la cual se pretende enmarcar el trabajo de investigación que se propone, ya que en términos de espacio público y en nuestro país, la consideración de la dimensión patrimonial no siempre cuenta, un poco debido a la vieja concepción de lo patrimonial sólo en tanto monumento único y notable.
El desarrollo y la participación ciudadana constituyen el segundo eje de trabajo que abrazará al anterior, comenzándose por el desarrollo, siguiendo por el patrimonio y los espacios públicos, para concluir con la participación ciudadana.

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— Furiassi, Edgardo Conflictos territoriales en el trazado urbano del piedemonte de la Ciudad de Mendoza.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Ponte, Ricardo

— Codirector

Gomez Pintus, Ana

— Año de admisión

2019

— Contacto

— Resumen

La Ciudad de Mendoza contemporánea es un área urbana caracterizada históricamente por sus calles anchas y miles de kilómetros de acequias urbanas que surcan, a modo de cuadricula,
un glacis árido y pedregoso. Este sistema urbano, se combina con la bajada de cauces aluvionales provenientes de la pre-cordillera mendocina; ha posibilitado la vida en un territorio con clima semidesértico; y constituye la identidad y el paisaje de la ciudad.
Actualmente, producto de la creciente urbanización, este modelo histórico de asentamiento urbano, a modo de cuadricula, se está expandiendo hacia el piedemonte. Los barrios que se han ido consolidando en la periferia oeste de la ciudad conservan este mismo patrón de calles,
veredas y acequias en toda su extensión. Resulta inexplicable que en un territorio particular, con topografía irregular, de pendientes muy pronunciadas, se utilice el mismo trazado poniendo en juego el drenaje pluvial en la ciudad.
En este contexto, nos cuestionamos: cómo y por qué los procesos de urbanización hacia el piedemonte siguen utilizando este mismo modelo de asentamiento urbano y cómo esto repercute sobre las características hídricas naturales de este territorio. En esta investigación analizaremos un sector particular de la ciudad que comprende los barrios que se encuentran
dentro de La Favorita.

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— Rus, Florencia Áreas costeras fragmentadas y vulnerables en la ciudad de Corrientes: territorios de actuación prioritaria

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Planeamiento y Diseño - UNR (Argentina)

— Director

Laura Alcalá

— Codirector

Dra. Arq. Cecilia Galimberti

— Año de admisión

2018

— Olivares Pérez, Rodrigo El proceso de metropolización de la conurbación Serena-Coquimbo (Chile) y sus transformaciones frente a las dinámicas de globalización contemporáneas

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Planeamiento y Diseño - UNR (Argentina)

— Director

Dra. Arq. Cecilia Galimberti

— Codirector

--

— Año de admisión

2018

— Contacto

rolivares@userena.cl

— Seri, Romina Huellas de mujer: la conquista del espacio. Arquitectas protagonistas de la historia argentina. Rosario (1960-1976)

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Planeamiento y Diseño - UNR (Argentina)

— Director

María Laura Rosa

— Codirector

Silvia Dócola

— Año de admisión

2018

— Contacto

rominaseri@gmail.com

— Birche, Mariana El sistema de espacios públicos como factor estructurador de la calidad del paisaje y el ambiente urbano

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Olga Ravella

— Codirector

Juan Carlos Etulain

— Año de admisión

2018

— Resumen

La investigación se propone confrontar las últimas teorías y prácticas en el campo del paisaje (1990-2017) con el espacio público en la ciudad de La Plata con el fin de realizar aportes sobre el diseño del mismo que contribuyan a una mejora del paisaje platense. Entendiendo que la ciudad es ante todo relaciones, se postula al espacio público como lugar clave para el estudio y contemplación del paisaje urbano. De esta forma, se pretende verificar que el diseño actual de los espacios públicos no ha podido absorber los avances que se presentan en el campo teórico, asumiendo que el paisaje constituye un tema de abordaje interdisciplinario que el urbanismo tiene junto a las ciencias sociales. Respecto a las cuestiones prácticas, se busca contrastar la situación entre los proyectos de referencia (con su base teórica asociada) y la producción local en espacio público. Asimismo, al abordar la situación desde una perspectiva espacial, se busca comparar la situación del casco urbano de la ciudad (diseñado ex novo) y la de la periferia, entendiéndola como soporte cotidiano de la vida del hombre contemporáneo y disparando la necesidad del estudio de sus carencias a nivel de paisaje.

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— Rodríguez, Lucas Gastón Evaluando la evaluación. Aportes para la enseñanza en los Talleres de Arquitectura

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Carlos Giordano

— Codirector

María Cristina Domínguez

— Año de admisión

2018

— Resumen

La compleja y exhaustiva tarea que demanda la Docencia en Nivel Superior tensiona con la escasa formación pedagógica que caracteriza a los docentes universitarios de temprana experiencia. La promoción de la profesionalización docente, las crecientes demandas de personal, junto al perfil propuesto por la Ley de Educación Superior (que promueve la formación en perspectiva crítico-reflexiva (L.E.S., 1995, Art. 3)), refuerzan esta realidad de nuestros recursos humanos actuales en las Facultades de Arquitectura. Situación que pareciera reducir las prácticas de evaluación a su carácter de acreditación. A partir de lo cual nos preguntamos: ¿Cómo se podría ampliar el concepto de evaluación desde la mirada docente, en beneficio de las prácticas de enseñanza?

En respuesta a esta pregunta problema, es motivación de la presente tesis el difundir competencias significativas desde el campo de la Arquitectura con apoyo en las Ciencias de la Educación (definiciones, variables y dispositivos) como complemento a nuestra formación disciplinar, en promoción de la mejora de las prácticas de evaluación.

Guiados por este posicionamiento, es que se determina como objeto de estudio a la producción, validación y/o resignificación de dispositivos didácticos de evaluación, en promoción de los procesos de enseñanza en Arquitectura, a fin de proponer alternativas viables a nuestro contexto de actuación como aporte, principalmente, a la formación de docentes de temprana experiencia. En consecuencia, se trabajará en el análisis de las prácticas de evaluación del aprendizaje, en tanto evaluación de los procesos de formación y apropiación del alumnado en relación a criterios preestablecidos (requiriendo paralelamente de la indefectiblemente reflexión y evaluación de nuestro accionar docente).

Metodológicamente, se propone analizar y describir las variables intervinientes en dispositivos didácticos de evaluación utilizados en la enseñanza de la arquitectura, desde los Talleres de Arquitectura de la FAU, UNLP, en aporte hacia la ampliación de su significación y uso como práctica holística de formación; integrando las lógicas disciplinares con las ciencias de la educación, a partir de la autoevaluación posactiva sumado a la capacitación en aspectos pedagógicos y didácticos clave. Se parte de la complementariedad de enfoques cualitativos y cuantitativos (metodología mixta o de triangulación), abordando diversas herramientas metodológicas (registro posactivo, diagnóstico participativo, focus-group y entrevistas semiestructuradas) para avanzar desde el trabajo empírico (fase sincrética) hacia las definiciones conceptuales y operacionales (fase analítica) y las síntesis e integraciones (fase sintética). Todo lo cual es sometido a reflexión colectiva, análisis y validación desde el punto de vista didáctico metodológico, hacia el refuerzo y redefinición de nuestras prácticas de evaluación cotidianas; fortaleciendo la idea de que el conocimiento y dominio de aspectos pedagógicos clave por parte del docente promueve el abordaje de las prácticas de evaluación en promoción de la formación cuantitativa y cualitativa de los actores; y que la evaluación abordada desde un sentido integral, promociona la reflexión conjunta, el pensamiento y posicionamiento crítico, el crecimiento individual y el crecimiento colectivo de estudiantes y docentes.

 

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— Aón, Laura Cristina Racionalidad de la movilidad urbana en ciudades medias y grandes argentinas

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Irene Martini

— Codirector

Olga Ravella

— Año de admisión

2018

— Contacto

laura.aon@gmail.com

— Resumen

El uso de la energía por parte de los edificios representa una de las principales causas del Los estudios cuantitativos y espaciales de transporte, utilizados en la planificación tradicional, asumen hipótesis de racionalidad económica para la explicación de los comportamientos de movilidad de la población y los generalizan a personas y hogares de muy diferente origen, cultura y composición social. Los estudios cualitativos de movilidad, explican de maneras más diversas los comportamientos de movilidad de las personas, pero lo hacen sin propósitos de planificación, trabajando en casos particulares no generalizables.

A partir de lo expuesto, es que en este plan de tesis se propone integrar conceptos e ideas de las ciencias sociales a la teoría clásica del transporte, a partir de una exploración en trabajos de geógrafos, antropólogos, sociólogos y trabajadores sociales, para un reconocimiento de las dimensiones no económicas que explican la movilidad de las personas. El trabajo incluye una integración metodológica cuantitativa-cualitativa y su aplicación a un caso de estudio. Se espera que esta investigación conduzca a una mejor explicación de los comportamientos de movilidad urbana, lo cual permitirá avanzar en la construcción de mejores instrumentos de planificación, con mayor poder explicativo, extendiendo y completando la teoría clásica del transporte, integrando conceptos seleccionados, provenientes de las ciencias sociales y vigilando la consistencia epistemológica de dicha integración.

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— Basualdo, David Ezequiel Metodología de evaluación y calificación de edificios hospitalarios basado en indicadores del grado de sostenibilidad ambiental

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Jorge Daniel Czajkowski

— Codirector

María del Pilar Mercader Moyano

— Año de admisión

2018

— Resumen

El uso de la energía por parte de los edificios representa una de las principales causas del Cambio Climático y emisiones de gases de efecto invernadero la atmósfera.

Se estima que la construcción y operación de edificios es responsable del 40% del uso total de energía en el mundo y 30% de las emisiones de dióxido de carbono (CO2).

De entre todos los usos a que se destina la energía en los edificios, la utilizada para calefacción y refrigeración es considerada la mayor contribución a los efectos del Cambio Climático. Actualmente se estima que los sistemas de Acondicionamiento Térmico y Ventilación representan el 50% del consumo energético en edificios.

Varias normativas y estudios se llevan a cabo sobre este tema, sin embargo pocos se centra en los edificios de salud, siendo estos uno de los usos con mayores demandas energéticas en acondicionamiento térmico y por lo tanto con gran potencial de ahorro energético.

El objetivo de este trabajo busca desarrollar una metodología posible de evaluación del desempeño térmico energético de edificios hospitalarios ubicados en clima templado, que permita calificar su rendimiento y evaluar su potencial de ahorro energético; sirviendo de base para propuestas de rehabilitación energética de edificios

preexistentes.

A partir de un estudio de casos seleccionados de una muestra de edificios hospitalarios representativos del sistema público de salud de Argentina se busca desarrollar un modelo capaz de ser aplicable a otros edificios de similares características.

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— Di Croce Garay, Andrea El rol de la tenencia de la tierra en el mejoramiento habitacional en los asentamientos informalesos. El caso del Gran La Plata

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Carla Rodríguez

— Codirector

Helena Carriquiriborde

— Año de admisión

2018

— Resumen

Este proyecto de Tesis propone indagar en procesos colectivos desarrollados desde los sectores populares y organizaciones sociales, con objetivo en abordar aspectos del mejoramiento habitacional (seguridad de tenencia, mejoramiento de la vivienda y mejoramiento barrial), entre los años 2003 y 2015 en barrios informales del partido de La Plata. Asumiendo el potencial aporte que las prácticas colectivas gestadas “desde abajo” pueden brindar en los procesos de mejoramiento habitacional, se buscará registrar los sucedidos en los últimos 15 años en La Plata, periodo en el que se registra una doble lectura sobre lo sucedido entre las políticas públicas y los sectores populares. A partir de esta indagación, se propone conformar una genealogía de los procesos autogestivos en el hábitat informal, mediante un enfoque metodológico que combine instrumentos de las metodologías cuantitativa, la cualitativa y la arquitectura, atendiendo a que se propone una tesis para el Doctorado en Arquitectura, con un fuerte componente sociológico. Para ello se usarán herramientas de la metodología cualitativa, principalmente entrevistas, a partir de las que indagar sobre formas de organización, repertorios de reclamo, relaciones con diferentes estamentos del Estado, fines alcanzados, y posibles procesos que se hayan derivado de las experiencias. Por otro lado, se utilizarán herramientas propias de la arquitectura, tales como mapeos colectivos, análisis de croquis, planos, cartografías que permitan analizar los procesos y los resultados. Se combinará además con el uso de fuentes secundarias a partir de las cuales caracterizar los escenarios, analizar los casos jurídicamente, etc. El objetivo del trabajo es poder reconocer estas experiencias, analizarlas, y evaluarlas como posibles aportes a políticas públicas participativas de mejoramiento integral barrial; así como convertirlas en aportes a otros procesos de organización barrial que puedan desarrollarse a partir de retomar las experiencias analizadas.

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— Albornoz, María Lourdes Fragmentación socio-espacial en el aglomerado Gran San Salvador de Jujuy. Periodo 1990-2018

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNT (Argentina)

— Director

Gómez López, Claudia Fernanda

— Codirector

Malizia, Matilde

— Año de admisión

2018

— Contacto

— Resumen

Palabras clave

Crecimiento urbano, Segregación socio-espacial, Ciudades intermedias, Ríos Grande y Xibi Xibi

Resumen

El presente proyecto de tesis de doctorado corresponde al estudio que se realizará sobre la fragmentación socio-espacial en el aglomerado Gran San Salvador de Jujuy. El trabajo se enfocará en estudiar la presencia de sus principales ríos ya que estos configuraron e influyeron en el crecimiento y expansión de la ciudad. En sus márgenes se sitúan urbanizaciones irregulares y barrios precarios que conforman un sector marginado en la ciudad. Por su lado, los procesos de fragmentación socio-espaciales se profundizaron de diferente manera, por tratarse de una ciudad intermedia pequeña, por su topografía particular atravesada por los cauces de los ríos, por la presencia de diferentes niveles de relieve y por la composición social de sus habitantes. De igual modo, resulta importante indagar sobre el papel que juegan los diferentes actores en la producción de la ciudad y revelar las relaciones que se establecen entre ellos. La hipótesis plantea que las políticas públicas favorecieron la profundización de la segregación y fragmentación socio-espacial en el aglomerado y que estos procesos afectaron a la población asentada en las márgenes de los ríos. Por otra parte, el objetivo general se orienta a la caracterización de los procesos de fragmentación socio-espacial, que impactaron a la población y a su forma de ocupar el espacio, prestando especial atención a las áreas de influencia de los ríos. Para ello, se utilizará una metodología predominantemente cualitativa, que se complementará con técnicas cuantitativas. Se elaborará una base de datos a partir de información disponible y bibliografía pertinente; en el trabajo de campo se recurrirá a las técnicas de la entrevista y la observación.

Introducción, problema de investigación y justificación

Las ciudades se constituyen como un importante objeto de estudio al considerarlas espacios estratégicos para la materialización de notables tendencias macrosociales (Sassen, 2007). En este sentido, se considera a las ciudades latinoamericanas como tripartitas, caracterizadas por la combinación de tres procesos interrelacionados: la relegación urbana de los sectores empobrecidos en viviendas sociales, el ennoblecimiento de los centros históricos habitados por los grupos más acomodados y la periurbanización del sector medio que se traslada de la ciudad-centro hacia espacios residenciales privados (Donzelot, 2004 citado en Girola, 2005). Así, en Argentina las transformaciones territoriales impactaron en la configuración de las principales ciudades y luego en otras de menor jerarquía, desde su organización y estructura hasta la división social del espacio.

Los procesos de fragmentación socio-espacial en el aglomerado GSSJ se diferencian de otros, principalmente debido a las características particulares del medio físico y a la diversa composición socio-cultural de la población (Malizia, Boldrini y del Castillo, en prensa; Boldrini y Malizia, en prensa). De este modo, la incidencia y el papel que juegan los ríos en relación con la fragmentación y segregación socio-espacial condicionan la situación de los sectores que viven en las inmediaciones de estas áreas y en la manera que configuran y se relacionan con su hábitat.

Por ello, la presente investigación busca dar respuesta a los siguientes interrogantes:

¿Cómo se expresan en el espacio urbano los procesos urbanos de segregación y fragmentación?

¿Qué relación tiene la fragmentación socio-espacial con los principales ríos que atraviesan al aglomerado GSJJ?

¿De qué manera la presencia de los ríos en la conformación de la ciudad influye en la producción de la ciudad por parte del estado, del mercado y de la comunidad?

Hipótesis de trabajo

Históricamente el papel de las políticas públicas respecto a las problemáticas de desigualdad implicó que en los últimos años se profundizara la fragmentación socio-espacial en el aglomerado GSSJ en un proceso que se retroalimentó. Sumado a que los principales ríos que lo atraviesan se constituyeron como barreras urbanas, los estratos más bajos de la población que se instalaron en sus márgenes sufrieron el impacto de los procesos de la fragmentación socio-espacial desde las primeras etapas de la conformación urbana. A su vez, esa situación afectó la configuración de la estructura y morfología urbana de todo el aglomerado.

Objetivo general y específicos

Se propone como objetivo general caracterizar el crecimiento y expansión del aglomerado Gran San Salvador de Jujuy en relación con los procesos de fragmentación socio-espacial, considerando la influencia de los ríos Grande y Xibi Xibi en la conformación de su morfología y estructura urbana.

Se plantean los siguientes objetivos específicos:

  1. a) Reconocer las dinámicas de crecimiento y expansión del aglomerado Gran San Salvador de Jujuy desde 1990 a la actualidad.
  2. b) Analizar los procesos de fragmentación socio-espacial teniendo en cuenta las principales lógicas de producción de la ciudad y su expresión en el espacio.
  3. c) Caracterizar la influencia del medio físico en relación con la conformación de límites y barreras en el aglomerado Gran San Salvador de Jujuy.
  4. d) Identificar las representaciones sociales sostenidas por los actores involucrados, las estrategias de ocupación del suelo y los diferentes usos del territorio en el área de influencia de los ríos Grande y Xibi Xibi.

Marco teórico, antecedentes y estado de la cuestión

En el contexto de la globalización y la aplicación de las políticas neocapitalistas los procesos de transformación de la ciudad latinoamericana advierten ciertos cambios en su estructura, uso y morfología. Borsdorf (2003) caracteriza esta transformación urbana, cuyo cambio se produce desde la estructura de la ciudad colonial que fue compacta y monocéntrica hacia una estructura segregada y definida por múltiples fragmentos dispersos. A su vez, esta estructura es causa y consecuencia de los procesos de fragmentación social que dividen a los diferentes grupos en territorios segregados y con escasa posibilidad de una urbanidad diversa. En este sentido, la noción de fragmentación urbana tiene dos dimensiones: la escala micro se asocia a un distanciamiento social en la ciudad como resultado del comportamiento del mercado de tierras, los nuevos estilos de vida, la polarización social y los problemas de inseguridad; por su parte la escala macro se refiere a un proceso más amplio de relocalización funcional de espacios en la ciudad a través de la aparición de nuevas zonas que responden a la lógica de producción del capitalismo en su fase actual y a los recientes patrones culturales y de consumo (Link, 2008). Por otra parte, se considera importante tener en cuenta que los ríos urbanos conforman ecosistemas complejos que contribuyen al equilibrio del medio natural y construido. Se reconoce una íntima relación entre el proceso de urbanización y la degradación de las cuencas hídricas ubicadas en las cercanías de los centros poblacionales. Con el fenómeno de expansión urbana los problemas ambientales se agudizaron y bajó la calidad ambiental de los ecosistemas (Dourojeanni y Jouravlev, 1999).

En relación con el contexto de las ciudades argentinas, históricamente estas atravesaron diversas etapas en sus procesos de conformación, muchas de las cuales han estado marcadas por la superación de los límites topográfico. En este sentido, el crecimiento de San Salvador de Jujuy fue paulatino y progresivamente se expandió la mancha urbana. A partir de la creación del barrio Alto Comedero, al sur de la ciudad, en 1986 se conformó una contigüidad espacial con la ciudad vecina de Palpalá, que dio origen al aglomerado Gran San Salvador de Jujuy (Malizia, Boldrini y del Castillo, en prensa). Según Bergesio y Golovanevsky (2009), la ciudad de San Salvador de Jujuy se distingue por presentar tres tendencias en la división social de espacio urbano. La primera es una segregación tipo centro periferia, el nivel socio-económico de los habitantes desciende al alejarse de la zona central delimitada por los principales ríos. La segunda tendencia es la división Norte-Sur, hacia el Norte habita población de alto nivel socio-económico y hacia el Sur se establecen grupos con menos recursos. Por último, la tercera tendencia es la división cóncava-convexa que refiere a la ubicación de la población vulnerable, que se encuentran a un nivel de relieve inferior del centro de la ciudad, mientras que las residencias de las clases acomodadas se instalaron en los terrenos altos del Oeste y del Norte. En este sentido, el modelo elaborado por Malizia Bordrini y del Castillo (en prensa) evidencia que la ciudad está organizada alrededor de una única centralidad y posee una estructura urbana circulatoria convergente en ese centro y a partir del cual se configuraron tres ejes de radiales de expansión, que dio lugar al establecimiento diferenciado de los grupos poblacionales.

— Cichero, Pilar Plusvalías urbanas generadas por la obra pública en el Área Metropolitana de Tucumán (1990 – 2018)

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNT (Argentina)

— Director

Gómez López, Claudia Fernanda

— Codirector

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— Año de admisión

2018

— Resumen

Palabras clave

Políticas públicas – Mercado de suelo – Plusvalías urbanas

Resumen

Históricamente, el desarrollo urbano estuvo regido, principalmente, por las pautas del mercado inmobiliario que alimenta las expectativas de renta especulativa y con ello, eleva los precios del suelo. El escenario resultante se caracteriza por un proceso de urbanización desarticulado, una creciente informalidad y desigualdad socio espacial. Se entiende por plusvalía urbana al incremento del valor del suelo que experimenta un terreno en el proceso de urbanización. La hipótesis plantea que las plusvalías generadas, a partir de la obra pública, se encuentran sujetas a las reglas del mercado de suelo. La ausencia de políticas públicas tendientes a la equis distribución de las mismas, producen procesos de exclusión y elitización que inciden en la conformación socio espacial del AMET de Tucumán.

Se plantea como objetivo general caracterizar los procesos vinculados a la apropiación de plusvalías urbanas generadas a partir de la obra pública, identificando instrumentos y estrategias utilizadas en las últimas tres décadas que inciden en la configuración socio espacial del AMET de Tucumán. Dadas las escasas investigaciones precedentes sobre el tema para la gestión metropolitana del aglomerado, se realizará un trabajo exploratorio comparativo a partir del estudio de casos. La estrategia metodológica propuesta es cuanti-cualitativa; la primera fase es la del reconocimiento de la dinámica metropolitana, su caracterización y detección de las formas de intervención del estado que generan plusvalías urbanas. A partir de dicha tipificación, se procederá a la selección de posibles casos, seguido por una fase cualitativa para su análisis. Se plantea abordar la investigación a partir de tres etapas: construcción de la base de datos, análisis y conclusiones.

Introducción, problema de investigación y justificación

Históricamente, el desarrollo urbano estuvo regido, principalmente, por las pautas del mercado inmobiliario que alimenta las expectativas de renta especulativa y con ello, eleva los precios del suelo. El escenario resultante se caracteriza por un proceso de urbanización desarticulado, una creciente informalidad y desigualdad socio espacial. En la década de los ‘90, con el modelo neoliberal, las políticas habitacionales se enfocaron, fundamentalmente, en la provisión de unidades de viviendas, ubicadas mayormente en zonas aisladas de baja calidad urbana y ambiental.

Frente a esta problemática Jaramillo (2003) señala la necesidad de comprender mecanismos del mercado de suelo, tales como: calificación diferencial; valorización diferencial; segregación del espacio. Este análisis debe encuadrarse en procesos de urbanización que se desarrollan desconociendo la dinámica de la producción del suelo, la estructura social y los procesos acumulativos de producción de la renta.

Se entiende por plusvalía urbana al incremento del valor del suelo que experimenta un terreno en el proceso de urbanización, esto se debe a que la “incorporación del suelo rural (previamente loteado) a la trama urbana produce que su valor aumente, por lo menos, tres veces” (Cuenya 2006, pp.99-100). En base a esto, lo importante es conocer quiénes son los actores que se apropian de dicho beneficio, el cual no es sólo el incremento económico, sino también ambiental y urbano.

El Área Metropolitana de Tucumán (posteriormente denominado AMET de Tucumán) está constituida por 6 municipios y 9 comunas rurales, corresponde a la cabecera regional del NOA y ocupa el quinto lugar en la escala nacional.

Se caracteriza por la inequitativa distribución de los beneficios otorgados por el estado, derivado de: la desarticulación entre herramientas urbanísticas, fiscales y administrativas; la fuerte tradición que reduce la política urbanística a una acción de tipo regulatoria; la carencia de análisis o del comportamiento del mercado inmobiliario y rigideces en la elaboración e implementación de nuevos instrumentos urbanísticos (Resse, 2006).

Por ello, esta investigación busca dar respuesta a los siguientes interrogantes: ¿Cómo incide la apropiación de las plusvalías urbanas, generadas a partir de la obra pública, en la configuración socio espacial del AMET de Tucumán? ¿Qué actores se benefician de ellas?

Hipótesis de trabajo

La hipótesis de la investigación plantea que las plusvalías generadas, a partir de la obra pública, se encuentran sujetas a las reglas del mercado de suelo. La ausencia de políticas públicas tendientes a la equis distribución de las mismas, producen procesos de exclusión y elitización que inciden en la conformación socio espacial del AMET de Tucumán.

Objetivo general y específicos

Se plantea como objetivo general caracterizar los procesos vinculados a la apropiación de plusvalías urbanas generadas a partir de la obra pública, identificando instrumentos y estrategias utilizadas en las últimas tres décadas que inciden en la configuración socio espacial del AMET de Tucumán.

Para ello, se proponen como objetivos específicos: reconocer la dinámica del crecimiento del AMET de Tucumán, desde 1990 a la actualidad, interpretando los problemas del crecimiento urbano desigual generados por las diferentes lógicas de producción de la ciudad, en particular la lógica del mercado del suelo.

Tipificar las estrategias de intervención del estado que generan plusvalías urbanas. A partir de dicha clasificación, seleccionar los casos de estudio y determinar las variables y/o indicadores que se evidencian en cada uno.

Elaborar una base de datos integral del AMET de Tucumán, para obtener criterios útiles para comprender la gestión del hábitat urbano.

Marco teórico, antecedentes y estado de la cuestión

En Argentina, a partir del año 2003, se produce un nuevo marco político reconocido por algunos autores como neodesarrollismo. El modelo de desarrollo concebido bajo este contexto, significó la aplicación de las siguientes medidas: preservación de la restricción monetaria, ajuste fiscal, prioridad exportadora y concentración del ingreso; incremento de los subsidios estatales a la industria; involucramiento de un reconocimiento implícito (y a veces explícito) de la existencia de un movimiento social reconfigurado con una capacidad de resistencia (Féliz, 2012; Svampa, 2010). Sin embargo, aún no es posible identificar con claridad la repercusión de estas medidas en la configuración de las ciudades, que implicó en la última década, la intervención del Estado en aspectos claves de la informalidad, que presentó continuidades y rupturas en relación al modelo anterior, de corte netamente neoliberal.

El crecimiento metropolitano se caracteriza por la expansión hacia la periferia, donde se producen loteos especulativos de agentes privados (Malizia, 2011), se construye la obra pública (Gómez López, 2001) y se producen las apropiaciones de tierras (Boldrini, 2012).

El resultado es una periferia donde los diversos usos del suelo se localizan aleatoriamente ignorando la estructura territorial de la ciudad (Cuozzo, 2018) con problemas de accesibilidad a los servicios urbanos (Castañeda Nordmann, 2018), y vacíos degradados o suelo para la especulación.

Las condiciones de calidad de vida de los habitantes se encuentra definida por su nivel económico, la clase alta y media alta accede a terrenos con mayor calidad ambiental, mientras la clase baja se ve obligada a ubicarse informalmente en zonas de la periferia deterioradas.

En las investigaciones precedentes se ha determinado que la lógica inmobiliaria se impuso como criterio urbanístico principal, incluso en las actuaciones del estado, ya que se identifican rasgos que implican la continuidad de lógicas desiguales en la producción de la ciudad (Gómez López, Cuozzo y Boldrini, 2015), impactando negativamente en el territorio y favoreciendo la especulación privada.

En este sentido, la captación de plusvalías es una de las aspiraciones más recurrentes de la planificación urbana contemporánea. Su fundamento es claro: los incrementos de valor de los terrenos son ajenos a la propiedad del suelo, pese a lo cual son apropiados en forma privada por los dueños. Las mismas son generadas por inversiones públicas, decisiones regulatorias del Estado sobre el uso del suelo e inversiones de actores privados. (Smolka y Furtado, 2001).

— Cisterna, Marta Susana Confort y paisaje sonoro en espacios públicos

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNT (Argentina)

— Director

Maristany, Arturo

— Codirector

Gonzalo, Guillermo Enrique

— Año de admisión

2018

— Contacto

— Resumen

Palabras clave

Paisaje Sonoro, Confort Acústico, Espacio Público, Diseño Urbano, Tucumán.

Resumen

El trabajo focaliza el ambiente sonoro de espacios públicos abiertos y propone el análisis de las características a partir del concepto de Paisaje Sonoro, a través de variables objetivas y subjetivas, en un espacio y momento dado, en San Miguel de Tucumán. El trabajo de campo se realizará en zonas representativas, seleccionadas según el criterio de incluir diferentes fuentes sonoras, diversidad de funciones y tipologías morfológicas. En relación con investigaciones sobre ambiente sonoro, hace algunos años se centraban especialmente en la evaluación de la variable “intensidad del sonido”, siendo el principal objetivo la reducción de las emisiones. Según éste enfoque, el concepto de confort acústico se definía por un criterio cuantitativo: “a menor intensidad, mayor confort sonoro”. Estudios recientes, sin embargo, muestran que la disminución o ausencia de ruido no puede ser considerada como caracterizadora de una situación sonora perfecta. Si bien la intensidad es una variable necesaria para el análisis, por sí sola no define la respuesta ante el ambiente sonoro. El diseño confiere propiedades acústicas al espacio, permite sonidos que armonizan y se identifican con él o se oponen y discrepan, afectando sus cualidades arquitectónicas. En este sentido, es posible afirmar que la calidad de los espacios, en gran medida depende del ambiente sonoro que los caracteriza. En la evaluación cualitativa del ambiente sonoro se considera importante analizar el tipo de sonidos que se emiten, la manera en que se propagan y son percibidos. Los resultados determinarán la interacción entre dichas variables y la forma en que inciden en la percepción, la identidad y el carácter de paisajes sonoros de espacios públicos abiertos de Tucumán.

Introducción, problema de investigación y justificación

En la ciudad de San Miguel de Tucumán (SMT) se observan áreas o sectores característicos, fácilmente identificables, con variados paisajes urbanos, muchos de los cuales han sufrido en los últimos años el deterioro de su ambiente sonoro, algunos debido a modificaciones formales, otros, por el incremento del tránsito vehicular, aumento de población y de la edificación de gran altura, disminución del número de árboles y de espacios verdes. Es preocupante observar cómo la calidad del ambiente disminuye a igual ritmo que crece la urbanización. En un recorrido por las calles del área central, se puede apreciar que prevalecen los sonidos del tránsito vehicular, sólo en algunos sectores, la situación se ve atenuada por la presencia de plazas que aportan un espacio de características agradables. El estudio y análisis de las diversas zonas, con sus características ambientales permitirá determinar los aspectos positivos, relevantes para el confort acústico en espacios públicos abiertos de Tucumán. Se plantea realizar una evaluación subjetiva del contexto, incluyendo el lugar, la motivación, las actividades y la percepción de los usuarios para determinar su calidad acústica.

JUSTIFICACIÓN

La ciudad actual ha perdido parte de su atractivo, de su identidad y se aleja progresivamente del modelo tradicional, proyectado para los sentidos y enfocado en la interacción hombre – ambiente. En las últimas décadas, se puede observar que se han multiplicado los edificios en altura y comercios, el transporte automotor ha crecido, se instalaron nuevas sedes de administración pública, decrecieron los espacios verdes y no se inauguraron plazas dentro de las cuatro avenidas. Podemos afirmar que la ciudad se ha vuelto ruidosa, congestionada, peligrosa e inadecuada para peatones y ciclistas. Los arquitectos nos encontramos ante el desafío de humanizar y devolverle la dimensión sensible, recuperando la percepción de los habitantes como componente del diseño, mejorando así los niveles de confort.

Hipótesis de trabajo

Es posible afirmar que la calidad de los espacios depende en gran medida del ambiente sonoro que los caracteriza. El diseño arquitectónico, el diseño urbano, crean una interacción entre las formas construidas, el entorno sonoro y la percepción auditiva; confiriéndole al espacio propiedades sonoras que pueden distorsionar o armonizar con el diseño al permitir la presencia o ausencia de determinados sonidos. El grado de confort auditivo en estos espacios se relaciona con la intensidad, con las representaciones y con la naturaleza semántica de los sonidos que constituyen diversos significados para las personas.

Objetivo general y específicos

Conocer el ambiente sonoro de espacios públicos abiertos en SMT a través de una metodología de análisis que permita determinar las condiciones físico-ambientales, la interacción del sonido en un contexto dado y la percepción a partir de la identificación del sonido como forma significante que vincula sus efectos con los juicios o valoraciones perceptivas. A partir de ello, establecer parámetros de diseño que permiten la creación de paisajes sonoros y la conservación de sonidos que se consideren positivos para el confort auditivo en las zonas estudiadas.

Objetivos Específicos

1 - Identificar zonas y sectores de SMT que presentan características formales y funcionales relevantes, sean identificables y constituyan para los habitantes, lugares característicos.

2 - Relevar las condiciones físicas y ambientales de los espacios urbanos seleccionados: dimensiones generales, características de la envolvente, equipamiento urbano, árboles y superficies verdes, fuentes de agua, vías de circulación vehicular y peatonal.

3 – Relevar la percepción de usuarios a través de sus representaciones y expresiones lingüísticas sobre la forma en que reconocen, valoran y relacionan los sonidos con contenidos semánticos.

4 – Caracterizar las fuentes que integran los diferentes paisajes sonoros, tipo, temporalidad, ubicación y principales características acústicas: Presión, Niveles LAeq, Frecuencia, Duración.

5 – Analizar los datos obtenidos en los relevamientos con el fin de determinar variables e indicadores de niveles de confort auditivo.

6 – En base a los resultados determinar parámetros de diseño para potenciar paisajes sonoros existentes o crear nuevos que favorezcan el confort en espacios públicos de SMT.

Marco teórico, antecedentes y estado de la cuestión

El antropólogo Marc Auge (1992) define el “lugar” como un ámbito, de identidad histórica, cultural, relacional y social. Considera que la “sobremodernidad” es productora de no lugares, de espacios que no son en sí lugares antropológicos, lugares de paso, que representan más bien el vacío del contacto social. El espacio público no existe específicamente en la naturaleza, es producto de la acción humana, es un espacio social, producto de la interacción de las personas. Para el filósofo y urbanista francés Augoyard JF (1998) el espacio público no es sólo la estructura arquitectónica sino también la acción humana que allí ocurre, la interacción social y sus características.

Kevin Lynch (1960) propone el concepto de imagen ambiental, la define como una construcción mental a partir de la percepción. Sostiene que la imagen de una ciudad se construye a partir de estímulos visuales, auditivos, olfativos y táctiles, los cuales integran los “mapas mentales” del lugar. Este mapa "personal" lo utilizamos en nuestra orientación cotidiana por la ciudad, en nuestros trayectos, nos ayuda a “recrear” la ciudad y a crear vínculos.

Murray Schafer (1973) compositor, escritor y ambientalista canadiense, creador del concepto “Paisaje Sonoro”; plantea múltiples visiones del hecho sonoro desde el punto de vista no solo acústico sino también en su vinculación con lo histórico, sociológico, político, tecnológico, ecológico. Señala que los criterios de valoración sonora del espacio dependen en mayor medida de la información contenida, del contexto en el que es percibido así como de los significados sociales y culturales que le son atribuidos.

Guastavino C (2006) confirma la influencia de los rasgos semánticos, además de los físicos, en juicios auditivos, y revela la importancia de los sonidos humanos. Señala al sonido como la segunda fuente, en importancia, en las valoraciones tanto de ambientes urbanos como naturales.

En Argentina, es referente importante el arquitecto A. Maristany (2013), quien desarrollo la Tesis Doctoral “Caracterización del Paisaje Sonoro y su Interacción con el Paisaje Urbano”. Ha realizado numerosas  investigaciones sobre acústica urbana y Paisaje Sonoro en la ciudad de Córdoba, Argentina. En su Tesis deja planteados lineamientos sobre los cuales se plantea éste trabajo de tesis.

El trabajo de investigación Relationship between spatiotemporal variability of soundscape and urban morphology in a multifunctional urban area: A case study in Seoul, Korea, presenta una nueva perspectiva sobre interrelaciones entre aspectos espacio-temporales del paisaje sonoro en relación a indicadores morfológicos, acústicos y urbanos. Se recogieron datos acústicos y del paisaje sonoro percibido durante tres períodos diurno. Se analizaron indicadores morfológicos urbanos. Se descubrió que los factores espaciales y temporales juegan un papel crítico en los paisajes sonoros urbanos.  Hong J, Jeon J (2017).

Guillén, López Barrio (2007) analizan metodología para la caracterización de ambientes sonoros urbanos en función de su calidad perceptiva. Un grupo de sujetos evaluaron en laboratorio, nueve paisajes sonoros considerados representativos del entorno urbano. Se utilizó Escala Diferencial Semántico como instrumento para medir la percepción. Los atributos referidos a la naturaleza del sonido y la “ruidosidad” percibida se mostraron como los más importantes en la percepción del paisaje sonoro.

 Parámetros Psicoacústicos

La interacción con el entorno no sería posible en ausencia de un flujo informativo constante al que denominamos percepción. La Psicología distingue sensación, percepción y cognición. La sensación se basa en un conjunto de estímulos de los receptores de una vía nerviosa. La percepción consiste en atribuir un significado a la fuente responsable de la sensación relacionado con el conocimiento previo, la actividad, las intenciones y el contexto del sujeto. Weil-Barais A (2011).

La investigación “Descriptores de Paisajes Sonoros, Marco Conceptual para desarrollar Modelos Predictivos de Paisajes Sonoros” plantea el desafío de seleccionar el descriptor apropiado del ambiente sonoro e identificar sus predictores. La mayoría de los descriptores disponibles convergen hacia un modelo de calidad afectiva percibida (por ejemplo, Agrado - Calma). Aletta F, Kang J (2016)

El libro “Medio ambiente construido en crisis. Factores concurrentes en su producción desde un enfoque multidisciplinario complejo”. Garbero, Cisterna (2007), presenta los resultados de investigaciones realizadas sobre tipologías de viviendas de interés social que ofrecen diferentes prestaciones, modos de funcionamiento e interacción con su contexto y modalidades de convivencia entre sus habitantes. El trabajo “Técnica de Evaluación de Impacto Subjetivo por Disconfort  Sonoro”, sobre ambiente sonoro en el campus universitario Herrera, incluye encuestas, entrevistas y propone un protocolo de relevamiento con el fin de determinar el grado de confort auditivo y mejorar la calidad del ambiente sonoro.

— Dorado, Pablo Procesos Económicos Asociados a la Tecnología de Construcción con Tierra. Análisis de un Clúster Emergente en el Área tucumana de Los Valles Calchaquíes

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNT (Argentina)

— Director

Rolón, Guillermo

— Codirector

--

— Año de admisión

2018

— Contacto

— Resumen

Palabras clave

Tecnología social - Cadena Productiva – Economía Ecológica - Tafí del Valle – Noroeste Argentino

Resumen

Este proyecto de investigación abordará el estudio de los procesos económicos asociados a la tecnología de construcción con tierra en la región Noroeste de Argentina (NOA). Allí su uso para la producción del hábitat continua vigente. Es por ello que se pretende determinar los factores que influyen positiva o negativamente en el dinamismo del proceso productivo. Para el abordaje de la temática se utilizará el campo de la tecnología social cadena productiva y economía ecológica. Se abordará como área de estudio el Departamento Tafí del Valle en Tucumán. Los procesos de producción en esta zona involucran una serie de agentes y relaciones interdependientes con distintos niveles de organización, lo que hace pertinente un análisis de clúster económico. Considerando las ventajas proporcionadas por esta cuestión, se caracterizará la dinámica de la red de intercambios de bienes y servicios y se identificará si esos procesos adoptan la estructura de clúster productivo emergente. Para ello será necesario: describir las modalidades de producción del hábitat construido aplicadas en la zona, evaluar la preferencia de la tecnología frente a otras disponibles, determinar si los agentes intervinientes y el tipo de relaciones que se producen entre ellos se estructuran a modo de clúster económico para finalmente mapear sus variables territoriales.

Introducción, problema de investigación y justificación

La tecnología de construcción con tierra (TCT), desde el punto de vista de los patrones arquitectónicos y culturales, marca el carácter de la arquitectura rural y cumple un rol fundamental en la producción del hábitat del NOA. En la zona, se utiliza como componente principal o complementario en la resolución de construcciones modestas y edificaciones de gran envergadura y trascendencia (Sosa, 2011; Tomasi y Rivet, 2011, Nicolini et al, 1987). El área tucumana de los Valles Calchaquíes, se ha caracterizado por el uso de este material para la resolución del hábitat. El aprovechamiento de los recursos disponibles en la zona, permitió el desarrollo y la transmisión de distintas técnicas constructivas. Actualmente una variedad de ellas continúan vigentes; tanto las tradicionales, como aquellas que surgieron del proceso de innovación tecnológica en la búsqueda de mejorar su calidad y durabilidad (Viñuales, 2007; Bestraten et al., 2011).

En la zona de los Valles Calchaquíes, la tierra es uno de los materiales que se utiliza para la producción del hábitat rural, ya sea por autogestión, intervención del estado, gestión privada o mixta. Estos procesos implican el desarrollo de un determinado proceso económico-productivo. Las etapas de este proceso se encuentran interrelacionadas, en forma dinámica y constante, bajo un conjunto de normas sociales y legales que las regulan y la convierten en una cadena productiva. El aspecto interesante de este concepto reside en la posibilidad de generar un diagnóstico sobre la vitalidad de un proceso productivo, mediante la identificación de los eslabones o puntos críticos que afectan al dinamismo del proceso (CICDA, 2004).

El uso de la TCT en el área tucumana de los Valles Calchaquíes sigue vigente. Considerando su uso en un ámbito donde se tiene acceso a otras tecnologías que emplean materiales convencionales[1] y teniendo en cuenta el rol que ocupa en la construcción del hábitat, se hace necesario realizar una reflexión profunda sobre las razones de su vitalidad y mantenimiento en el tiempo. Resulta evidente que su preferencia, signada por la tradición local desde la idea de una reproducción conservadora, no es suficiente para explicar algunos aspectos de sus dinámicas actuales. En estos proceso entran en juego una simultaneidad de factores: la influencia de la arquitectura vernácula y los cambios culturales, los sentidos identitarios, la disponibilidad de recursos locales, el impacto de innovaciones tecnológicas, las mudanzas en los requerimientos funcionales y ambientales, los imaginarios sociales, etc. Así mismo, esta área rural se encuentra en pleno desarrollo del hábitat y la resolución de sus necesidades es un problema a tener en cuenta desde la disciplina arquitectura.

El análisis de dinámicas productivas genera externalidades positivas que son valoradas para el crecimiento y desarrollo de una actividad; como mejoras en el rendimiento y los costos, movilidad en el trabajo, especialización del capital humano, desarrollo y difusión de la innovación tecnológica e intervenciones de gestión estatal adecuadas. El análisis de clúster es una herramienta para estudiar la distribución espacial de la actividad económica y su impacto e influencia en el territorio. Este estudio sería novedoso para el desarrollo de la zona ya que permitiría el fomento de la actividad, inclusive la investigación de estos procesos podría sumar a las oportunidades que presenta el uso de la tierra en prácticas que favorecen el mejoramiento del hábitat.

Hipótesis de trabajo

La vigencia de la TCT en el área tucumana de los Valles Calchaquíes se sustenta en una dinámica productiva regional basada en una red de intercambio de bienes y servicios que tiende a consolidarse en una estructura de clúster económico.

Objetivo general y específicos

  • Caracterizar la dinámica de los procesos económicos asociados a la red de intercambios de bienes y servicios de la TCT, en la zona Tucumana de los Valles Calchaquíes.
  • Determinar si la dinámica de estos procesos económicos adopta la estructura de clúster productivo emergente.

Objetivos específicos

  • Describir las modalidades de producción del hábitat construido con tierra aplicadas en el área de estudio.
  • Evaluar la preferencia o elección de la TCT frente a otras formas de construcción disponibles en la zona, considerando la influencia de aspectos económicos, de la arquitectura vernácula e imaginarios sociales sobre la tecnología.
  • Caracterizar el sistema productivo local asociado a la actividad de la construcción con tierra determinando los agentes intervinientes y el tipo de relaciones que se producen entre ellos.
  • Determinar la existencia de un clúster económico emergente, considerando los agentes intervinientes, la capacidad técnica local, las materias primas y fuentes de recursos aprovechables, la disponibilidad de recursos humanos con conocimiento de la tecnología, los procesos de innovación tecnológica y organizacional, la secuencia de acciones y tipo de relaciones, los servicios de comercialización de productos y elementos constructivos, transporte y acarreo de materiales de construcción, el costo de cada una de las etapas y los resultados del proceso.
  • Mapear a través del uso de SIG las variables territoriales del clúster emergente en la zona.
  • Determinar los factores que fortalecen o debilitan el dinamismo de las relaciones entre los agentes y su impacto en el desarrollo de la red productiva.

Marco teórico, antecedentes y estado de la cuestión

El estudio y análisis de los procesos económicos asociados a la TCT, será abordado desde la perspectiva que plantea la tecnología social, economía ecológica, cadena productiva y análisis de clúster económico.

El concepto de tecnología social nace como una alternativa a la tecnología convencional, es utilizado como instrumento para el desarrollo de procesos tecnológicos aplicados en contextos socioeconómicos vulnerables. El desarrollo tecnológico se encuentra al servicio de la elaboración de productos, técnicas y metodologías hechas en interacción con la comunidad, representando efectivas soluciones de transformación comunitaria (Dagnino, 2014). En este sentido, se considera la tecnología de construcción con tierra como una oportunidad de aplicación en el desarrollo de tecnologías sociales. Por ser un material con menor impacto económico y con un alto reconocimiento por parte de la comunidad, es un material alternativo para el desarrollo de propuestas destinadas a solucionar el problema habitacional de poblaciones vulnerables (Rotondaro y Cacopardo, 2012).

La producción del hábitat, en cualquiera de sus modalidades, demanda de un proceso económico y productivo en el que se relacionan multiplicidad de factores, métodos y procesos de construcción.

Un proceso económico es un sistema a través del cual la sociedad y los individuos producen, administran, distribuyen e intercambian sus medios de producción y subsistencia. Ese intercambio puede o no tener un fin de lucro o utilidad. Como ciencia social, la economía se ocupa de analizar el comportamiento de los distintos agentes intervinientes en ese proceso (Rossetti, 2001).

La construcción de edificios, es una actividad productiva compuesta por una serie de etapas que se encuentran interrelacionadas, en forma dinámica y constante, bajo un conjunto de normas sociales y legales que las regulan. La lógica de estas interrelaciones se abordará mediante el concepto de cadena productiva. Una cadena productiva es un sistema en el que se establecen conexiones y flujos de información, intercambio de bienes, valores y servicios que permiten llevar un producto de un estado a otro (Mance, 2000). Se trata de una herramienta que permite analizar la realidad y posteriormente proponer una serie de transformaciones con la intensión o no de fomentar el desarrollo (Roszak y Tkaczyk, 2005; Gómez, 2011).

La aglomeración de un determinado número de agentes dedicados a cierta actividad en un área geográfica, impulsan el estudio de dicho proceso. Cuando la naturaleza y el tipo de relaciones que se producen entre los agentes intervinientes se complejiza, puede analizarse desde la conceptualización de clúster. Un clúster económico comprende una serie de agentes constituidos por empresas proveedoras de productos y servicios, materias primas, componentes, maquinarias, servicios especializados e instituciones asociadas. Estos agentes se encuentran ubicados geográficamente próximos e interconectados por actividades e intereses comunes y complementarios, produciendo una serie de competencias o cooperaciones en el desarrollo de un mismo proceso productivo. En ellos están incluidos los eslabones que forman parte de las etapas anteriores y posteriores a la producción propiamente dicha como clientes, distribuidores y comerciantes, asociaciones comerciales y otros organismos afines (Porter, 1999; De Luca y Soto, 1995).

Como antecedente de investigación, se encuentra la tesis doctoral del Arq. Rodolfo Rotondaro (2016), “La Influencia de la Innovación Tecnológica en las Tradiciones Constructivas y Proyectuales. El caso de la Arquitectura de Tierra Contemporánea del Noroeste Argentino”. Ésta permitirá el abordaje de la región y el estado de situación e impacto de las innovaciones tecnológicas en la construcción con tierra.  En el caso de análisis clúster, se encuentra la tesis doctoral de la Lic. en economía Claudia Andrea Pezoa Fuentes (2010), “Elementos competitivos en base a la eficiencia colectiva de las empresas pertenecientes a un clúster emergente: el clúster minero de Antofagasta” (Chile).  Si bien en ella se analiza el caso de la actividad minera, permitirá el abordaje de la temática.

[1] Se considera materiales de uso convencional a aquellos que son producidos por la industria, como ladrillo hueco, cemento, cal, barras de acero, chapas metálicas, etc. Utilizados en técnicas constructivas como mampostería de ladrillo y hormigón armado.

— García Villar, Gonzalo Optimización de la adherencia de revoques de tierra sobre muros ext eriores de tierra con técnica mixta

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNT (Argentina)

— Director

Rolón, Guillermo

— Codirector

Peisino, Lucas Ernesto

— Año de admisión

2018

— Contacto

— Resumen

Palabras clave

Revoques de tierra, Adherencia, Intemperie, Muros de tierra alivianada encofrada.

Resumen

La tierra, como material principal para la realización de revoques, tiene potencialidades ambientales, y ventajas económicas con respecto a los revoques llamados tradicionales, a base de cemento. La durabilidad de los mismos se ve afectada por fenómenos externos a la construcción, propios de la intemperie, y por fenómenos internos propios de los revoques y los muros, como la adherencia, sobretodo en técnicas mixtas de paredes que dejan expuesta la madera de la estructura, como el caso de la tierra alivianada encofrada. Optimizar el proceso de preparado y aplicación, la calidad de las mezclas de revoques,  y sobre todo las superficies a aplicarlos mediante capas homogeneizadoras y de agarre para obtener una adherencia adecuada es el objetivo principal de esta investigación.

Introducción, problema de investigación y justificación

Los revoques exteriores cumplen un papel específico en las edificaciones, principalmente en las construcciones con tierra; confieren a los muros una protección adecuada frente a los agentes atmosféricos y biológicos que pueden erosionarla. Al igual que las cubiertas de los techos, son las partes más expuestas a la acción de los agentes ambientales y, por ende, las que sufren mayor degradación (Sosa et al., 2011).

La importancia en la investigación de los revoques puede evaluarse desde la condición de su ausencia o deficiencia; las malas prácticas como el empleo de mezclas a base de cemento sobre muros con tierra son habituales. Estos revoques resultan frágiles y se agrietan con facilidad frente a cambios bruscos de temperatura e impactos mecánicos. La presencia de fisuras permite el acceso de agua hacia el interior de los muros pero restringe, al mismo tiempo, su posterior evaporación. Este último aspecto es señalado por Stazi y colegas (2016) como un factor clave en la pérdida de la adherencia.

A diferencia de los revoques a base de cemento, aquellos que emplean tierra sola, o mezclada con cal, resultan más compatibles con las paredes del mismo material en tanto colaboran en la permeabilidad al vapor de agua y presentan mayor compatibilidad mecánica (Hamard et al., 2013; Minke, 2016).

La ecorregión de selva de Yungas en el sector Este de Tucumán se caracteriza por la presencia de una densa y heterogénea vegetación y por posibilitar el desarrollo de diversas actividades agrícolas, como la caña de azúcar. A raíz de esta condición, la disponibilidad de pastos y desechos agrícolas como la maloja, que pueden emplearse como componentes constructivos es amplia y diversa, en especial para las técnicas de entramado como la tradicional quincha, o bien  técnicas de uso actual como la tierra alivianada encofrada TAE. En ambas técnicas, los sustratos de los muros resultan adecuados para el empleo de revoques de tierra; el material vegetal utilizado, fundamentalmente gramíneas, queda expuesto y brinda mejores condiciones de anclaje que en otras técnicas como las mamposterías de adobe o de bloques de tierra comprimida.

Es posible constatar el buen comportamiento como aislante térmico de la técnica mixta TAE (Leichtlembau en su término de origen) debido al alto contenido de aire remanente en el interior de la masa del muro; pero, en general, este sistema constructivo aún no presenta una adecuada resolución a dos problemas que se manifiestan en los revoques: la adherencia del revoque sobre la estructura principal de madera; y las fisuras que se transmite al revoque ante la solución de continuidad del sustrato del muro con dicha estructura de madera.

Esta investigación pretende dar respuesta a los siguientes interrogantes:

Cómo optimizar la adherencia de revoques de tierra sobre muros exteriores de tierra realizados con técnica constructiva mixta, cuya falencia puede provocar degradación en los muros, y menor vida útil en las construcciones.

Hipótesis de trabajo

El empleo de una capa de agarre con mayor densidad de fibras en el sector de cambio de materialidad por contacto del relleno del muro con la estructura de madera permite unificar y homogeneizar las condiciones de anclaje para la aplicación de la capa de revoque grueso posterior.

Objetivo general y específicos

Mejorar la adherencia de los revoques de tierra en los sectores del muro TAE donde la estructura de madera se encuentra con el relleno, mediante una adecuada resolución de la capa de agarre.

Determinar la influencia de los componentes, de los aditivos y de las condiciones de elaboración de las mezclas de barro en la adherencia parcial de las capas de revoques de tierra.

Evaluar el comportamiento de la adherencia en revoques de tierra frente a las siguientes variables internas: granulometría, contenido de materia orgánica, aditivos naturales y artificiales, y potencial de hidrógeno.

Determinar el comportamiento de la adherencia en dichos revoques a la intemperie en función de las siguientes variables externas: orientación de los muros, humedad ambiente y su variación anual para condiciones cálido-húmedas, según las características de anclaje de la superficie aportada por el muro de tierra.

Marco teórico, antecedentes y estado de la cuestión

Los revoques de tierra se aplican generalmente en tres capas: la primera capa (capa de agarre) se utiliza para dar homogeneidad a las superficies y proporcionar un anclaje adecuado para la segunda; la segunda capa (capa de nivelación o revoque grueso), normalmente de 15 a 20 mm de espesor, crea una superficie plana y regular sobre la cual se ejecuta la capa final; esta última capa (revoque fino) es la que aporta la primera protección frente al intemperismo y otorga aspecto y color al revoque (Melià et al., 2014). Debido a las funciones que cumplen, cada capa tiene composiciones específicas pero están integradas, en general, por tierra, arena, fibras vegetales y agua en proporciones variables. La arcilla contenida en la tierra otorga cohesión y adherencia; las arenas y limos conforman un esqueleto granular y las fibras actúan frente a las tensiones de retracción que pueden aparecen en la mezcla durante el secado de los revoques (Stazi et al., 2016); la incorporación de agua se realiza a los fines de lograr un estado plástico y maleabilidad a la mezcla durante la ejecución.

Además de los componentes mencionados, algunos estudios han analizado diversos aditivos destinados a mejorar algunas cualidades de los revoques de tierra: Pesántes Rivera (2015) señala que el agregado de cal aporta cualidades estabilizantes que limitan los efectos de absorción hídrica y retracción de las arcillas presentes, y en un trabajo conjunto, todos contribuyen a generar una mayor elasticidad, durabilidad y permeabilidad al vapor de agua.

En cuanto de la adherencia, el estudio realizado por Delinière y colegas (2014) plantea que la aplicación de una capa previa (capa de agarre) que homogenice el sustrato del muro colabora en reducir la dispersión de los valores de adherencia de las muestras evaluadas. Estos mismos autores señalan que la medición de resistencia al cizallamiento resulta el método más adecuado para evaluar adherencia ya que aplica una carga directa perpendicular al sustrato. Stazi y colegas (2016) a partir de su estudio sobre dos tipos de muros de tierra distintos sugieren que el sustrato no tiene incidencia en la adherencia del revoque, pero, al igual que Delinière y colegas (2014), evaluaron sus muestras de revoque grueso aplicando una capa de agarre previa. Hamard y colegas (2013) y Stazi y colegas (2016) concuerdan en que el contenido de la fracción arcilla en la tierra tiene una importante incidencia en la adherencia de los revoques. Los segundos autores observaron que el incremento del contenido de arcilla mejora la adherencia; sin embargo, con valores superiores al 8% del mismo, el fenómeno de retracción comienza a ser predominante y disminuye la resistencia al corte o cizallamiento, incluso, aquellas mezclas que alcanzaron el 20% directamente se desprendieron del sustrato.

En referencia a la adherencia sobre la técnica TAE, con madera expuesta, se requiere de una capa de agarre, y  Moreteau (2012) sugiere que esta capa contenga, además de fibras, tierra y arena, harina de trigo en forma de engrudo para mejorar el cuerpo de sujeción.

— Sara Lía, Ledesma Evaluación energético ambiental y para la sustentabilidad de edificios escolares de Tucumán

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNT (Argentina)

— Director

Gonzalo, Guillermo Enrique

— Codirector

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— Año de admisión

2018

— Contacto

— Resumen

Palabras clave

Arquitectura – Energía – Confort - Escuelas - Habitabilidad

Resumen

El área de la edificación representa aproximadamente el 35% de la matriz de consumo energético del país. Este alto consumo, tiene como consecuencia la emisión a la atmósfera de gases contaminantes. Dentro de esta problemática, el rol del profesional de la construcción es fundamental, ya que en la toma de decisiones de diseño y construcción del edificio está definiendo su comportamiento energético, que en caso de ser ineficiente conducirá a elevados requerimientos de energía para su acondicionamiento. Este proyecto de tesis de doctorado, tiene como objetivo analizar la relación que media entre la conformación morfológica - constructiva y la eficiencia energética y sustentabilidad de los edificios escolares de Tucumán, a fin de desarrollar una propuesta metodológica que brinde herramientas para alcanzar un diseño ambientalmente consciente de los mencionados edificios, tendiente a generar insumos para la adecuación de las normativas referidas a la construcción edilicia escolar.  Responde a la hipótesis que el consumo energético final de los edificios escolares está determinado en gran parte por su diseño arquitectónico y en la medida que se contemplen en las diferentes etapas del proyecto las estrategias de acondicionamiento pasivo edilicio, mejoran las condiciones ambientales de los espacios interiores, disminuye la demanda energética para su acondicionamiento artificial y aporta a su sustentabilidad. A partir de la selección de los edificios prototípicos, se realizará su auditoría energético ambiental y diagnóstico, que servirán de base para realizar las propuestas de mejoramiento, y definir modelos que serán evaluados con instrumental específico y simulaciones desarrolladas con tecnología informática. Los resultados brindarán herramientas a los profesionales de la construcción y gestión de edificios escolares, para el ajuste de los proyectos y obras posibilitándoles alcanzar, la optimización de las condiciones ambientales en las escuelas, con el menor consumo de energía.

Introducción, problema de investigación y justificación

En la historia de la humanidad, el uso de la energía ha sido un componente fundamental para la vida y el desarrollo de las sociedades. A partir de la revolución industrial hasta nuestros días ha sido notable el incremento del uso de los combustibles fósiles, lo que ha implicado un aumento importante de las emisiones a la atmosfera de dióxido de carbono (CO2), uno de los principales gases de efecto invernadero (GEI), que está relacionado directamente con el aumento de la temperatura del planeta.

Dentro de esta problemática, se encuentra el gran impacto sobre el consumo energético y sobre el medio ambiente que generan los edificios, en su construcción y su uso, por ello resulta imperioso promover acciones tendientes a disminuir el uso final de la energía en dicho sector.

El principio de sostenibilidad en la edificación está relacionado básicamente con el consumo de energía del edificio, sobre todo la que se utilizará a lo largo de su vida útil. Nuestro país enfrenta una crisis en materia de energía, es por ello que “se deben establecer políticas energéticas que actúen aumentando la producción de energías limpias y fijando estrategias de reducción del consumo” (Straschnoy et al, 2010). Resulta necesario, actualizar los códigos técnicos de edificación, implementar la certificación energética y difundir prácticas de diseño basadas en el acondicionamiento pasivo de los edificios, medidas que propiciarán la reducción de las demandas energéticas y la mejora de las condiciones de habitabilidad.

Los edificios públicos junto al área comercial y residencial, constituyen cerca del 35% del consumo energético de nuestro país (EPRE, 2016), dentro de ellos, se encuentran los establecimientos escolares, que deben brindar adecuadas condiciones ambientales, a la vez de constituirse en modelos demostrativos sobre el adecuado uso de la energía, por ello merece especial atención estudiar su comportamiento energético.

Esta investigación procura dar respuesta a los siguientes interrogantes: ¿Qué relación hay entre la conformación morfológica y constructiva de la envolvente edilicia y el comportamiento energético de las escuelas de Tucumán? ¿Qué relación media entre las condiciones ambientales, los niveles de confort recomendables y la eficiencia energética de los edificios escolares? ¿En qué medida las actuales normativas de habitabilidad edilicia escolar son cumplidas y verifican un adecuado comportamiento energético de los edificios? ¿De qué manera se podría promover el confort ambiental, la eficiencia energética y la sustentabilidad de los edificios escolares de la provincia de Tucumán?

Se espera abordar en este proyecto, los aspectos relacionados con la eficiencia energética y habitabilidad en edificios escolares de Tucumán, así como realizar propuestas de normas, estrategias y pautas de diseño, que propicien la disminución de los consumos energéticos y de las emisiones a la atmósfera de GEI y la mejora de la calidad de vida.

Hipótesis de trabajo

El consumo energético final de los edificios escolares está determinado en gran parte por su diseño arquitectónico, en la medida que se contemplen en las diferentes etapas del proyecto las estrategias de acondicionamiento pasivo edilicio, mejoran las condiciones ambientales de los espacios interiores, disminuye la demanda energética para su acondicionamiento artificial y aporta a su sustentabilidad.

Objetivo general

Analizar la relaciones que media entre la conformación morfológica - constructiva y la eficiencia energética de los edificios escolares de San Miguel de Tucumán, a fin de desarrollar una propuesta metodológica que brinde herramientas para alcanzar un diseño ambientalmente consciente de edificios nuevos o remodelación de los existentes, con la definición de estrategias y pautas de diseño y la incorporación de sistemas pasivos de acondicionamiento edilicio;  constituyendo insumos para la reglamentación de los códigos de construcción edilicia escolar.

Objetivos específicos

Identificar los requerimientos energético-ambientales de los edificios escolares.

Determinar situaciones prototípicas de análisis.

Determinar las condiciones ambientales en aulas de los edificios prototípicos.

Definir la incorporación de medidas de sustentabilidad que optimicen las condiciones de habitabilidad y de consumo energético en las aulas.

Desarrollar modelos de diseño y evaluar su comportamiento energético ambiental.

Desarrollar estrategias y pautas de diseño, en el marco del acondicionamiento pasivo de los edificios escolares y la eficiencia energética.

Definir los lineamientos y bases para el ajuste de la normativa existente,

Marco teórico, antecedentes y estado de la cuestión

El Grupo Intergubernamental de Expertos sobre el Cambio Climático (IPCC) identifica a la reducción de la demanda de energía final como una de las líneas de trabajo para lograr sistemas que mitiguen el cambio climático. La edificación juega un rol importante dentro del mencionado objetivo, ya que los edificios registran elevados consumos de energía a lo largo de su vida útil, sobre todo cuando no son consideradas las medidas de eficiencia energética.

El edificio debe ser entendido como un sistema, inserto dentro de un macrosistema, donde uno de sus componentes, es el clima del sitio, con sus características particulares, que son fundamentales al diseñar un edificio que permita aprovechar de la mejor manera la energía natural. Arquitectura ambientalmente consciente, es aquella a partir de la cual, a través de un adecuado diseño de la envolvente, se logra acercar al espacio interior a las condiciones de confort, a partir de regular selectivamente el intercambio de calor, luz, sol, vientos y minimizar los requerimientos de medios mecánicos para su acondicionamiento

Desde la década de 1970, se instaló en las agendas internacionales, la temática del agotamiento de los recursos fósiles y degradación del medio ambiente. Se realizaron numeroso encuentros como la Cumbre de la Tierra (Brasil, 1992); la Cumbre Mundial sobre Desarrollo Sostenible (Johannesburgo, 2002), la Conferencia de las Naciones Unidas sobre el Desarrollo Sostenible (Brasil, 2012), la XXI Conferencia Internacional sobre el Cambio Climático (París, 2015), se firmaron además numerosos acuerdos tales como el “Plan de Acción de Estocolmo” (1972),  el Protocolo de Kioto (1997) no obstante ello, en la actualidad, aún con los acuerdos de mitigación suscriptos, las emisiones de gases de efecto invernadero no han logrado reducirse.

En nuestro país se puede destacar el Decreto del Poder Ejecutivo N°140 firmado en 2007, que declara de interés y prioridad nacional el uso racional y eficiente de la energía. Reconoce que el éxito de las políticas de eficiencia energética requiere de cambios hacia una cultura de uso eficiente de la energía y que es necesario que el sector público asuma una función ejemplificadora ante el resto de la sociedad, implementando medidas orientadas a optimizar el comportamiento energético en sus instalaciones. Dentro de las acciones planteadas se encuentran, formular y revisar la normativa de construcción de edificios del sector terciario.

Cabe mencionar, también, el documento Criterios y Normativa Básica de Arquitectura Escolar, (año 1997), que establece una normativa con criterios comunes con alcance para todas las provincias, para los proyectos y construcción de edificios escolares, y establece que cada jurisdicción puede definir, normas específicas, ajustadas a sus condicionantes.

A nivel internacional, el tema ha sido desarrollado en diferentes centros de investigación, los resultados muestran la importancia de considerar la habitabilidad y eficiencia energética en las escuelas. En el trabajo Habitabilidad educativa de las escuelas se afirma, “Los edificios escolares deben brindar adecuadas condiciones de habitabilidad en sus espacios de trabajo, ya que con ello se condiciona el rendimiento físico-intelectual de alumnos y docentes ….  las condiciones lumínicas adecuadas, son más favorables para el logro estudiantil” (Hernández Vázquez, 2010). En el trabajo La salud laboral en el sector docente, se desarrolla un estudio profundo sobre la manera en que pueden afectar las condiciones ambientales de los espacios educativos a la salud de sus usuarios. (Calera,  2011). El trabajo “Educación ambiental y cambio climático”, (Heras, 2010) se expresa que “Los estudios sobre el tema resultan importantes, sobre todo para convencer a las autoridades y agentes de control de los edificios escolares”. En el libro Edificios educativos. Recomendaciones para mejorar su eficiencia térmica, se expresa “Las consecuencias de favorecer el confort térmico de los usuarios se traduce en un mejor desempeño académico y laboral de los mismos” (Marincic, 2006).

En nuestro país existen varios centros de investigación que estudian sobre la temática. Los resultados alcanzados están publicados en congresos y revistas científicas, entre los que merece mención la Revista “Avances en Energías Renovables y Ambiente” publicado por la Asociación de Energías Renovables y Ambiente, con numerosos trabajos desarrollados para otras situaciones climáticas.

La tesis propuesta se sustenta en trabajos de investigación que he desarrollado a lo largo de treinta años, en el Instituto de Acondicionamiento Ambiental, bajo la dirección del Dr. G. Gonzalo.

— Olivarez, Joaquin Ezequiel Divergencias entre políticas públicas de vivienda y la producción del hábitat de la agricultura familiar en Santiago del Estero

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNT (Argentina)

— Director

Rolón, Guillermo

— Codirector

Jara, Cristian Emanuel

— Año de admisión

2018

— Contacto

— Resumen

Palabras clave

Territorio rural, identidad, modelos de gestión

Resumen

En el ámbito rural de la provincia de Santiago del Estero, la dimensión doméstica del hábitat responde a variables territoriales y socio-productivas, circunscriptas a principios culturales de adaptabilidad a las condiciones sociales, ambientales, tecnológicas y productivas y a procesos sociales complejos asociados a situaciones de comunalidad y autosuficiencia.

Estos aspectos condicionantes de la forma de ocupación territorial, la vivienda (rancho) y equipamiento productivo componen la identidad y el paisaje. Frente a ello, el "Plan Provincial de Vivienda Rural”, bajo una percepción de condiciones deficitarias y de precariedad de las unidades domésticas-productivas, propone erradicar las viviendas ranchos. De esta manera, se imponen tecnologías constructivas industrializadas y se distribuyen las viviendas conforme a criterios de accesibilidad a las vías de comunicación. Lo dicho admite plantear los siguientes interrogantes: ¿De qué manera articulan las políticas públicas de vivienda con la estructura territorial y productiva prexistente? ¿En qué medida las variables mencionadas sustentan una situación de convergencia entre ambos modelos de producir el hábitat? Responder a tales incógnitas permitirá comprobar que la desatención de la dimensión socio-territorial constituye por sí misma un proceso de reconfiguración intencional de los esquemas culturales, alejado de las lógicas que presenta la agricultura familiar en la provincia. Este trabajo propone un enfoque reflexivo sobre las divergencias entre políticas públicas de vivienda rural y estructuración socio-territorial derivada de los modos de pensar y vivir en el contexto rural. Se adopta un abordaje múltiple para el análisis del Plan Provincial de Vivienda Rural considerando procesos de transformación territorial, estructuras políticas, producción de hábitat y patrones culturales con relación al modelo de agricultura familiar. En efecto, se sistematizarán diversas dimensiones de análisis: conceptualizaciones teóricas, jurídicas, ambientales, tecnológicas, geográficas, sociológicas y etnográficas.

Introducción, problema de investigación y justificación

El hábitat en el ámbito rural de la provincia de Santiago del Estero, entrelaza el espacio doméstico familiar con un esquema de producción que utiliza el territorio para resolver gran parte de las necesidades. Es decir, el poblador rural se radica circunscripto a principios, prácticas y saberes adaptados a las condiciones ambientales que persisten en el seno de sistemas comunales. Sin embargo para el Estado, a juzgar por el aspecto material y tecnológico de las unidades doméstico-productivas, les asigna una  condición de vivienda deficitaria. Frente a esta situación, el Plan Provincial de Vivienda Rural implementado se titulará “Plan de erradicación de la vivienda rancho. A su vez, el Plan priorizara la ubicación de las unidades nuevas conforme a criterios de accesibilidad, confinando la intervención a un sistema vial que no comprende la totalidad del territorio rural. Dichas situaciones permiten advertir que cierta tendencia a erradicar de la gestión pública, institucionaliza una medida para la demolición de un episteme consustancial al modo de vida. Por tal motivo, esta investigación busca responder los siguientes interrogantes: ¿Cuál es el nivel de correlación entre las variables territoriales y socio-productivas con la solución del Plan Provincial de Vivienda Rural? ¿Cómo incide la aplicación del modelo de gestión pública  en las pautas culturales y materiales vinculadas a la agricultura familiar?

Hipótesis de trabajo

Este trabajo sostiene que las divergencias entre  política habitacional  y  territorialidades prexistentes, a raíz de la subordinación de las variables que condicionan el hábitat, impactan en los esquemas culturales apartando a la población de sus lógicas, saberes y prácticas.

Objetivo general y específicos

Esta investigación pretende analizar el grado en el que articulan las variables territoriales y socio-productivas con el modelo de gestión  de políticas públicas de vivienda rural. Para tal fin será preciso  caracterizar la dimensión territorial del hábitat al interior del paradigma de la agricultura familiar en aspectos históricos, geográficos, productivos y tecnológicos. Por otro lado se caracterizara el modelo de gestión implicado en responder la problemática habitacional. De esta manera será posible  evaluar la relación de las variables mencionadas. Esto nos permite identificar diferencias y similitudes a partir de la comparación entre las resoluciones del hábitat.

Marco teórico, antecedentes y estado de la cuestión

Las reflexiones sobre el paradigma epistemológico del hábitat en interacción con la política pública y la dinámica ambiental, conceptualmente demanda ramificar la teoría sobre el territorio para acercarnos gradualmente a la unidad domestica productiva.

Territorialidades, estado y hábitat

El territorio es el espacio fragmentado y en transformación en el que se materializan las actividades antrópicas y los fenómenos ambientales y en el cual confluyen  diferentes teorías, métodos, prácticas, dimensiones y escalas (Mançano Fernandes, 2014). Si atendemos a conceptos como ordenamiento territorial y desarrollo económico, frente a la configuración de territorialidades autónomas se manifiesta el contraste entre los actores sociales (Escobar, 2005). Manzanal (2004) advierte sobre dichas divergencias en relación a la adopción de un modelo Estatal y su impacto socio-ambiental negativo. Situación que se manifiesta en conflictos sociales por el derecho a la tierra y la defensa de la naturaleza; reivindicaciones que expresan prácticas, saberes y lógicas del anclaje territorial (Mançano Fernandes, 2014). Dichos procesos emancipatorios pondrán en evidencia la naturaleza insustentable de las prácticas hegemónicas. Donde la multiplicación de conocimientos y saberes de comunidades, activistas, colectivos y movimientos que surgen por fuera de las reglas del episteme moderno, abren el debate del territorio, los recursos de la naturaleza y las formas de gobernanza que vincula a sectores subalternos, academias y  Estado (Rivera Cusicanqui et al., 2016). El territorio entonces funcionara como un instrumento de control del Estado,  mediante el cual identifica y prioriza demandas y necesidades. Cabe señalar que dichas demandas son originadas por estructuras sociales  y burocráticas de la gestión pública y bajo un esquema jerárquico y vertical basado en la eficiencia y subordinación univoca de las partes (Leal Filho, 2011).

Políticas públicas y vivienda

Una postura interesante sobre las políticas públicas plantea Gavilanes (2010) cuando la define en procesos (relaciones sociales, articulación gobierno/particulares y problemática) y su incidencia en el ambiente. De esta manera las dificultades de correspondencia entre régimen estatal y las coaliciones sociales, presentan antagonismos que Lineras (2006) llama Crisis de Estado, por la suspensión y el resquebrajamiento de factores que precisa el funcionamiento, la estabilidad y la capacidad representativa del Estado (correlación social, consenso y conformidad entre el marco institucional-normativo y el colectivo social)

En tanto la vivienda, se compone de variables que inciden en caracterizar el nivel de vida y a partir de las cuales el estado interpreta una problemática y asume la obligación jurídica de dar una respuesta específicas (Barreto, 2008). Sobre ello, Rodulfo (2014) expresa las limitaciones de los objetivos de inclusión social y de derechos a la vivienda por  la falta de sostenibilidad de gestión del recurso público que propicio el paso de un sistema productivo a uno financiero.

Plan Provincial de Vivienda Rural

Con el fin de incluir socialmente al poblador rural,  en la provincia se corporiza la Ley Provincial Nº 6758 que llega a considerar el ámbito geográfico y persigue estructurar el territorio para desalentar el éxodo rural. Es posible interpretar un cambio epistemológico en la propuesta provincial al integrar al sujeto y el ambiente (Sousa Santos, 2011). Asimismo, la puesta en marcha del Programa de Lucha contra el Chagas, problemática que vincula  la proliferación de vectores a las condiciones socio-habitacionales, impulsa la adopción de término “erradicación de la vivienda rancho” por parte del gobierno provincial. Se manifiesta una distancia  entre los principios de adaptabilidad considerados por la Ley en un escenario de fragmentada participación intersectorial.

Hábitat rural y agricultura familiar

La adopción de un modelo agroindustrial por el Estado conlleva a la desaparición y/o desplazamiento del poblador rural en las zonas de mayor intensidad productiva del país. (Reboratti, 2006). Una situación opuesta ocurre en la provincia, presentándose un leve crecimiento de un sujeto que reúne una heterogeneidad de terminos como campesino, pequeño productor, minifundista, productor familiar, originarios, etc. (Paz, 2015). Un rasgo compartido entre ellos es el predominio de actividades agropecuarias, autoconsumo y trabajo familiar. Paz (2014) advierte que la complejidad de la agricultura familiar requiere enfoques desde las dimensiones académico-científicas, técnico-operativas y político-epistemológicas.

“El rancho Santiagueño”

La vivienda rural de la provincia íntegra del espacio domestico con el productivo y está sujeta a las instancias de movilidad producto de la intensa actividad pecuaria y en complementación la agrícola (Di Lullo y Garay, 1969; Paz y Jara, 2012). La tipología arquitectónica resultante es concebida con un método sencillo y adaptado a condiciones socio-ambientales.

— Salvatierra, Susana Enriqueta Política habitacional en ámbitos rurales. Incidencia en la conformación y definición de un paisaje en la región alta montaña y valles del NOA

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNT (Argentina)

— Director

Gómez López, Claudia Fernanda

— Codirector

--

— Año de admisión

2018

— Contacto

— Resumen

Palabras clave

Vivienda rural – Política habitacional – Tipología

Resumen

La presente investigación se propone conocer y explicar la relación existente entre la acción de la política pública, la vivienda rural y los efectos en el paisaje, observando las categoría formales, funcionales, tipológicas, en relación a los modos de habitar del sitio en estudio.

Desde una visión sistémica, la vivienda es expresión morfológico-espacial-significativa de procesos culturales del grupo habitante, forma parte de un paisaje en un lugar y tiempo dado. Desde un enfoque político-social, la vivienda de gestión pública es testigo de la presencia o ausencia del Estado en la atención de la población. Según esto, las políticas de vivienda en Argentina relegaron a la vivienda rural por entender que el déficit era propio de zonas urbanas. Esta visión resulta insuficiente para entender el fenómeno del hábitat rural de alta montaña y valles de altura de nuestra provincia. Cuáles son las los tipos de vivienda de gestión pública que existen en la zona de estudio, qué ideales las sustentan. Cómo es el paisaje imaginado y el real que subyace en esos planes habitacionales.

Dado que no existen estudios enfocados en la relación entre el paisaje, la vivienda y las políticas públicas, el tema de investigación es original.

Por esto, resulta de interés el estudio de esta tríada -paisaje, vivienda, política pública- en el hábitat rural, para entender las relaciones que se establecen, a fin de poder aportar al mejoramiento de las políticas públicas habitacionales.

Introducción, problema de investigación y justificación

La vivienda es expresión morfológica espacial y significativa de procesos culturales que se dan a lo largo del tiempo, en un contexto determinado. En un sentido político-social, la vivienda es la muestra de la presencia o ausencia del Estado en la atención de la población más vulnerable. La historia de las políticas públicas de vivienda en Argentina reconoce casos paradigmáticos por lo inigualable en cantidad y/o calidad (Plan Casas Baratas, Plan Quinquenal, FONAVI, Plan Federal de Vivienda) que marcaron las prácticas futuras. El tema  que me ocupa, la vivienda social –de población NBI- rural, tiene un lugar poco significativo, cuando no ausente, de esas políticas habitacionales …” En la Argentina no hubo hasta el presente políticas de viviendas sistemáticas para el sector rural, solo se desarrollaron acciones espasmódicas basadas en experiencias focalizadas y dirigidas a grupos vulnerables”[i] Estos grupos sociales vulnerables del hábitat rural son los más numerosos, la vivienda y la tierra son vitales, dan un sentido a sus existencias, la autoconstrucción de su hábitat es su estar-siendo[ii]. Esta manera de habitar rural es ignorada por las políticas públicas de vivienda y existen investigaciones que dan cuenta de esto:

…es claro que los organismos oficiales responsables de la política de vivienda social … no han investigado o desarrollado en forma sistemática diseños de vivienda adecuados a la zona rural. (…) en general se aplican los mismos criterios utilizados en zonas urbanas… [iii]

En efecto, la lógica estatal considera el déficit urbano como norte de sus acciones. …”la inversión en el sector rural pobre tiene una relación Costo/Beneficio mucho más alta que en el Sector Urbano, la atención del problema no solo es un desafío técnico-económico sino también político” …[iv] Esa lógica reduccionista resulta insuficiente para abordar la problemática habitacional: invertir en vivienda social urbana es un balance aislado que no considera los costos de recomponer una población urbana desarticulada social y espacialmente, las ciudades no están preparadas para recibir la migración rural, que termina por conformar los asentamientos y villas miserias de las periferias.

La población rural en la provincia de Tucumán es menos del 20% (Censo 2010), habita sin dominio legal, sin infraestructura rural básica. El aislamiento conlleva también, la conservación de un patrimonio cultural que los identifica. Lo singular del sitio de estudio, el valle de Amaicha, es la propiedad comunal del territorio desde el s. XVIII, propiciando una manera de diferente de vivir, con relaciones sociales vinculadas al derecho al suelo –y al agua. El comunero tiene por derecho la posesión de la tierra y el uso del agua, integra La Comunidad, organizada en un Consejo de Ancianos, que administra la tierra, pero las políticas públicas de viviendas lo dejan fuera de las decisiones.

En cuanto al paisaje, se adhiere a las teorías que entienden al paisaje como la imagen cultural de la naturaleza, en tensión entre su apropiación como signo de control de representaciones -político- y como experiencia, promesa y anuncio de lo que ese signo representa para el espectador-estética-.

…” El paisaje representa estos efectos, en el doble sentido propio del concepto de representación. Por un lado, remite a la imagen hecha, al paisaje-visión… a la noción de lugar… orden estable de elementos figurado en el conjunto de líneas y volúmenes que organizan y convierten el marco visual en un todo…placentero, correspondiente a una sensación de habitabilidad…[v]

Así, la ejecución de un programa habitacional no solamente produce viviendas, además crea paisaje. En el sitio de estudio, el paisaje en tanto imagen y experiencia resulta de interés turístico, año a año crece la cantidad de veraneantes que construyen su casa de vacaciones, creciendo la especulación inmobiliaria, desplazando actividades productivas a sitios lejanos, cosas que provocan los escaso ejemplos de las viviendas de gestión pública.

Por todo lo expuesto, resulta de fundamental interés, entender cuáles son las relaciones que se establecen entre la vivienda rural de interés social, las políticas públicas que las propician y el paisaje real e imaginado, en el valle septentrional Calchaquí, para aportar un conocimiento sistematizado al campo de las ciencias del hábitat. Esta investigación se propone producir un conocimiento sobre la problemática local regional de áreas rurales especiales.

Hipótesis de trabajo

  1. Las políticas de vivienda rural en Valles Calchaquíes no consideran al paisaje y su relación con la vivienda y los modos de habitar
  2. Las formas arquitectónicas y tipológica de la vivienda rural de Valles de Altura de Tucumán, están ausentes de las políticas habitacionales de la región.

Objetivo general y específicos

Objetivos generales

  1. Contribuir al Desarrollo Sustentable y armónico de la región de montaña, valles de Tucumán, Catamarca, Salta- aportando conocimiento relativo a la vivienda rural.
  2. Elaborar una tipificación de la Arquitectura doméstica en áreas rurales de la región, que relacione sus elementos formales-funcionales-constructivos con la dimensión cultural-económica-social de sus habitantes.
  3. Identificar los principales aspectos de una política habitacional que inciden en el paisaje del área de estudio.

objetivos específicos

  1. Registrar y catalogar Arquitectura por medio de ejemplos de vivienda rural, con y sin intervención de programas habitacionales.
  2. Identificar, catalogar y analizar las actividades productivas que se realizan. Selección de caso.
  3. Analizar la muestra en relación a las actividades productivas de los habitantes, y su localización espacial en la vivienda.
  4. Identificar y registrar las características del/los paisajes del sitio de estudio.

Marco teórico, antecedentes y estado de la cuestión

Marco teórico

La vivienda como expresión espacial y formal de modos de habitar es un enfoque que, desde Edward Hall, y luego otros, plantean los vínculos entre la arquitectura y los grupos sociales, evidenciando las relaciones de estos con el espacio y sus cualidades. Las recientes consideraciones sobre el habitar en el mundo contemporáneo de Zaida Muxi Martinez, propone un cuestionamiento sobre la vivienda actual y su nivel de adecuación a los modos de vida actuales -urbanos-.

Desde el campo de la sociología, se consideran fundamental el pensamiento de Boaventura de Souza Santos para pensar desde su Epistemologías del Sur, superando paradigmas reduccionistas. En ese mismo sentido, la crítica al conocimiento como instrumento de dominación global que plantea Franz Fanon, Aníbal Quijano, Walter Mignolo desde la crítica epistémica. Se considera también los aportes de Pierre Bourdieu en su teoría del habitus para entender las estructuras sociales.

En tanto, de la filosofía política, Oscar Madoery propone que el Estado es un espacio de poder, en donde se debaten los intereses de los diferentes grupos sociales. Resulta un valioso aporte para comprender procesos de ocupación del territorio en estudio, considerar a los diferentes actores del hábitat y sus relaciones.

En cuanto a la vivienda pública, los estudios de Ma. Beatriz Rodulfo son importantes para reflexionar críticamente sobre las políticas públicas y sus resultados. En vivienda popular es fundamental el aporte de Víctor Pelli así como los estudios de Miguel Barreto sobre políticas de vivienda en Argentina y en el NEA, en diferentes períodos.

Antecedentes

El proyecto propuesto se enmarca conceptual y operativamente en el Proyecto de Investigación CIUNT: RECONCEPTUALIZACIONES ENTORNO AL HÁBITAT: LÓGICAS, ACTORES Y ESTRATEGIAS la Dra. Arq. Claudia Gómez López.

Los antecedentes específicos del tema propuesto son una serie de trabajos presentados en congresos y publicaciones, realizadas a partir de la reflexión del trabajo de campo realizado de 2004 a 2008, en el marco del Programa Federal de Mejoramiento de Vivienda –PROMEVI-, sintetizados en “La Ejecución del Programa Federal de Mejoramiento De Viviendas “Mejor Vivir” Por Cooperativas en La Provincia de Tucumán en una Zona Rural y en una Urbana. Evaluación De Resultados E Impactos” (II Seminario Iberoamericano de Ciencia y Tecnología para el Hábitat Popular, CEVE-CONICET-AVE. 2007, Córdoba); “Experiencia De Adaptación De Viviendas. Vinculando Saberes de la Academia y de Cooperativas De Trabajo (ARQUISUR, XXIX Encuentro-XIV Congreso. Tarija, Bolivia. 2010) entre otros.

Se considera también el trabajo “Diagnóstico y Escenario del Sector de la Vivienda Rural en Zonas de la Provincia de Tucumán”, FAU-UNT, 1998, autor Arq. Jorge R. Negrete y otros, exhaustivo y detallado trabajo de relevamiento de viviendas, con documentación gráfica y estadística.

Por otra parte, se reconoce como antecedente específico la investigación de la Arq. Gabriela Pastor titulada “La Vivienda Rural de Tucumán, Memoria Colectiva del Habitar”, tesis de Maestría y tesis de Doctorado.

En cuanto a lo referente a políticas habitacionales, es un importante antecedente la tesis doctoral el trabajo de investigación de la Dra. Claudia Gómez López, titulada: “Incidencia de la promoción pública de vivienda en el desarrollo morfológico de la mancha urbana de la ciudad de San Miguel de Tucumán. Elementos para la comprensión de su estructura urbana”.

Además, los aportes de tesis de Doctorado y Maestrías defendidas por docentes e investigadores de la FAU, como Ana Garay con Vivienda Rural, Oscar Chelela con Paisaje.

[i] Arq. DP. M. Beatriz RODULFO, Arq. DP. S.A. FOCE, Lic. G. J. CALCAGNO, Minifundios Rurales Con Población N.B.I.: Estrategias Para Un Desarrollo Sustentable. Congreso Nacional De Vivienda Rural. Corrientes-Argentina. 2007

[ii] Rodolfo Kusch. Obras completas. Ed. Fundación Ross. Rosario. 2007

[iii] Negrete, Jorge y otros. ESTRATEGIAS BIOCLIMATICAS EN VIVIENDA RURAL - PROVINCIA DE TUCUMÁN. Proyecto de Investigación, del Consejo de Investigaciones de la Universidad Nacional de Tucumán, “Definición de Pautas de Diseño Bioambiental. Utilización de Energías No Convencionales y Tecnológicas Apropiadas para el Sector Vivienda en Zona Rural de la Provincia de Tucumán”

[iv] Ib. Idem anterior

[v] Jens Andermann. Paisaje: Imagen, entorno, ensamble. Orbis Tertius, 2008 13(14). ISSN 1851-7811. http://www.orbistertius.unlp.edu.ar/

— Varela Freire, Gabriela Evaluación del modelo de gestión pública de arquitectura escolar implementado en Tucumán para escuelas rurales de difícil y muy difícil acceso

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNT (Argentina)

— Director

Rolón, Guillermo

— Codirector

Plencovich, María Cristina

— Año de admisión

2018

— Contacto

— Resumen

Palabras clave

Establecimiento educativo, Arquitectura apropiada, Edificio público, Ruralidad, Política pública

Resumen

Se busca evaluar el modelo de gestión pública vigente (MGPV), establecida por los Ministerios de Nación y Tucumán, en lo referido a arquitectura escolar (AE) en zonas rurales de difícil (DA) y muy difícil acceso (MDA) de Tucumán. Determinar la compatibilidad y correspondencia entre el MGPV identificado y las condiciones geográficas, socio-culturales, económicas, tecnológicas y accesibilidad de las escuelas rurales (ER). Establecer el nivel de cumplimiento de normativas de AE y evaluar el nivel de aprovechamiento de los recursos locales en el MGPV analizado. El área de estudio comprende las zonas montañosas de esta provincia. Se tomarán nueve ER como casos de prospección. Para caracterizar el MGPV se realizará una recopilación documental en archivos de organismos estatales pertinentes y se efectuarán entrevistas a funcionarios nacionales y provinciales. La evaluación del MGPV se hará a partir de una selección de variables de análisis: caracterización geográfica, accesibilidad, planteo arquitectónico, resolución tecnológica, habitabilidad y nivel de aceptación de la comunidad local y educativa. Para evaluar el grado de adaptación del MGPV a estos contextos se confrontará el cumplimiento de las normativas y si éstas tienen en cuenta el empleo de materiales y conocimiento local en la edificación de ER.

Introducción, problema de investigación y justificación

Se indagará sobre el problema de las ER ubicadas en contextos rigurosos de difícil accesibilidad, en su respuesta arquitectónica-constructiva frente a exigencias de habitabilidad de la comunidad que no son consideradas en el MGPV de AE.

Una de las acciones que el Estado realiza al abordar la educación pública es la demanda de AE. A principios de este siglo se llevó a cabo el Programa de Mejoramiento del Sistema Educativo (SE), uno de los objetivos fue mejorar la AE en todo el país y se planteó la construcción de más de 700 establecimientos (MPFIPyS, 2016).

La mayoría de las políticas públicas de gestión del hábitat omiten considerar la realidad territorial de cada comunidad y se remiten a cumplir un papel meramente asistencialista. Específicamente en lo que hace a políticas de AE en zonas rurales de difícil acceso se observa una falta de consideración sobre su funcionamiento específico y demandas reales, lo que es fundamental para alcanzar un programa arquitectónico objetivo y adecuado.

Se busca dar respuesta al siguiente interrogante: ¿Cómo es el MGPV de AE implementado por el Estado, a través de la administración pública, y el nivel de resolución de las necesidades reales y concretas de las comunidades educativas rurales de Tucumán?

Hipótesis de trabajo

  1. El MGPV de AE aplicado en ámbitos rurales para la construcción, ampliación, refacción y/o adecuación, implementado para la resolución de escuelas urbanas, resulta ineficiente frente a las características ambientales, socio-culturales, económicas y de accesibilidad propias de sus comunidades y ER de DA y MDA.
  2. Las condiciones de habitabilidad de las ER de DA y MDA consideradas en este estudio se encuentran por debajo de los valores óptimos para desarrollar y alcanzar una actividad educativa de calidad.

Objetivo general y específicos

  1. Determinar la eficiencia del MGPV de AE implementado en ámbitos rurales frente a las características ambientales, socio-culturales, económicas y de accesibilidad propias de sus comunidades y ER de DA y MDA de Tucumán.
  2. Establecer si las condiciones de habitabilidad de las ER de DAyMDA consideradas en este estudio alcanzan y desarrollan una actividad educativa de calidad según lo establecido en la Ley de Educación Nacional N° 26.206.

Objetivos específicos

  1. Determinar la estructura del MGPV, establecido por los Ministerios provinciales y nacionales competentes, en lo referido a construcción, ampliación, refacción y mantenimiento de ER de DAyMDA de Tucumán, en función de sus actores, roles, niveles de participación, programas intervinientes, formas de financiamiento, normativas-reglamentos que lo rigen y procesos de elaboración del proyecto-edificación de la AE.
  2. Establecer el nivel de cumplimiento de los Criterios y Normativa Básica de Arquitectura Escolar (CyNBAE), establecida por el Ministerio de Educación de la Nación (ME), y de los Programas Nacionales de AE en los casos de estudio considerados.
  3. Evaluar el nivel de aprovechamiento de los recursos con los que cuentan las áreas de estudio (tecnologías constructivas, conocimientos de la mano de obra, disponibilidad de materia prima para la construcción) en los casos seleccionados y en las normativas edilicias que rigen el MGPV de AE.
  4. Establecer el grado de correspondencia de las construcciones y las tecnologías constructivas implementadas en las ER seleccionadas con respecto a sus necesidades de habitabilidad y sus contextos territoriales y socio-culturales particulares.
  5. Establecer criterios para evaluar la flexibilidad y adaptabilidad del MGPV a los diferentes requerimientos de las comunidades educativas y locales de las ER de DAyMDA, en función de: recursos disponibles, cultura material, necesidades funcionales, pautas socio-culturales, características territoriales y accesibilidad.

Marco teórico, antecedentes y estado de la cuestión

En Argentina más de las 17000 escuelas estatales se encuentran en zonas rurales (FC, 2010), la mayoría se ubican en el Noroeste Argentino -NOA-. El ME (2010) a fin de establecer el grado de relación que presentan las ER con el territorio elaboró un Índice de Accesibilidad (IA), en el que se tuvo en cuenta: uso del suelo y su mayor o menor posibilidad de ser transitado, distancia a poblados de más de 2000 habitantes, zonificación bioclimática de Argentina y trayecto a redes viales consolidadas. Según la valoración obtenida en el IA las ER se pueden considerar como muy accesibles-MA-, accesibles-A-, DA o MDA. En el NOA 1.022 ER son de DAyMDA, el 35% se encuentran en zonas montañosas. En Tucumán existen 9 establecimientos con estas condiciones (PNME, 2010).

En la concepción de ER intervienen variables que se interrelacionan entre sí, algunas condicionantes y otras determinantes; en su conjunto le van a conferir las características que presentan (Garrido Pereira, 2005) y las relaciones dinámicas que se dan entre estos constituyen los territorios, es decir los espacios humanos en los que se emplazan (Plencovich et al, 2008). La ER es el espacio físico en el que se desarrollan prácticas sociales, se establecen procesos de transmisión de conocimientos y se habilitan futuras oportunidades de los estudiantes.

Toda gestión institucional obedece a un modelo que se inserta en un territorio, en las ER es primordial fortalecer los vínculos entre la comunidad educativa, el medio local y él SE (LEN N° 26.206, 2006). El MGPV de AE está regulado por un conjunto de normativas propias del ámbito urbano entre las que se encuentra CyNBAE, este reconoce que el MGPV está estrechamente ligado al concepto de territorio al establecer que las escuelas deben adecuarse y respetar las particularidades socio-culturales, económicas, políticas y geográficas de la comunidad y así lograr una AE sustentable y apropiada al territorio.

Aunque los modelos son constructos tienen una base empírica que implica el entrecruzamiento con lo político, histórico, económico; existe un gradiente entre el modelo y la realidad por lo que al momento de su aplicación se generan contradicciones y discrepancias, especialmente en áreas rurales en donde las pautas culturales y el acceso a los recursos adquieren particularidades muy distintas a lo urbano.

En la zona de estudio se realizaron investigaciones que definen a la tecnología en tierra como la usualmente utilizada por el poblador rural en la resolución del hábitat. Su aplicación resulta la más adecuada -formal y constructivamente- frente a las condicionantes geográficas,  socio-culturales, económicas y tecnológicas (Sosa, 2004).

El empleo de esta tecnología no es ajeno a los programas oficiales de infraestructura edilicia. Entre 1995-2011, en Tucumán y Jujuy, algunos modelos de gestión integraron requerimientos de habitabilidad y condiciones particulares de la población y del territorio. En Tafí del Valle-Tucumán se adecuó el Programa Nacional Mejor Vivir por Cooperativas a la tecnología constructiva en tierra (Salvatierra, 2009). En Jujuy se dieron varios modelos de gestión: la Estación Científica Pozuelos-Cieneguillas (Rotondaro, 2007) y los Programas Federales de Vivienda en la Quebrada de Humahuaca (Potocko, 2012). En los dos casos la materialización se logró mediante tecnologías mixtas (materiales locales e industrializados).

Los estudios realizados en la temática específica de ER son escasos y refieren principalmente al confort higrotérmico y al diseño bioclimático. En una escuela estatal rural de Tafí del Valle-Tucumán se realizó un estudio comparativo del comportamiento térmico de muros de adobe y de ladrillo cerámico macizo (Latina, 2003). En la búsqueda de lograr un edificio educativo que reúna condiciones de habitabilidad óptimas está el trabajo de Giuliano y Garzón (2015) quienes realizaron una evaluación termo-energética entre el edificio existente y un prototipo bioclimático diseñado de acuerdo a pautas y estrategias bioclimáticas.

— Veliz, Natalia Arquitectura doméstica y técnicas de construcción con tierra en las comunidades de Nazareno (Provincia de Salta)

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNT (Argentina)

— Director

Tomasi, Jorge

— Codirector

--

— Año de admisión

2018

— Contacto

— Resumen

Palabras clave

Comunidad originaria, poblador constructor, casas, agro-pastoril.

Resumen

Este proyecto tiene como objetivo investigar en forma sistemática la arquitectura doméstica y las técnicas de construcción con tierra en la Alta Cuenca del Río Bermejo, específicamente en la comunidad originaria de Nazareno, localizada en la Cordillera Oriental de la provincia de Salta, Argentina. El área brinda la posibilidad de abordar las particularidades de las conformaciones espaciales en distintas condiciones ambientales, para lo que es necesario considerar la movilidad espacial de las comunidades, así como los procedimientos técnicos que se utilizan, tomando como unidad de análisis los distintos pisos ecológicos que conforman el territorio comunitario desde las tierras altas hasta las yungas. De acuerdo con ello, se plantea una aproximación que considera la escala territorial y la arquitectura doméstica. Ello permitirá la comprensión de la compleja red de ocupación en el territorio y el estudio de las casas con sus componentes organizativos, los distintos procedimientos y los materiales utilizados, así como el rol de los pobladores constructores en el proceso de materialización. En términos teóricos se planteará un abordaje que permita comprender que, si bien las técnicas constructivas tienen una dimensión tecnológica, están insertas en un marco social específico, por lo cual es necesario estudiarlas en su contexto y no de manera aislada. Este proyecto de tesis doctoral es una profundización de la investigación que se desarrolla desde el año 2012 en el área. Se basará fundamentalmente en un trabajo de campo etnográfico buscando aproximarnos a la complejidad social desde la perspectiva de sus miembros, e implicará un relevamiento sistemático de la arquitectura en las comunidades, considerando sus transformaciones en el tiempo, así como el registro detallado de las materias primas y de los procedimientos constructivos utilizados y se realizarán entrevistas semi-estructuradas que permitirán complementar el conocimiento sobre las prácticas constructivas locales. El trabajo de campo se articulará con el trabajo de archivo y el procesamiento en laboratorio de muestras tomadas de los materiales constructivos utilizados.

Introducción, problema de investigación y justificación

El área de estudio corresponde al territorio de la Organización Comunitaria Aborigen de Nazareno (O.C.A.N.) agrupa un conjunto de comunidades que integran el Municipio de Nazareno, siendo el pueblo del mismo nombre su cabecera. Las comunidades se ubican en el Departamento de Santa Victoria Oeste, provincia de Salta, noreste de Argentina. (Figura 01 y 02). Según datos de APS (Atención Primaria de la Salud) del año 2017, el Municipio cuenta con 3.028 habitantes.

El área se constituye como un ambiente montañoso entre Puna y Yungas, caracterizándose por la presencia de distintos pisos ecológicos. La región está dominada por cordones montañosos orientados de norte a sur, que descienden de altura hacia el este (Reboratti 2009). El sector de Puna se encuentra por arriba de los 4.000 nsnm, presenta un clima frío, con pastizales de altura, donde se asientan los “pueblos de altura o campeños”. La parte baja o valles profundos, a 2.400 msnm, caracterizado por tener un clima templado, se asientan los “pueblos del bajo o vallistos” (Veliz, 2018). Las comunidades se clasifican por su ubicación y tienen características diferenciales en sus formas de asentamiento y prácticas agro-pastoriles. Esta variación, vuelve estratégica al área como espacio de estudio, en tanto permite entender el devenir de la arquitectura de estas zonas en función de la diferencia de pisos ambientales, las actividades productivas y el conocimiento de los pobladores constructores.

La pregunta que organiza este proyecto es ¿Cómo las diferentes condiciones ambientales, los conocimientos constructivos locales y la movilidad espacial que se genera por las actividades productivas, tienen incidencia en las diferentes formas de producción de la arquitectura doméstica? Este conocimiento del territorio y de las prácticas locales de los pobladores constructores, va a contribuir a la comprensión de la ocupación del territorio y de las respuestas constructivas de la arquitectura doméstica, sean casas en el pueblo o puestos de pastoreo.

Hipótesis de trabajo

- Las lógicas de asentamiento en el área de Nazareno conforman una red compleja que se basa en el aprovechamiento de pisos ecológicos, articulando diferentes prácticas productivas, dando como resultado las diferentes conformaciones en el territorio y en la arquitectura doméstica.

- La configuración de la arquitectura doméstica está vinculada con las formas de organización social, las prácticas productivas, el aprovechamiento de los recursos disponibles y el conocimiento constructivo local.

Objetivo general y específicos

Objetivo general

Analizar la arquitectura doméstica en la Alta Cuenca del Río Bermejo, desde su territorialidad, considerando sus dimensiones sociales y ambientales y las formas de ocupación del espacio, en pos de comprender las configuraciones arquitectónicas y técnicas de construcción con tierra, desde el caso de las comunidades de Nazareno.

Objetivos específicos:

  1. Conocer las dimensiones sociales y ambientales de la territorialidad de las comunidades de Nazareno, reconociendo sus particularidades en cada piso ecológico.
  2. Analizar las conformaciones espaciales de las arquitecturas domésticas, casas y puestos, observando sus procesos de construcción y su inserción en las prácticas productivas, territorialidades y movilidades estacionales características de las comunidades en el área.
  3. Identificar las técnicas constructivas particularmente las basadas en el uso de la tierra, observando tanto las materias primas como los procedimientos utilizados por los pobladores constructores, en una clave comparativa entre los distintos pisos ecológicos.

Marco teórico, antecedentes y estado de la cuestión

Este proyecto busca profundizar en el conocimiento de la ocupación del territorio de los nazarenences, la arquitectura doméstica y las técnicas constructivas con tierra, incorporando las particularidades que derivan de la movilidad estacional. Se partirá de la comprensión de que la casa se constituye como un objeto que se produce como tal en el marco de determinados modos de entender el mundo, pero que al mismo tiempo se constituye como un agente que tiende a condicionar las prácticas del habitar de las personas (Boudieu 1980). Es necesario considerar que la arquitectura doméstica es un hecho dinámico sujeto a procesos de transformación y que se encuentra atravesada por las formas locales de organización social, las dinámicas productivas, las condiciones ambientales y las trayectorias históricas de los sujetos.

A si mismo se plantea que el territorio, dónde se asientan las casas, no solo es el lugar físico, sino que el concepto de territorio permite comprender las estrategias de control que se tiene sobre el espacio, a través de las lógicas agro-pastoriles que conllevan la movilidad estacional. Es flexible y está asociado con una carga de significado que se le asigna a determinadas porciones del espacio.

De la misma manera, comprendemos que las técnicas constructivas se constituyen como un hecho tecnológico, estando insertas en tramas de significación, tal que están socialmente definidas y son indisociables de sus marcos culturales de producción (Dietler y Herbich 1998). La aproximación integral que se propone está asociada con un análisis sobre las técnicas entendiéndolas como parte de un sistema constructivo global, y no como una suma de decisiones aisladas (Guerrero Baca 2007).

El proyecto se inserta en discusiones que surgen de distintas líneas de investigación. En el campo de estudios sobre construcción con tierra tiene un desarrollo importante en el contexto latinoamericano (Neves y Borges Faria 2011). Concretamente para nuestra área, Rotondaro (1988) y Tomasi y Rivet (2011), entre otros, han analizado las distintas técnicas utilizadas e indagando sobre las influencias de las tradiciones constructivas.

En el desarrollo de este proyecto es necesario considerar los trabajos relativos a la arquitectura doméstica en el área andina, tanto en Argentina como en Bolivia, Perú y Chile, antecedentes directos para los objetivos planteados (Rotondaro 1988; Göbel 2002; Tomasi 2011). Estos trabajos, realizados en general desde un abordaje antropológico, han sumado a la comprensión de los sistemas de los asentamientos múltiples de los grupos pastoriles y las concepciones locales de la casa.

En lo que se refiere a Nazareno, no se han registrado investigaciones específicas sobre la temática, lo que plantea la necesidad de desarrollar este proyecto. Sí existen referencias que brindan un punto de partida para la comprensión de las dinámicas sociales en la región. Una de las primeras aproximaciones ha sido la de Márquez Miranda (1939) quien da un acercamiento a las características de estas comunidades, la investigación de Reboratti (2009) sobre la Alta Cuenca del Río Bermejo, aborda desde los aspectos ambientales, el estudio sobre las problemáticas relativas a la tenencia de la tierra. Estos estudios aportan un panorama amplio del área. Por su parte, Picardo (2005) y Cladera (2014) hacen su aporte referido a la trashumancia de los pobladores y sus territorialidades.

A partir del 2012 se inició esta investigación en Nazareno sobre las características de la arquitectura doméstica y el uso de las técnicas constructivas. En una primera instancia se generaron los vínculos con la comunidad, en especial con los pobladores constructores. A partir de allí se trabajó en el reconocimiento del territorio empezándose a analizar las diferencias sustanciales que existen en las construcciones domésticas y las de carácter público, en los diferentes pisos ecológicos.

— Villavicencio, Mariana Las expresiones inmateriales del patrimonio en la configuración del paisaje y el territorio de la Quebrada de Humahuaca

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNT (Argentina)

— Director

Ferrari, Mónica Rossana

— Codirector

--

— Año de admisión

2018

— Contacto

— Resumen

Palabras clave

Paisaje cultural, Patrimonio inmaterial, Fiestas andinas

Resumen

Abordar la temática de paisaje cultural, implica hablar de un ámbito geográfico de gran contenido de valores, tanto naturales como culturales, que se definen según la percepción de los habitantes de su territorio, entendiendo al bien como una construcción colectiva y de constante evolución. En el año 2003, la Quebrada de Humahuaca fue declarada Patrimonio de la Humanidad en la categoría de Paisaje Cultural, este hecho impulsó transformaciones que en los últimos 15 años han motorizado investigaciones de especialistas, con el fin de proponer directrices de protección ante la vulnerabilidad de los recursos paisajísticos. Sin embargo, en el campo del patrimonio intangible, no se han detectado estudios pormenorizados que permitan identificar sistemáticamente las expresiones sensibles que necesitan un marco de fomento y protección. Este proyecto de investigación propone comprender las manifestaciones performativas más significativas del patrimonio cultural inmaterial en la Quebrada de Humahuaca, tomando como casos de estudio las fiestas y festividades, con el fin de determinar la incidencia que éstas poseen en las resultantes del paisaje y del territorio, entendiendo las variables de manera holística y dialéctica. Para esto, se propone generar una metodología de estudio de las variables cualitativas que caracterizan un espacio y un modo de vida en comunidad con su identidad propia, para una posterior valoración. El motivo que impulsa este estudio es el reconocimiento de la diversidad cultural, que busca alentar las lógicas comunitarias, que han permitido la supervivencia y transmisión del patrimonio cultural inmaterial de generación en generación.

Introducción, problema de investigación y justificación

La Quebrada de Humahuaca es un paso natural al través de un estrecho y árido valle montañoso, que ha sido transformado por las diversas culturas que lo han ocupado a los largo de la historia. Siendo un caso paradigmático, fue declarada en el año 2003 Patrimonio de la Humanidad por la UNESCO en la categoría “paisaje cultural”.

El paisaje, hace referencia a cualquier parte del territorio tal como la percibe la población, cuyo carácter sea el resultado de la acción y la interacción de factores naturales y/o humanos (CEP, 2000: 2). Dicho concepto se remite a temas de identidad, pues los legados culturales inmateriales otorgan a los pueblos el sentimiento de pertenencia y se transmiten de padres a hijos en una suerte de recreación y evolución constante. Estas experiencias de lo cultural y patrimonial necesitan un espacio-lugar en el cual reconocerse (Galindo González y Sabaté Bel, 2009).

El patrimonio intangible, según UNESCO (2008) puede definirse como tradiciones orales, artes del espectáculo, usos sociales, rituales, actos festivos, conocimientos y prácticas relativos a la naturaleza y el universo, y saberes y técnicas vinculados a la artesanía tradicional, que articulan y definen el paisaje de los pueblos. De este reconocimiento, podríamos dividir al patrimonio cultural inmaterial en dos grandes grupos, por un lado lo efímero, con una resultante performativa de lógica artística, donde los intercambios con el espacio dan como resultado una acción escénica con un sentido estético único, ligada a la expresión de la identidad local. Por otro lado, las prácticas ligadas a los saberes y conocimientos que han permitido la materialización de arte, artesanía y arquitectura propia del lugar. A los fines de este estudio, se abordaran las manifestaciones del primer grupo –lo performativo-, (fiestas y festividades), donde la interacción con el espacio público está íntimamente ligada al relato.

La importancia de esta investigación está fundada en el reconocimiento y la visibilización de las prácticas inmateriales que por su perduración a través del tiempo han conformado los elementos que hoy identificamos como identitarios en la percepción del paisaje en la Quebrada de Humahuaca. Por esto, esta investigación busca dar respuesta a los siguientes interrogantes: ¿De qué modo interactúan y dialogan las manifestaciones el paisaje y el territorio con las manifestaciones performativas y efímeras de las fiestas en la Quebrada de Humahuaca?, ¿Cuáles elementos de las manifestaciones de índole performativa del patrimonio inmaterial tienen incidencia en el paisaje, el territorio y el espacio comunitario?

Hipótesis de trabajo

Las configuraciones territoriales y el patrimonio cultural intangible tienen una incidencia recíproca y generan rasgos de identidad en las manifestaciones que conforman el paisaje en la Quebrada de Humahuaca.

Objetivo general y específicos

Comprender las manifestaciones performativas más significativas del patrimonio cultural inmaterial en la Quebrada de Humahuaca, a través de las fiestas y festividades, con el fin de determinar la incidencia que éstas poseen en el paisaje y del territorio, y en el espacio público y lo comunitario, desde una perspectiva holística y dialéctica

Objetivos específicos

  • Analizar, según las categorías que involucran al patrimonio cultural inmaterial, las expresiones intangibles de la Quebrada de Humahuaca, con el fin de detectar interacciones o relaciones con el espacio comunitario (huellas materiales en el paisaje, en la organización del territorio o en la arquitectura).
  • Elaborar una metodología para analizar y catalogar las manifestaciones performativas de la cultura en la Quebrada de Humahuaca, en relación con el espacio comunitario
  • Definir los valores patrimoniales de los componentes inmateriales, en su interacción con el paisaje, con el fin de establecer pautas para unas políticas de paisaje, en materia de preservación y fomentar a su vez el desarrollo de las prácticas tradicionales.

Marco teórico, antecedentes y estado de la cuestión

a- Sobre lo Performativo:

La cualidad performativa que interesa conceptualizar para hablar del patrimonio cultural inmaterial vinculado a las fiestas, se expresa mediante un lenguaje que hace alusión a las prácticas que desafían la dimensión meramente física o medible del espacio como posibilitador de un hecho. Las fiestas son un hecho “performativo”, pues su valor estético reside en la acción, que aunque se repita a lo largo del tiempo, no será siempre igual, pues los espectadores interactúan con la propuesta “escénica-espacial” y posibilitan la reactualización de la misma (Estévez Villarino, 2012).

b- Sobre espacio comunitario:

Martínez Montoya (2004), caracteriza a la comunidad rural tradicional a través de: la cohesión social (dependencia), la conciencia de identidad (pertenencia) y la tradición (permanencia)

Estos tres axiomas en interacción van construyendo las lógicas mediante las cuales se puede caracterizar a una comunidad. Hablar del espacio comunitarios es entender sus componentes cosmovisionales, míticos y relacionales.

 c- Sobre el paisaje:

El paisaje ha sido definido como territorio visto, como la parte visible del ambiente, la percepción del medio por el individuo a través de los sentidos. Es el ambiente externo, natural y/o antrópico, que puede ser directamente percibido o vivido por una persona cuando observa (Álvarez Muñarriz, 2011). Dicho paisaje, debe ser estudiado de manera holística, es decir, como un todo (Marcucci, 2000).

Mata Olmos (2006) propone, que al entender el factor histórico en la valoración del paisaje, asumir la visión patrimonial del mismo implica abrir el interés paisajístico a todo el territorio, pero supone al mismo tiempo superar un concepto sectorial y atomizado de los llamados bienes culturales (2006: 13).

d- Sobre el patrimonio cultural inmaterial:

En las últimas décadas se ha generado una amplia discusión sobre la forma de conceptualizar y legislar el patrimonio cultural. Un avance importante ha sido la Convención para la Salvaguarda del PCI en 2003 (Villaseñor Alonso y Zolla Márquez, 2012). En la dicha reunión, se acuñó el término “portadores de cultura”, para designar a aquellos que de manera activa reproducen, transmiten, transforman, crean y forman cultura. Son los miembros de las comunidades practicantes quienes deben decidir sobre las prácticas culturales a ser salvaguardadas (Arizpe, 2009:57).

Según UNESCO, las expresiones culturales tienen una naturaleza dinámica, por lo que no es conveniente buscar el congelamiento de sus formas. Sin embargo, es necesario distinguir hasta qué punto los cambios en las prácticas culturales se relacionan con dinámicas internas de los grupos sociales y en qué medida las transformaciones son producidas por políticas nacionales o intereses turísticos que promueven la mercantilización o la folclorización de las expresiones (Villaseñor Alonso y Zolla Márquez, 2012).

 Considerando el estudio propuesto por este proyecto de tesis, no se han encontrado -hasta donde conocemos-  tesis doctorales o producción científica similar. Sin embargo existen estudios parcializados en los últimos años que significan antecedentes para la temática propuesta.

Interesa hacer mención a los estudios del sociólogo español Martínez Montoya “La fiesta patronal como ritual performativo, iniciativo e identitario” (2004) donde aborda el tema de comunidades rurales, tomando las fiestas como objeto para comprender y teorizar sobre las relaciones que existen entre estas y el sentido de identificación de un grupo-comunidad. También, en su artículo “La montaña como espacio privilegiado de identificación socio-cultural” (1997) propone la relación entre espacio (montaña), ritos (fiestas) y grupo humano (sociedad rural), estudia sus interacciones y plantea al territorio como foco de las identidades de los grupos humanos rurales.

— Villavicencio, Susana La arquitectura del Movimiento Moderno en Tucumán entre 1930 y 1950: factores que determinaron su desarrollo

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNT (Argentina)

— Director

Gutiérrez, Ramón

— Codirector

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— Año de admisión

2018

— Contacto

— Resumen

Palabras clave

Arquitectura – Movimiento Moderno - Contexto cultural –  Industrialización

Resumen

En este trabajo se abordará la cuestión de las variables que dieron origen y propiciaron el desarrollo de la arquitectura del Movimiento Moderno en Tucumán, entre 1930 y 1950. Esta arquitectura surgió a comienzos del siglo XX en Europa y Estados Unidos y se difundió por todo el mundo adquiriendo rasgos particulares, según el sitio en el que se desarrolló. Los nuevos materiales y sus procesos constructivos, las nuevas necesidades funcionales, el surgimiento de las vanguardias artísticas y los nuevos modos de diseñar, entre otras muchas causas, fueron las que propiciaron el surgimiento de un novedoso repertorio formal, funcional y estructural. En Tucumán, el contexto para la aparición de la nueva arquitectura se inició con el desarrollo de la industria azucarera y consecuentemente propició una sociedad de altos ingresos que a partir de entonces tuvo acceso a la vida cultural europea y estableció contacto con las vanguardias artísticas y arquitectónicas, generando una adhesión y gusto por ellas. La problemática que plantea esta investigación se centra en el estudio del contexto cultural en el que surgió la arquitectura del Movimiento Moderno en la provincia de Tucumán entre 1930 y 1950, periodo crucial en el que se consolidó la arquitectura moderna tucumana y se definió su orientación posterior durante la segunda mitad del siglo XX. Esto fue posible gracias a la presencia de arquitectos pioneros como: Alberto Prebisch, Carlos Mendióroz, Eduardo Sacriste y Jaime Roca, entre otros. Por consiguiente, en el trabajo se considerarán dos cuestiones: por un lado, el estudio del contexto cultural, es decir qué aspectos de la industrialización y cuáles de la cultura tucumana hicieron posible el desarrollo de la arquitectura moderna y por otro, la catalogación de las obras construidas entre 1930 y 1950 que incluya su descripción, planos, fotos y criterios de intervención para cada ejemplo.

Planteo del problema

En esta investigación nos proponemos responder los siguientes interrogantes:

  • ¿Qué factores intervinieron para que fuera posible la aparición de la arquitectura moderna en Tucumán?
  • ¿Qué características tuvieron el contexto social y cultural para que germinase la idea de renovación arquitectónica?
  • ¿Qué tipo de ambiente generaron el mundo de las letras y de las artes plásticas a comienzos del siglo XX?
  • ¿Para quiénes se realizaron las primeras obras modernas en la capital tucumana?
  • ¿Cómo fue el desarrollo de esta nueva arquitectura?

Por lo tanto, el problema que plantea esta investigación sobre la arquitectura de Tucumán, entre 1930 y 1950, tiene dos aspectos fundamentales:

  • El estudio de cómo la transformación cultural de la sociedad tucumana, a comienzos del siglo XX, se relaciona con la producción de la arquitectura del Movimiento Moderno en Tucumán y
  • El análisis de las obras construidas entre 1930 y 1950 que concluirá en la elaboración del catálogo de la arquitectura moderna tucumana.

justificación

En Tucumán, la arquitectura del Movimiento Moderno surge en la década de 1930 con nuevos modos de diseñar y construir. El paisaje urbano de entonces se había consolidado desde mediados del siglo XIX con una arquitectura predominantemente académica, por lo cual estos primeros ejemplos modernos contrastaron fuertemente con el homogéneo paisaje urbano reinante.

Este cambio fue posible debido a que existió un contexto social, económico y cultural de características singulares que posibilitó la aceptación del nuevo paradigma estético con la aparición de la arquitectura del Movimiento Moderno.

Los resultados de esta investigación nos permitirán adentrarnos en el contexto cultural de Tucumán de la primera mitad del siglo XX con el fin de entender cuáles fueron los factores que propiciaron el cambio cultural de la sociedad de entonces y su relación con la producción de la arquitectura moderna. Asimismo, nos permitirá comprender la naturaleza de la respuesta dada a las nuevas necesidades planteadas en los albores del siglo XX. Por otra parte, el análisis de los proyectos y los ejemplos construidos, entre las décadas de 1930 y 1950 en Tucumán, posibilitará hacer el registro de los autores de esas obras, protagonistas indiscutibles de un cambio trascendente en la historia de la arquitectura de Tucumán.

Hipótesis de trabajo

Más que hipótesis stricto sensu me voy a guiar por un supuesto general:

En las primeras dos décadas del siglo XX, existieron cambios socio-culturales en Tucumán, a partir de la industrialización, que condicionaron el desarrollo de la arquitectura del Movimiento Moderno.

Objetivos general y específicos

Objetivo general

Analizar el desarrollo de la arquitectura del Movimiento Moderno en Tucumán, entre 1930 y 1950, en el contexto de cambios culturales ocurridos a comienzos del siglo XX.

Objetivos específicos

  • Analizar el contexto cultural de comienzos del siglo XX en Tucumán en el que se originó la arquitectura del Movimiento Moderno.
  • Comprender el papel que jugaron las artes plásticas y sus protagonistas de la primera mitad del siglo XX en el desarrollo de la arquitectura del Movimiento Moderno en Tucumán.
  • Identificar en la producción intelectual de la primera mitad del siglo XX, las relaciones entre las publicaciones y la arquitectura moderna local.
  • Analizar la arquitectura Moderna tucumana para relacionarla con la teoría del Movimiento Moderno europeo.
  • Identificar a los autores de las obras analizadas, su formación y trayectorias.
  • Elaborar un Catálogo de la Arquitectura del Movimiento Moderno en Tucumán, entre 1930 y 1950.

Marco teórico, antecedentes y estado de la cuestión

Marco teórico

Para este trabajo de investigación se adopta el Paradigma Interpretativo, cuyos planteamientos proceden fundamentalmente de la antropología, la etnografía, el interaccionismo simbólico, etc. (Martínez Godínez, 2013, p. 4) por cuanto estos enfoques se contraponen al paradigma positivista.

Desde esta orientación se pretende conocer la serie de factores que influyeron en el contexto cultural de las primeras décadas del siglo XX en Tucumán y que produjeron el progresivo abandono de los cánones académicos, como medio de representación estéticos.

Esta fue la metodología implementada en la enseñanza de la historia de la arquitectura en la FADU – UBA, a cargo del arquitecto Mario Buschiazzo[1] (1902-1970) quien sostenía que la motivación histórico – sociológica es inseparable del completo conocimiento de la obra arquitectónica (Nicolini, 2007, p. 20); es decir, consideraba el contexto histórico y cultural en el que la obra de arquitectura se insertaba para realizar la valoración crítica del ejemplo, de lo contrario, se corría el riesgo de tratarla como una obra de arte aislada. Cuando en 1964 Alberto Nicolini, discípulo de Buschiazzo, asumió el dictado de la asignatura Historia de la Arquitectura en la FAU – UNT siguió esta línea, la preocupación por el medio cultural y sus relaciones sincrónicas con la arquitectura fueron una cuestión explícita y enfática. (Nicolini, 2007, p. 20). Asimismo, el historiador de la arquitectura Ramón Gutiérrez recuerda que cuando retomaron las actividades del Instituto Argentino de Investigaciones de Historia de la Arquitectura y del Urbanismo, a comienzo de la década de 1980, lo hicieron convencidos de la necesidad de una historia de la arquitectura enraizada en los problemas contextuales y mirada desde nuestro tiempo… (Gutiérrez, 2007, p. 15).

Antecedentes y estado de la cuestión

En nuestro medio, fueron Alberto Nicolini[2] (1931) y Carlos Paolasso[3] (1941 – 2004) quienes, en 1974  iniciaron las investigaciones sobre la arquitectura del siglo XX en Tucumán, con el proyecto “Desarrollo histórico y preservación de los centros urbanos de la vivienda y del arte del NOA”. En Documentos para una historia de la arquitectura argentina (Waisman, 1984) hay un artículo referido al NOA, “La planificación de la salud: el plan Carrillo” sobre los centros asistenciales y hospitales en el NOA en la década de 1940. Otra publicación que refleja el avance de las investigaciones sobre la arquitectura moderna del NOA es El Patrimonio Arquitectónico de los Argentinos (Gutiérrez y Waisman, 1987) que presentaba algunas obras pertenecientes al patrimonio moderno tucumano.

Se debe destacar la tesis doctoral del arquitecto Franco Marigliano “El Instituto de Arquitectura y Urbanismo de Tucumán. Modelo arquitectónico del estado y movimiento moderno en Argentina, 1946-1955”, Universidad Politécnica de Madrid (2003), en la que explica la constitución del Instituto de Arquitectura y el proyecto de la Ciudad Universitaria en San Javier. Sobre este último tema se explaya aún más en su trabajo “La Ciudad Universitaria de Tucumán. Ambiciones de la modernidad argentina”, publicado en Patrimonio Arquitectónico de la Universidad Nacional de Tucumán (Paterlini, 2009). De igual modo, el arquitecto Hugo Ahumada Ostengo, realizó la tesis doctoral “Lo regional y lo universal. La herencia de la Escuela de Arquitectura de Tucumán. Antología bibliográfica crítica. 1947-1956 y 1957-1968”, Facultad de Arquitectura de la Universidad Nacional de México (2006), en la que analiza la evolución del Instituto de Arquitectura a Facultad de Arquitectura y Urbanismo junto a la actividad docente y profesional de los profesores.

[1] Mario Buschiazzo,  Arquitecto e historiador de arte argentino. Especialista en restauración, llevó a cabo la reconstrucción del Cabildo de Buenos Aires y de la Casa Histórica de San Miguel de Tucumán. Fue Profesor Titular de la materia Historia de la Arquitectura II en la Escuela de Arquitectura de la Universidad Nacional de Buenos Aires.

[2] Alberto Nicolini, Arquitecto e historiador de la arquitectura. Profesor Titular de Historia de la Arquitectura II en la FAU – UNT. Fue nombrado miembro de número de la Academia Nacional de Bellas Artes.

[3] Carlos Paolasso, Arquitecto e historiador de la arquitectura. Profesor Titular de Historia de la Arquitectura I en la FAU – UNT.

— Medero, Santiago Andrés Arquitectos del Estado. Arquitectura y política en Uruguay en la primera mitad del Siglo XX

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Planeamiento y Diseño - UNR (Argentina)

— Director

Rigotti, Ana María

— Codirector

González Leandri, Ricardo

— Año de admisión

2018

— Contacto

santimq@gmail.com

— Garcia, Clarissa Maroneze A urbanização da região norte riograndense no período da república velha: a ação da diretoria de terras e colonização

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Fialho, Daniela Marzola

— Codirector

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— Año de admisión

2018

— Resumen

O trabalho tem como tema a ação da Diretoria de Terras e Colonização (DTC) na formação do espaço urbano do norte do Rio Grande do Sul no período da República Velha. A DTC era parte da Secretaria de Obras Públicas (SOP) e era responsável pelas medições, demarcações e legitimação de posses de terras devolutas do Estado. Também era de sua competência a realização de projetos de novos núcleos coloniais para a região norte, trazendo para a discussão a questão fundiária do Rio Grande do Sul (RS). A criação de uma diretoria com a função de administrar as terras do Estado fazia parte da continuação da política de colonização europeia, que há décadas era empreendida no território gaúcho, com sucesso. Além disso, a criação de núcleos coloniais urbanos condizia com o ideal positivista republicano de incentivo ao progresso, amplamente empregado no Estado. As práticas desta diretoria permitem discutir a formação da rede urbana da região norte do Estado entre o final do século XIX e as primeiras décadas do século XX, por meio da análise dos diferentes traçados urbanos aplicados nos projetos dos núcleos coloniais, que tinham como base as correntes filosóficas e urbanísticas que se perpetuavam no Brasil e na Europa. Ao entender o contexto político, social e econômico pelo qual o Estado passava no período, a pesquisa se depara com o questionamento principal que visa entender quais as repercussões da atuação da DTC no planejamento das cidades em questão e a relevância da equipe técnica para o urbanismo gaúcho. O objetivo geral do trabalho residirá em compreender a ação da DTC e a sua contribuição para a formação do espaço urbano e para o planejamento urbano do norte do Rio Grande do Sul.

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— Schoffel, Débora Grando O perdão, os ratos e caminhos cruzados: leitura da cidade de Porto Alegre através da relação de romances históricos

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Fialho, Daniela Marzola

— Codirector

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— Año de admisión

2018

— Resumen

Baseado no interesse e na necessidade em avançar no estudo de novas ferramentas capazes de trazer à tona os rastros de uma época, este projeto de pesquisa se propõe a desenvolver um método para a releitura da realidade urbana através da literatura. A linguagem literária, quando analisada, pode assumir uma via dupla, em que tanto a linguagem trabalha com a intertextualidade, podendo afetar a fala do autor, como a linguagem de um sujeito poético, capaz de influenciar o ser do outro (o leitor) e da sociedade. A ação da persuasão é possível, porque o escritor-artista é capaz de perceber que os fatos humanos não se esgotam no real, mas estendem-se ao factível, por meio das propriedades da linguagem. Pode-se considerar a literatura como uma representação do real, como uma fonte que traz novas perspectivas e uma sintonia fina: os rastros de uma época. As características principais estão na raiz dos modos de pensar, sentir, agir e de representar o mundo. A literatura é a melhor forma de entender o sistema de ideias e imagens do homem do outro tempo. Em muitos pontos, o urbanista e o historiador se aproximam, ao resgatar a essência da época e da cidade utilizando-se de imagens urbanas e de representações das cidades. Na pesquisa serão analisadas as seguintes obras: Os Ratos – Dyonelio Machado, Caminhos Cruzados – Erico Verissimo e O Perdão – Andradina de Oliveira. Com o intuito de abordar de forma mais específica os problemas nacionais da sociedade, os quais descortinam-se a sua volta, os três autores apresentam individualmente três cidades de Porto Alegre, de forma bastante clara, apresentando desde a vida das elites até a condição de vida do trabalhador urbano e a sua luta na busca pela subsistência. Estas diferenças que são aparentes nas obras mostram inclusive a relação do autor como leitor da cidade. Uma vez que, como já foi citado acima o leitor trata-se de uma peça fundamental inclusive para o trabalho literário, e quando pensamos na literatura urbana percebe-se que a leitura da cidade é de suma importância e é capaz de mudar totalmente a percepção tanto da obra literária quanto da urbe.

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— Konrath, Germana O tempo na prática de projeto urbano

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Reyes, Paulo Edison Belo

— Codirector

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— Año de admisión

2018

— Resumen

O presente trabalho é centrado na ideia de tempo e em variadas acepções acerca desse conceito. A partir desse núcleo crescerão e se multiplicarão discussões sobre o exercício de projeto em si – sobre o tempo como elemento constituinte do próprio projeto urbano enquanto atualização e presentificação do que é virtual , daquilo que está por vir em nossas cidades. O tempo aparecerá, por conseguinte, como um provocador de reflexão crítica a respeito do contexto de produção de projetos urbanísticos no país hoje. Servirá, ainda, como instigador de experiências estéticas relacionadas ao campo da arquitetura e urbanismo e de áreas afins, principalmente conexas às artes. Em termos de recorte, a pesquisa tem como foco a produção contemporânea e, apesar do referencial teórico e poético não ter um limite geográfico preciso, a ênfase da investigação é a cultura de projeto urbano brasileira. O tema desdobra-se a partir de duas linhas entrecruzadas: 1 – projetar o tempo e 2 – temporalizar o projeto.  Na primeira linha, o tempo é trabalhado como conceito filosófico e como fazer poético a ser explorado no exercício de projeto urbano. Na segunda, trata-se do tempo do (e no) projeto urbano, onde a relevância é deslocada do fim para o meio, do produto ou síntese para o processo; e aqui entra a perspectiva dos cenários como possível caminho para a prática projetual em suas distintas temporalidades.

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— Rubin, Graziela Rossato Desenvolvimento de método e aplicação da trama verde azul em Porto Alegre: solução sustentável para problemas urbanos atuais

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

da Silveira, André Luiz Lopes

— Codirector

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— Año de admisión

2018

— Resumen

A urbanização é um fenômeno existente no mundo todo e proporcionou o desenvolvimento das cidades ao longo dos anos. O tema do projeto de pesquisa originou-se da percepção de que, por mais que exista planejamento em nossas cidades, os problemas urbanos têm se acentuado, afetando diretamente no desenvolvimento das cidades e na qualidade de vida da população. Observou-se que muitas são as lacunas na tomada de decisões e aplicação dos conhecimentos e legislação existentes, acreditando que o planejamento urbano deve ser pensado com ações integradas, realizadas conjuntamente para atingir melhores resultados e minimizar os problemas já existentes. Assim, o projeto de pesquisa tem por objetivo investigar as possibilidades de implantação da trama verde azul em uma cidade como Porto Alegre, onde os problemas gerados pela urbanização ao meio ambiente afetam toda a população da cidade. Para a realização do trabalho de pesquisa e o cumprimento dos objetivos estabelecidos, propõe-se a utilização de uma série de recursos metodológicos realizados em paralelo. Trata-se de envolver tecnologia e participação popular e, ainda, confrontar pesquisa documental, bibliográfica e estudos de caso com levantamentos de campo.

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— de Seixas, Ana Luisa Jeanty Patrimônio cultural e sua relação com o planejamento urbano: um olhar sobre conceitos e instrumentos da preservação no Brasil.

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Marzulo, Eber Pires

— Codirector

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— Año de admisión

2018

— Resumen

A noção sobre patrimônio cultural vem se ampliando ao longo dos anos, porém essas mudanças nem sempre se refletem nos instrumentos de planejamento e de gestão das áreas urbanas. Assim, essa pesquisa busca refletir sobre a relação do patrimônio cultural com as cidades e os novos desafios que a complexidade e alargamento dos conceitos demandam, visando a melhor compreensão e planejamento do espaço urbano. Para tanto, parte-se da hipótese que os atuais modelos de instrumentos de preservação, muitas vezes pensados e aplicados separadamente do planejamento urbano, não tornam viável e efetiva a valorização do patrimônio cultural tampouco a gestão das áreas relacionadas, indicando um “descompasso” entre os temas. O modelo atual propicia, em muitos casos, o entendimento do patrimônio cultural apenas como uma mercadoria de exploração comercial e turística e, neste sentido, quando o mesmo não cumpre esse objetivo, passa a ser visto como um entrave ao desenvolvimento e ao crescimento econômico. Paralelo a isso, o alargamento do entendimento sobre o que é patrimônio cultural não é acompanhado pela reflexão e ação no planejamento e gestão das cidades, ficando restrito ao meio acadêmico ou às instituições e órgãos que atuam na preservação. O trabalho tem como objetivo principal refletir sobre como vem ocorrendo a relação entre o patrimônio cultural e a cidade, identificando os novos desafios que essa complexidade e alargamento dos conceitos demandam na busca de uma nova maneira de pensar e planejar o espaço urbano. Assim, busca-se identificar esses conceitos e ideias sobre patrimônio cultural e os entendimentos atuais sobre o assunto em âmbitos nacional e mundial (UNESCO) bem como os conceitos sobre as políticas públicas, instrumentos de planejamento e de gestão urbana presentes no Brasil e a sua relação com as questões patrimoniais. Buscando enriquecer a discussão, é proposto um estudo de caso brasileiro e um estrangeiro, procurando identificar como esses dois conceitos – patrimônio cultural e planejamento urbano – se refletem de maneira prática em um território: o caso das Missões Jesuíticas dos Guaraní, no Rio Grande do Sul e do projeto Grand Paris, na França. A partir disso, busca-se indicar diretrizes para a incorporação dos novos conceitos de patrimônio cultural às ferramentas de planejamento e gestão para as cidades.

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— da Silva, Fernando Martins Pereira Aperfeiçoando decisões de investimento em condições de risco com uso do método de Monte Carlo modificado: análise da infraestrutura urbana

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Mendes, Carlos André Bulhões

— Codirector

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— Año de admisión

2018

— Contacto

engfer@terra.com.br

— Resumen

O desenvolvimento das cidades é um grande desafio. À medida que a malha urbana cresce desordenada e demasiada em relação ao planejamento urbano inicial, a demanda por infraestrutura aumenta. Neste quadro, para que a cidade possa atender às demandas de todos os habitantes, é necessária uma gestão das diversas atividades e de todas as transformações que nela ocorrem de forma não só a atender às necessidades da população, mas a respeitar os limites do meio de sustentação natural. Esta gestão deve estar baseada nos princípios da eficiência, eficácia, economicidade e equidade, e diz respeito a políticas, planos, programas e práticas que procurem assegurar que o crescimento populacional seja acompanhado por acesso à infraestrutura, habitação e emprego (funções da cidade).Esta linha de pesquisa desenvolve análises da infraestrutura urbana relacionando-a com os demais aspectos das questões urbanas, em especial à questão da sustentabilidade e viabilidade econômica, visando subsidiar a formulação de propostas de intervenção viáveis para assimilação das intervenções propostas, estas alicerçadas em ferramentas de apoio computacional e métodos multivariados. A avaliação de projetos de investimentos em infraestrutura, na sua grande totalidade, traz consigo um conjunto de técnicas que buscam estabelecer parâmetros métricos de sua viabilidade, como os índices de VPL, TIR e Payback, tendo estes como indicadores principais, mas não únicos. Desta forma, estas métricas analisadas separadamente tornam-se inócuas frente as incertezas do projeto, principalmente no que tange a exposição ao longo período de análise do fluxo de caixa dos investimentos necessários. A análise de investimentos financeiros ou de capital depende do estudo dos fluxos de caixa futuros por ele gerado. Esse processo costuma ser feito utilizando-se modelos determinísticos, modelos de sensibilidade e modelos que envolvam o risco associado. No uso de modelos determinísticos, a análise pode ficar comprometida tendo em vista que as previsões futuras são inflexíveis. Nas análises de sensibilidade, as previsões já não são mais inflexíveis, contudo apenas os efeitos de uma variável são analisados, mantendo-se as outras inalteradas. Nos casos em que a variável de risco está inserida, podem-se utilizar modelos estatísticos, como o Método de Monte Carlo, para encontrar, por meio do uso de funções densidade de probabilidade associadas a cada variável de entrada, a probabilidade do investimento gerar um retorno positivo ou não. Ainda, esse método proporciona análise prévia do risco associado, podendo dessa forma, aceitar ou não o projeto de investimento já na sua fase inicial. O estudo das variáveis e das probabilidades resultantes da simulação pode trazer informações relevantes ao processo decisório relativo ao investimento. O estudo de caso a ser proposto ilustra, em um caso real, o uso do Método de Monte Carlo Modificado na avaliação de investimentos das adequações do entorno de empreendimentos (infraestrutura), com o intuito de facilitar  o processo de tomada de decisão e sua efetiva aplicação dos recursos envolvidos, comparando-os através
de uma análise discreta para cada caso, mostrando desta forma sua aderência a técnica proposta. Como continuidade do trabalho apresentado na dissertação de mestrado, acresceremos a metodologia de simulação de Monte Carlo Fuzzy, além da covariação multivariada. Esta metodologia permite utilizar métodos de amostragem (processos estocásticos) e números fuzzy, dentro de processo de simulação Monte Carlo adaptado. Neste método, as incertezas que antes representadas por distribuições de probabilidade são agora representadas por números fuzzy. Se a metodologia for comparada com a metodologia tradicional de simulação Monte Carlo, esta metodologia híbrida apresenta resultados próximos, com um erro médio percentual inferior a 0,4%. Com redução expressiva do tempo computacional, aproximadamente com o tempo 200 vezes menor e um grau de acuracidade elevado, proporcionando inclusive a implantação em sistemas mobile (iOS e Android). Esse procedimento visa implementar o método em situações cotidianas para uma análise rápida da simulação pretendida e aprimoramento das técnicas de avaliação de projetos.

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— Delahaye, Alberto Amado Urbanidad Ciudadana Contemporánea. Aportes para la Identificación de sus Rasgos Morfológicos Relevantes presentes en las Espacialidades Colectivas Urbanas

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Diseño - UNSJ (Argentina)

— Director

Deiana, Susana Mónica

— Codirector

Tonelli, Inés Haydée

— Año de admisión

2018

— Resumen

Resumen:

La presente Tesis desarrolla un trayecto investigativo exploratorio a partir del estudio y análisis de los rasgos relevantes de identificación de Urbanidad Ciudadana Contemporánea, definida como un atributo cualitativo particular presente en las espacialidades colectivas urbanas paradigmáticas de las ciudades. Dicho atributo queda determinado a través de ciertas configuraciones morfológico‑espaciales, cuyos correlatos guardan correspondencia con prácticas colectivas diferenciales basadas en comportamientos y modos de apropiación espacial que aportan a la construcción de ciudadanía y, con ello, a una mejor convivencia en las comunidades actuales. Revistiendo carácter teórico y metodológico, el objetivo principal de este trabajo investigativo es el de proponer instrumentos conceptuales y estrategias metodológicas para el reconocimiento y puesta en valor de dichos rasgos relevantes.

En este sentido, es dable destacar dos aspectos de partida que resultan esenciales. Por una parte‑, que el interés puesto de manifiesto a través de estos estudios se centra fundamentalmente en la identificación de un modo particular de ‘urbanidad’ la “Urbanidad Ciudadana Contemporánea”‑, manifiesta a partir de la percepción de ciertas singularidades objetivas, características de los casos ‘paradigmáticos’ detectados al interior del extenso conjunto de espacialidades urbanas de uso colectivo de las ciudades. Por otra parte, y desde el amplio campo conceptual que define la noción de Urbanidad y sus diferentes modos de expresión, que, a los fines de este trabajo, se ha considerado aquella cuya propiedad más significativa es la resultante de fenómenos ligados a modos de manifestación ciudadana colectiva; en términos socio‑culturales y políticos, estos fenómenos contribuyen a la emergencia de canales alternativos de expresión de la opinión pública al respecto de resoluciones emanadas de los distintos poderes del Estado, propias de los sistemas de gobierno ‘representativos’ y, en consecuencia, con formas de participación ciudadana predominantemente indirectas.

Las premisas finales de este trabajo consisten en la conformación de un cuerpo conceptual de dicho conjunto de rasgos de identificación encontrados, y permitir la reflexión crítica sobre su existencia en tan extenso universo de espacialidades urbanas potencialmente involucradas a partir de los análisis de sus configuraciones. Sus expectativas podrán considerarse cumplidas a partir de los análisis y reflexiones realizadas en torno a los resultados de los estudios, compulsas y confrontaciones conceptuales aquí presentadas, al respecto de los rasgos relevantes percibidos, presentes en las realidades de los fenómenos colectivos de las comunidades durante las décadas más recientes.

La instancia de validación de los supuestos e hipótesis anteriormente desarrolladas, se desarrolla en dos etapas: una primera, orientada al estudio de los casos paradigmáticos percibidos como ‘emblemáticos’ en distintas ciudades a nivel internacional; y, una segunda etapa, destinada al análisis de los casos existentes en los territorios de la provincia de San Juan, en Argentina‑, profundizando los estudios sobre aquellas espacialidades colectivas consideradas a estos efectos como casos paradigmáticos representativos del contexto geográfico a escala local. La síntesis reflexiva sobre este proceso de validación teórico‑empírico permitirá la depuración de las necesarias consistencias conceptuales en torno de la noción de Urbanidad Ciudadana Contemporánea presentada.

A los efectos enunciados, se ha partido del relevamiento y estudio de un amplio conjunto de percepciones detectadas en los relatos y discursos registrados de los referentes locales de las comunidades involucradas, en sus diferentes ámbitos de actuación y compatibles disciplinalmente con los estudios previstos. Ello permite conjeturar y argumentar la detección de los rasgos de identificación del tipo de urbanidad estudiada, así como avalar su necesaria relevancia, basados en el cúmulo de reacciones y emociones propias de sus habitantes. De este modo, dichos correlatos morfológicos cobran particular consistencia y solidez a partir de adecuados procesos de re-significación articulados con los modos y configuraciones impregnados por las formas de vida en comunidad, necesariamente analizados en la escala local. Esta particular noción propuesta de ‘Urbanidad’ queda así configurada ‑social y culturalmente‑, en concordancia con los avances en las Ciencias Humanas de las últimas décadas y, muy especialmente, desde el Pensamiento Contemporáneo.

— Mansueto, Clara Configuraciones de la edificación autoconstruida de los barrios informales del Área Metropolitana de Buenos Aires.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA (Argentina)

— Director

Dra. Arq. Inés Moisset

— Codirector

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— Año de admisión

2018

— Resumen

La producción urbana latinoamericana nos presenta una agitada historia de urbanización popular que se evidencia en la ciudad construida. En ella podemos ver la desigualdad social espacializada.

En esta investigación trabajamos sobre el proceso de urbanización de los barrios informales autoconstruidos, es decir, procesos en los que participan múltiples actores, que configuran los elementos urbanos según acuerdos sociales. Nos referimos a los acuerdos que guían la disposición y la forma de aquellos elementos que posibilitan el desarrollo de las prácticas sociales, tales como las viviendas, los espacios comunitarios, las vialidades, el acceso al agua y las energías, la evacuación de desechos, etc.

Indagamos en la configuración espacial de las edificaciones de los barrios informales del Área Metropolitana de Buenos Aires, desde la perspectiva de género. Los aspectos materiales a la luz de esta perspectiva multiactoral nos permite restituir los acuerdos sociales establecidos por los protagonistas en múltiples roles, de producción y reproducción social, durante el proceso de autoconstrucción; acuerdos que reglan la transformación del espacio.

— Martinez de Aza, Marcela rosalia Lógicas de aplicación de instrumentos de integración de fragmentos urbanos en la gestión del suelo. El caso de las playas del FFCC desactivadas en C.A.B.A.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA (Argentina)

— Director

Dr. Arqto. Guillermo Tella

— Codirector

Dra. Arqta. Ana Cravino

— Año de admisión

2018

— Resumen

Tres características del urbanismo de los 80 y 90’s en América Latina fueron replicados en tímidos intentos en las pocas intervenciones en AMBA y CABA. Ellas son: alianzas público-privadas atrayendo fuentes externas de financiamiento, con lógica empresarial especulativa, centrada en la economía política local y no territorial. Lejos de disminuir las desigualdades sociales en las posibilidades de acceso al suelo urbano de todos los estamentos sociales las profundizaron.  Lo que denominamos acceso al uso de un suelo urbano de calidad, equipado, bien situado para todos los estratos sociales es el objetivo teórico de la aplicación instrumentos integración urbana. La captación de plusvalías entre ellos con la posterior reasignación de los recursos obtenidos a la ejecución de infraestructura, equipamiento y vivienda no logran los objetivos de integración perseguidos porque prima en su generación la necesidad del beneficio especulativo de los sectores más pudientes para que se puedan generar. Se profundiza así la fragmentación urbana.

Constituyen intentos paliativos para distintas problemáticas locales con objetivos variados. Su implementación depende de las problemáticas del lugar, las dinámicas políticas y de mercado. Con la mera aplicación de una técnica económica/ financiera/fiscal no se logra la cohesión socio territorial buscada, pues se genera desde la lógica que originó el problema que intenta resolver en lugar de hacerlo desde un paradigma diferente. Se torna ahora imprescindible indagar (quizás diagnosticar los efectos) sobre la paradoja de esos mismos instrumentos aplicados desde la gestión pública para solucionar el fenómeno urbano que ellos mismos provocan.

ABSTRACT

Three characteristics of urbanism of the 80s and 90s in Latin America were replicated in timid attempts in the few interventions in AMBA and CABA. They are: public-private alliances attracting external sources of financing, with speculative business logic, focused on the local and non-territorial political economy. Far from reducing social inequalities in the possibilities of access to urban land of all social classes deepened them. What we call access to the use of quality urban land, equipped, well located for all social strata is the theoretical objective of the application urban integration instruments. The capture of capital gains among them with the subsequent reallocation of resources obtained to the execution of infrastructure, equipment and housing do not achieve the objectives of integration pursued because the generation of the need for the speculative benefit of the most affluent sectors so that they can be generated . Urban fragmentation is deepened.

They constitute palliative attempts for different local problems with varied objectives. Its implementation depends on the problems of the place, the political and market dynamics. With the mere application of an economic / financial / fiscal technique, the socio-territorial cohesion sought is not achieved, since it is generated from the logic that originated the problem that it tries to solve instead of from a different paradigm. It now becomes essential to investigate (perhaps diagnose the effects) on the paradox of those same instruments applied from public management to solve the urban phenomenon that they themselves cause.

 

— Miret, santiago Hacia Nuevos Dispositivos, Agenciamientos Proyectuales de la Arquitectura

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA (Argentina)

— Director

Lluís Ortega Cerdá

— Codirector

Rodrigo Martín Iglesias

— Año de admisión

2018

— Contacto

smiret@gmail.com

— Resumen

Sanford Kwinter pone en valor el aporte de Gilles Deleuze expandiendo la definición de diagrama, explicando que el diagrama es abstracto porque es diferente de la materialidad del mundo real, pero, al mismo tiempo, es una máquina en pleno funcionamiento. Los diagramas son entidades activas.

La investigación propone, por medio del estudio de casos de proyectos y su posterior transformación, la hipótesis de que concebir al diagrama en arquitectura como comportamiento es lo que permite la construcción de nuevos dispositivos, como agenciamientos de deseo, es decir, el comportamiento es la via regia para la construcción de novedad. Y propone la hipótesis de que el modo de construir proyecto en arquitectura sólo es posible a partir de la apropiación del diagrama como comportamiento organizativo.

La noción de comportamiento en arquitectura no se relaciona con el comportamiento humano, sino con el comportamiento organizativo. Esto es, alude a la potencial capacidad de las organizaciones arquitectónicas de transformarse topológicamente, pudiendo así determinar su organización como activa, dinámica y cambiante. Por otro lado, tanto la noción de dispositivo foucaultiana, como la de agenciamiento deleuziana, serán entendidas en su sentido proyectual, es decir, no en función de su carácter social o antropológico. De este modo, el dispositivo en arquitectura hará referencia a las normativas que admiten los alcances máximos y mínimos de la variabilidad del proyecto, mientras que la noción de agenciamiento será la que propicie entender al dispositivo como una normativa abierta, desde la cual pueden construirse líneas de fuga hacia la construcción de novedad por medio del proyecto.

— KULLOCK, David La U de la FADU. Del Instituto de Urbanismo al PROPUR (1948-2018). Contextos, paradigmas y modalidades de enseñanza del Urbanismo en la Universidad de Buenos Aires

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA (Argentina)

— Director

Dra. Alicia NOVICK

— Codirector

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— Año de admisión

2018

— Resumen

En el 2018 se cumplen 70 años de la creación del Instituto Superior de Urbanismo (ISU), fundado con el principal objetivo de dictar el Curso Superior de Urbanismo (CSU), que fuera el único posgrado durante décadas de la Facultad de Arquitectura de Arquitectura y Urbanismo (FAU), creada en 1947,  pero que también inició el dictado formal de los cursos de grado de arquitectura en 1948.

Setenta años de vida de un posgrado dictado casi ininterrumpidamente (sólo fue suspendido en el políticamente sacudido bienio 1973/74), nos plantean diversos interrogantes y, entre ellos, tres significativos:

  • Dado que es imposible que haya permanecido inamovible en un campo del saber y del hacer que sufrió en ese transcurso arduos debates y transformaciones, ¿qué etapas podemos distinguir en esta prolongada trayectoria?
  • ¿Cuáles son dichas etapas, a qué se debieron y qué rasgos las diferencian?[1]
  • Finalmente, considerando su prolongada trayectoria, deberíamos preguntarnos si, a pesar de sus etapas diferenciales, ha habido una especificidad propia que le ha permitido subsistir durante tan prolongado período.

El trabajo que se propone realizar en carácter de Tesis de Doctorado, pretende contestar estos tres interrogantes y uno más:

  • ¿Cuál fue el proceso previo a 1947/48 que motivó que se creara la FAU en la Universidad de Buenos Aires –reacia al desglose de sus casas de estudio- como desmembramiento de la Facultad de Ciencias Exactas, Físicas y Naturales (FCEFN), incluso antes de la creación de la Facultad de Ingeniería que también que se había gestado en el seno de la FCEFN.

En síntesis, el objetivo principal que nos planteamos, es rescatar (a pesar de las trampas que nos plantean las subjetividades del caso) la creación e historia de la enseñanza de posgrado de Urbanismo en la UBA.

La tarea tiene sus complejidades, ya que el autor presupone la hipótesis de que la enseñanza del Urbanismo no es una cuestión autónoma, sino que está relacionada con otra serie de procesos en relación a los cuales se desenvuelve: los momentos políticos, los paradigmas dominantes, los actores que la protagonizan, las instituciones en las cuales se desenvuelven, las propuestas urbanísticas que se van formulando y las intervenciones urbanas que tienen ejecución concreta, entre otros.

Dada la hipótesis adoptada, no será posible dejar de considerar los rasgos más destacados de esas otras cuestiones, y no sólo en las 7 décadas que mencionamos en el título, sino una cuantas décadas previas, para procurar entender la génesis de la enseñanza del Urbanismo.

A su vez, dado nuestro carácter de país singular pero periférico en el panorama mundial, tampoco podremos dejar de considerar lo que estaba pasando, previa o simultáneamente, en otros ámbitos que adoptamos de modelo. Por ello haremos referencia a situaciones que ocurrían en los países centrales y pioneros en la gestión de las problemáticas urbanas y en la producción de postulaciones urbanísticas.

Asimismo y en relación a nuestra pertenencia latinoamericana, y en referencia más ceñida a los procesos de enseñanza, deberemos tomar en consideración los cursos que, muchas veces con vocación interamericana, se llevaron a cabo en otros países de la región.

También procuraremos escapar al egocentrismo de ser miembros de la UBA, referenciando en la medida de lo posible otros procesos de enseñanza que, con igual o parecido objetivo, se desarrollaron y se desarrollan en otras universidades e instituciones de la Argentina.

A pesar de todas estas complejidades, la razón de ser de encarar esta tarea, reside en el convencimiento de que será útil, no para relatar el pasado como una historia evolutiva – acumulativa, sino para entender  los conflictos, debates y mediaciones que expresan el modo en que las instituciones y los sujetos universitarios se posicionan y redefinen herencias disciplinares y cómo se vinculan esas transformaciones con los distintos ciclos históricos de nuestro país.

[1] Parafraseando a Peter Hall, los hechos históricos reúsan seguir una secuencia cronológica, pero por respeto a la claridad de la exposición, propondremos cierto ordenamiento temporal, que ayude a seguir el hilo de nuestras reflexiones.

— Adad, Diego Matías Imagen y Habitar

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA (Argentina)

— Director

Dr. Arq. Eduardo Maestripieri

— Codirector

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— Año de admisión

2018

— Contacto

diegoadad@outlook.com

— Resumen

Resumen

La tesis aborda el concepto de imagen en la construcción de identidad desde una mirada proyectual. Orienta esta investigación la pregunta sobre cuál es el papel de las disciplinas del proyecto en la construcción de identidad.

Entendiendo las disciplinas del proyecto como prefiguradoras o planificadoras del entorno humano[1] (Doberti, 2006: 2) se entiende que las mismas producen imágenes que hacen de soporte al componente imaginario en la construcción de identidad[2] de las sociedades.[3] Una imagen que no puede ser separada de la forma como realización proyectual.

Atendiendo a las particularidades del campo de acción de las disciplinas del proyecto, cabe destacar que los procesos de identificación se suceden en el tiempo y se ubican en el espacio, haciendo al habitar parte indisoluble del proceso. Tiempo y espacio que constituyen una imagen multidimensional; en gran parte consecuencia del accionar de las disciplinas del proyecto en su más basta textura. Una imagen que instituye un marco de referencia para el ser humano en tanto marco imaginario de las prácticas sociales.

[1] Doberti, R. (2006). La cuarta posición. Buenos Aires. Papeles de cátedra Teoría del Habitar.

[2] Lacán, J., desarrolla el concepto de identidad en relación a la imagen. Ver Evans, D. (1996). Diccionario introductorio de psicoanálisis lacaniano (Piatigorsky, J.) Buenos Aires: Ed. Paidós.

[3] Freud, S. (1992) Tomo XVIII: Más allá del principio de placer. Psicología de las masas y análisis del yo y otras obras (1920-1922) (Etcheverry, L.) Buenos Aires: Ed. Amorrortu.

— Santiago, Federico Nuevos modelos de intervención en procesos de urbanización informal. Revisión de la influencia de los marcos regulatorios y obras públicas en la producción del hábitat popular en la zona oeste y norte del AMBA (1980 2015)

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA (Argentina)

— Director

Dr. Arq. Fernando Murillo

— Codirector

Dr. Federico Colombo

— Año de admisión

2018

— Contacto

sfederico.arqgmail.com

— Resumen

Resumen:

La investigación sostiene la hipótesis general de que la región metropolitana de Buenos Aires (RMBA) y los municipios del periurbano de la zona oeste y norte, en particular, enfrentan a partir de la década de los 90, un proceso de fragmentación socio-territorial que afecta principalmente a los asentamientos informales. Dicho proceso se entiende que conjuga distintos factores de escala metropolitana; tal como el crecimiento de la brecha social, en parte a causa de la aplicación de políticas neoliberales; factores micro-urbanos relacionados con los nuevos enfoques de intervención en el territorio, consecuencia de cambios fundamentales ocurridos recientemente en la práctica del planeamiento urbano. Por otra parte, las hipótesis específicas sostienen, por un lado, que no es posible la urbanización sin garantizar la integración social, de esta manera, el aporte que hace la regularización de un asentamiento informal a la ciudad es que, en lugar de engrosar el déficit habitacional, lo disminuye con un criterio de porosidad. Por otro lado, resulta insuficiente para superar la segregación, eliminar la normativa vigente y realizar intervenciones materializadas en obra pública. Si realmente se busca la integración social y urbana de un asentamiento informal, debe adquirir características similares a su entorno próximo, la intervención debe ser integral para conciliar la brecha entre los indicadores urbanísticos de la ciudad formal e informal, sin que se anule la identidad original. Finalmente, la ciudad formal posee estándares urbano-habitacionales que, si se readecuaran conformes a un reconocimiento de las capacidades de autoproducción del hábitat de los residentes de asentamientos informales, darían lugar a procesos menos especulativos del uso del suelo.

De esta manera, el objetivo de la investigación es descubrir en qué medida tales nuevos enfoques contribuyen a profundizar los procesos de fragmentación, o, por el contrario, cuándo y cómo tienden a promover la integración socio-territorial, y con qué estrategias y componentes concretos logran articularse con las estrategias de producción del hábitat informal.

— Casasanta, Lucianne Desarrollo del sistema constructivo prefabricado en hormigón armado: Metodología de gestión BIM aplicados al sistema industrial Astori

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Planeamiento y Diseño - UNR (Argentina)

— Director

Dra. Arq. Ana María Rigotti

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Zamler, Daiana Calidad de vida y espacios recreativos. Análisis a través de indicadores urbanos en la ciudad de Rosario

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Planeamiento y Diseño - UNR (Argentina)

— Director

Dr. Roberto Fernandez

— Codirector

Dra. Arq. Cintia Barenboim

— Año de admisión

2017

— Franchino, Magalí La enseñanza beaux-arts en la Escuela de Arquitectura de la Universidad de Buenos Aires (1901-1939)

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Fernando Aliata

— Codirector

Virginia Bonicatto

— Año de admisión

2017

— Resumen

El proyecto de investigación en curso aborda el impacto y desarrollo de la arquitectura beaux-arts en el ámbito local con un interés particular centrado en la institucionalización de la enseñanza de la arquitectura en la Argentina durante los primeros decenios del siglo XX. Se propone abordar como caso de estudio la creación y desarrollo de la Escuela de Arquitectura de la Universidad de Buenos Aires, primera escuela creada en el sistema universitario local, cuyo modelo de enseñanza se apoyó, fundamentalmente, en las teorías, principios y método de composición de la École Nationale des Beaux- Arts de París. En este sentido, se propone examinar su génesis y constitución como modelo disciplinar dominante en la formación teórico- proyectual de los primeros arquitectos del ámbito local,así como su cuestionamiento ante el ideario de los modernismos.

Este trabajo de investigación pretende reconocer de qué manera este modelo de enseñanza se articuló con la tradición local de formación politécnica, identificando las persistencias y cuestionamientos del cuerpo teórico finisecular beaux-arts en su implementación en el incipiente campo disciplinar local. Para tal objetivo resulta necesario analizarlas redes de intercambio producidas entre la Escuela de Arquitectura de la UBA y las principales instituciones y organizaciones artísticas locales y extranjeras que participaron en la institucionalización del campo artístico. En esta dirección, se procederá a analizar el sistema de enseñanza desarrollado, la recepción y transmisión de las principales teorías y procedimientos que en forma de compendios, tratados y diccionarios, como de revistas especializadas de arquitectura, circularon por esta institución, así como se construirá la trayectoria académica de los principales profesores, intelectuales y artistas del periodo.

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— Brandi Brachetta, Marilina Aplicación de los Sistemas Urbanos de Drenaje Sostenible (SUDS) en la planificación y rehabilitación del Ciclo Urbano del Agua en el Área Metropolitana de Mendoza

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Jorge R. Ponte

— Codirector

Jorge Daniel Czajkowski

— Año de admisión

2017

— Resumen

La variación entre períodos de extrema escasez hídrica con otros de precipitaciones torrenciales, fundamentalmente estivales, producto de los efectos del Cambio Ambiental Global, condiciona el Área Metropolitana de Mendoza como una zona de alta vulnerabilidad respecto a la disponibilidad de agua. Además, el avance urbano, sin una reglamentación de ordenamiento adecuada, representa una gran amenaza en diversas dimensiones: severos daños ambientales, alteración de la matriz productiva, fragmentación social, pérdida de la identidad colectiva. Ante esta situación, toda iniciativa tendiente a optimizar la gestión del recurso hídrico, será de vital importancia en los años venideros.

El objetivo de esta investigación es formular un plan de integración de Sistemas Urbanos de Drenaje Sostenible con el tradicional sistema de acequias urbanas de Mendoza. Intentaremos optimizar Ciclo Urbano del Agua, a partir de un diagnóstico de los procesos actuales y la posible adaptación a nuevas prácticas de gestión de caudales pluviales, específicamente. Para ello, se propone la aplicación de técnicas diseñadas para la disminución del impacto que produce la urbanización en la cantidad y la calidad de las aguas de escorrentía.

Mediante herramientas de análisis cartográfico, se abordará la evolución urbana del área interpretando las complejas dinámicas entre el soporte físico y los grupos sociales: desde las comunidades originarias que constituyeron el vínculo y posibilitaron el “oasis” hasta la actualidad. Finalmente, a partir de un relevamiento, se diagnosticará el sistema de drenaje de un área de estudio y se proyectará un plan integral de gestión de caudales pluviales.

 

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— Carasatorre, María Cristina El Parque Urbano como componente de la ciudad. Transformaciones, fragmentación y deterioro de sus espacios y sus bordes. El caso de la ciudad de La Plata.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Fernando Aliata

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Resumen

Esta investigación  intenta hacer una contribución a la integración y calidad de vida de la ciudad actual y en particular al caso de la ciudad de La Plata. El presente trabajo tiene como objeto de estudio al parque urbano de la ciudad como espacio social y cultural relacionándolo con  su trama,  identificando y explorando las formas posibles para su adaptación a los usos contemporáneos y a las propias transformaciones que la ciudad ha tenido. En su estado actual, se evidencia que a pesar de la creciente densificación que refleja, no se ha alterado mayormente  la homogeneidad y continuidad que se sostiene en la trama fundacional. Este  escenario contrasta con el  del  parque, donde  se visualizan procesos de ocupación y fragmentación del espacio, producto de intervenciones sucesivas en el tiempo sin una planificación. Este contexto lo convierte en un espacio de oportunidad para reorganizar el área de acuerdo a su propia lógica urbana de sector discontinuo, pero a su vez integrado a la ciudad dentro de lineamientos más generales.

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— Bizzotto, Lucas Bizzotto, Lucas

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UNL (Argentina)

— Director

Berrón, Manuel

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Contacto

bizzottoarq@gmail.com

— Resumen

Tema de tesis:

La experiencia corporal como medio de reconocimiento del espacio arquitectónico.

En el devenir de la producción del saber arquitectónico es posible reconocer aspectos que han sido velados, ignorados. Autores como Pallasmaa (2015:39) sugieren que “se ha producido un cambio bien diferenciado en nuestra experiencia sensitiva y perceptiva del mundo que se refleja en el arte y en la arquitectura”. En relación con esto, Senett (1994) advierte una privación sensorial reflejada en la regularidad y el empobrecimiento de las cualidades arquitectónicas. Sobre la base de la problemática expuesta la noción que organiza esta investigación gira en torno a la experiencia corporal como medio de reconocimiento del espacio arquitectónico. Se comprende que la cognición arquitectónica se constituye por la integración de saberes teóricos y experienciales, pero que éste último ha sido un tópico periférico en la escena productiva, lo que ha repercutido en los modos de habitar. Por lo tanto se indagará en la relación cuerpo | espacio arquitectónico mediada por la experiencia. Para ello se recurrirá a la fenomenología que, como corriente filosófica, liga el proceso de aprendizaje con un tipo de práctica o actividad. En este sentido se intentará congeniar esta línea de investigación con la encarnación práctica de la cognición atendiendo a la “doble dependencia” solapada en la disciplina arquitectónica como ciencia: la técnica y la social-humana.

— Mendiondo, Javier Mendiondo, Javier

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UNL (Argentina)

— Director

Liernur, Jorge

— Codirector

Müller, Luis

— Año de admisión

2017

— Resumen

Tema de tesis:

EN BUSCA DE SU PROPIO RELATO. Paradigma y disrupción en arquitectura desde y hacia El Jacarandá de Claudio Caveri.

En 1965 Claudio Caveri construye en Reconquista la casa de ejercicios espirituales El Jacarandá, obra que constituye un capítulo representativo de la arquitectura en Argentina y América Latina. Investiga en esta obra -y a partir de ella- nuevas formas de configuración espacial y de tecnologías constructivas, siendo este momento de Caveri una instancia fundante de la búsqueda de alternativas al modelo disciplinar hegemónico que significaba la modernidad en aquella década del sesenta. Caveri era, en el inicio de los sesenta, uno de los jóvenes emergentes que indagaba sobre nuevas formas de producir arquitectura desde una mirada local. Había construido en 1958 junto a Eduardo Ellis la Iglesia de Nuestra Señora de Fátima, obra emblemática del denominado Movimiento de las Casas Blancas, que fue identificado como un hito en la arquitectura de América Latina. Sin embargo en El Jacarandá experimenta un alejamiento de los principios del casablanquismo e indaga sobre nuevos caminos proyectuales, ensayando en esta obra un sistema de ideas en el que se pregunta por el significado de la esencia del lugar y del ser desde una visión latinoamericana y como alternativa al modelo dominante de la modernidad. Interesa a esta investigación encontrar dilucidar los motivos por los cuales este tipo de hacer arquitectónico basado en la experimentalidad técnica y en la connotación expresiva del espacio acabó siendo un camino personal y en cierta manera ensimismado que no alcanzó a influir en la cultura disciplinar local, a punto tal de haber sido ignorada por la crítica arquitectónica y recién recuperada en el interés de la mirada del mundo de la disciplina en el amanecer del siglo XXI.

 

 

— Koehler, Ana Luiza Goulart Segregação espacial e etnicidade o acesso da população negra à cidade e relações raciais no sul brasileiro.

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Fialho, Daniela Marzola

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Resumen

Este estudo tem por objetivo analisar a interlocução das relações étnico-raciais na gestão das do planejamento urbano, configurando a cidade brasileira de modo a segregar espacialmente comunidades de diferentes ascendências étnicas marcadas fenotipicamente. Afim de compreender esse processo, será discutida a construção social das diferenças étnico-raciais no Brasil, levando em conta seu passado escravista, as políticas de imigração e, posteriormente, a elaboração de uma corrente de pensamento sustentando a idéia de democracia racial. Nesses movimentos, serão analisados os lugares e as condições de habitação e trabalho das populações negras brasileiras na cidade, procurando compreender a relação entre as diferenças étnico-raciais no pensamento da gestão urbana.

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— Hypolito, Bárbara de Bárbara Escritas urbanas, corpo e modos de subjetivação: experiência cartográfica pela cidade contemporânea

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Marzulo, Eber Pires

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Resumen

Esta pesquisa investiga a relação entre corpo, cidade e produção de modos de subjetivação no sujeito contemporâneo, a partir da experiência corporal urbana afetada pelo encontro com a manifestação das escritas urbanas (graffiti, pixação, stencil, lambe, etc).Tendo em vista que o indivíduo se constitui a partir das subjetividades que o compõe, o estudo vai na direção de cartografar as diferenciações que ocorrem nesse corpo-sujeito afetado pelas escritas, e como o processo reverbera na produção coletiva do espaço urbano. Para tanto, se utiliza do método da cartografia e propõe o agenciamento entre teorias da arquitetura e do urbanismo contemporâneo, da filosofia e das artes, a fim de construir um campo de forças argumentativas e multidisciplinar.Ométodo parte da experiência do corpo que pesquisa, seguindo e mapeando os processos de transformação do cenário urbano a partir das narrativas expressas pelas escritas urbanas e seus atores sociais.Justifica-se pela necessidade de buscar novas possibilidades de produção e apropriação do espaço urbano no contexto contemporâneo, a fim de enriquecer a experiência corporal urbana e incentivar a criação de novos modos de subjetivação, ancorados na liberdade e singularização do indivíduo, no comprometimento social e político, no cuidado de si e do mundo.

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— Damasio, Cláudia Pilla Limites e oportunidades para a implementação do estatuto da cidade em municípios de pequeno porte

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Campos, Heleniza Ávila

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Resumen

O projeto de pesquisa tem como objetivo a elaboração de uma avaliação sobre a adequação dos instrumentos da política urbana constantes na lei federal Estatuto da Cidade à realidade dos municípios brasileiros de pequeno porte, os quais compõem a maior parte dos municípios brasileiros. Com isto busca-se auxiliar estes municípios a traçarem caminhos mais eficientes para a garantia do cumprimento da função social da propriedade urbana, evitando que estes empenhem esforços na regulamentação de instrumentos que não lhe serão úteis. Especificamente, buscar-se-á: caracterizar condições mínimas que um município deve apresentar para que instrumentos do Estatuto da Cidade sejam eficientes para os propósitos a que se destinam e avaliar a pertinência da adoção dos instrumentos do Estatuto da Cidade em municípios de pequeno porte. Seu desenvolvimento justifica-se pela contribuição à construção de procedimentos de gestão do planejamento urbano próprios e adequados as características de municípios de pequeno porte, correlacionando o conhecimento e a produção científica às demandas da sociedade.

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— Monteiro, Deyvid Aléx de Bitencourt Proposta de um método para avaliação da qualidade urbana em bairros de média densidade brasileiros

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Miron, Luciana Inês Gomes

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Contacto

deyvidalex@hotmail.com

— Resumen

A compreensão dos limites e possibilidades contidos nos diferentes conjuntos de indicadores de avaliação da qualidade urbana, institucionalizados ou disponíveis para utilização, tende a se tornar um importante passo, no sentido de oferecer subsídios à gestão urbana. A possibilidade de transposição de escalas, do geral para o especifico, da cidade para o bairro, tende a transformar o uso de indicadores de avaliação da qualidade urbana em ferramentas efetivas na gestão urbana de políticas públicas. No entanto, a quantidade dos indicadores disponíveis na literatura para avaliação da qualidade urbana tem dificultado aos pesquisadores a seleção de um número apropriado de indicadores que efetivamente representem às especificidades dos diferentes contextos urbanos, particularmente, na escala de bairros de média densidade. O objetivo desta pesquisa é propor um método para avaliação da qualidade urbana, a partir das esfericidades de bairros de média densidade brasileiros. A estratégia de pesquisa adotada é a pesquisa construtiva (constructive research ou design science research). A pesquisa é divida em três Etapas. A primeira Etapa tem como objetivo identificar os indicadores de qualidade urbanas existentes na literatura, assim como identificar novos indicadores por meio da percepção dos usuários. A segunda Etapa, por sua vez, tem como objetivo a estruturação e operacionalização do método de avaliação proposto, o qual será implantado e aprimorado durante estudos empíricos aplicados em bairros de média densidade. Na terceira, e última Etapa, o método proposto é avaliado com base na percepção dos potenciais utilizadores das informações resultantes da avaliação.

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— Neves, Eduardo Rotta Italianidade: identidade e eixo condutor do desenvolvimento econômico e turístico do nordeste gaúcho

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

de Souza, Célia Ferraz

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Resumen

Esse trabalho se propõe a analisar como, e através de quais condições e elementos, ocorreu a formação do sentimento de italianidade entre a população de descendentes de italianos e de que forma esse sentimento se desenvolveu ao longo do tempo, ganhando força e se mantendo vivo. Pretende-se entender também como e porque esse sentimento interage positivamente no desenvolvimento da região, estimulando a crescente expansão econômica e, mais recentemente, turística, além de contribuir para a manutenção do patrimônio material e imaterial construído pelos imigrantes, interferindo sobremaneira na transformação da paisagem rural e edificada da região nordeste do Rio Grande do Sul.  A partir do estudo e análise das questões vinculadas ao sentimento do “ser italiano” procurar-se-á determinar qual o significado e importância desta imposição para a preservação da cultura e patrimônio decorrentes da imigração e como esse pensar e agir, que prevalecem ao longo da história da imigração, interferem e continuam a interferir no desenvolvimento urbano e na formação do território, contribuindo para a tomada de decisões nos campos econômico, cultural e turístico. Pretende-se entender a italianidade como um vetor que impulsionou e continua a conduzir o desenvolvimento econômico, social, cultural e político de toda uma região. Como consequência disso, compreender a pujança que adquire uma sociedade quando esta percebe a consciência da força de uma identidade comum. Deseja-se ainda depreender o que faz a região ser um polo atrativo para o turismo e como se constrói, ou como se forma, uma região turística através dos conceitos da italianidade e do imaginário. Ainda com relação ao turismo, pretende-se determinar se esta força, representada por uma forte identidade cultural, é capaz de transformar uma região em um campo propício para o seu desenvolvimento.

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— da Silva, Gabriela Costa Legados ou impactos? Megaeventos esportivos e a qualidade de vida urbana:uma análise do discurso da mídia sobre as olimpíadas de 2016 vis-à-vis à percepção dos grupos sociais atingidos pelas obras

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Reis, Antônio Tarcísio da Luz

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Contacto

gs.arq@hotmail.com.br

— Resumen

Megaeventos esportivos são eventos de curto prazo, considerados como uma oportunidade de lançar profundas transformações urbanas. Tais eventos trazem consigo consequências relacionadas ao turismo e impactos econômicos e sociais. Dentre eles, destaca-se a renovação da imagem das cidades que os sediam, notadamente por intermédio das intervenções urbanas a eles vinculados e que, via de regra, têm sido divulgadas pela mídia hegemônica como legados ou ganhos positivos para as referidas cidades. Contudo, e experiência tem demonstrado que nem sempre tais intervenções são consideradas positivas para uma parte da população, usualmente aquela que sofreu processo de remoção. A partir do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016, o objetivo divulgado pelo Governo era trazer melhorias que beneficiassem a população após os jogos, tendo como propósito reduzir as desigualdades, ampliar os direitos do cidadão, investir em saúde, educação e segurança trazendo por consequência um legado para os brasileiros. Todavia, isto não ocorreu como o prometido. Pelo contrário, sediar o megaevento possibilitou o desvio de verbas segundo interesses diversos. Assim, é possível afirmar que as obras de infraestrutura urbana desenvolvidas para os Jogos Olímpicos de 2016 trazem diferentes impactos na qualidade de vida urbana, tornando-se pertinente avaliá-los tanto do ponto de vista da mídia quanto a partir da percepção do usuário. Destaca-se que os impactos podem ser tanto positivos quanto negativos, podendo estar associados às diferentes classes sociais, visto que nem sempre a população mais vulnerável e que sofreu com o processo de remoção possui uma percepção positiva ante as infraestruturas desenvolvidas, mesmo que essas estejam vinculadas ao crescimento da cidade. Assim, torna-se oportuno ter como proposta de pesquisa identificar e comparar os legados e impactos causados pelas intervenções urbanas realizadas para acolher o megaevento esportivo sob o ponto de vista da mídia e da percepção dos usuários.

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— Ferreira, Gisele da Silva Dinâmica espacial urbana da cidade de Porto Alegre: 1980 – 2030

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Krafta, Romulo

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Contacto

gisele@fee.tche.br

— Resumen

Tendo em vista as mudanças ocorridas na estrutura urbana da cidade de Porto Alegre desde sua fundação, torna-se importante compreender as características intra-urbanas da população residente na cidade de Porto Alegre, as mudanças no perfil sociodemográfico que ocorreram nos últimos períodos intercensitários, estudar características domiciliares e as mudanças e dinâmicas da organização social do território das últimas décadas para melhor compreender o formato atual da cidade e auxiliar gestores públicos no planejamento de ações para a cidade. É de elevada importância, sobretudo para os gestores governamentais, o estudo e aprimoramento das técnicas de projeção da dinâmica espacial urbana, a fim de auxiliar e nortear as ações de planejamento urbano e regional e as políticas públicas.
As transformações na estrutura urbana de uma cidade assumem um comportamento sistêmico de acordo com as limitações dos espaços e das relações estabelecidas nos espaços. Essas transformações são resultado de um sistema complexo de interações entre variáveis de diversos níveis dos sistemas urbanos. Estudos dedicados ao estudo da dinâmica urbana têm observado o processo de transformação intra-urbana ao longo do tempo de forma a proporem modelos de simulação do crescimento das cidades. O estudo da construção de projeções da dinâmica urbana é importante para a criação de novas ferramentas e melhoramentos nos algoritmos atualmente utilizados. De posse de consolidadas ferramentas de simulação de dinâmicas urbanas, é possível aos gestores públicos amenizar ou até mesmo evitar o aumento nas desigualdades sociais, diferenciação, segmentação e segregação urbana.
Esse trabalho tem por principal objetivo produzir um diagnóstico e uma análise comparativa ao longo do tempo na cidade de Porto Alegre relativo às mudanças sócio-ocupacionais e socioespaciais no período 1980-2030 que permita avaliar como o espaço urbano tem respondido às transformações econômicas das últimas décadas, identificando tendências e fatores das alterações observadas. O intuito é o de avaliar os perfis e as mudanças ocorridas na hierarquia sócio-ocupacional a partir de indicadores demográficos e econômicos, situação de domicílio, trabalho e instrução. Outro objetivo deste trabalho é o de testar-se a utilização de modelos de simulação da dinâmica urbana através de algoritmos Autômatos Celulares (AC) e do Modelo de Geração do Campo de Potencial de Atratividade (POTENCIAT) para realizar a análise da projeção do crescimento urbano de Porto Alegre até 2030.
Estudos comparativos das estruturas sociais e socioespaciais focados na descrição detalhada das alterações ocorridas entre longos períodos de tempo nos permitem conhecer e compreender detalhadamente as dinâmicas e processos de organização e estruturação da sociedade e dos espaços no nível intra-urbano, de modo a identificar os fatores indutores das mudanças, suas causas e consequências, oferecendo um rico conhecimento que pode ser utilizado por gestores públicos na construção de instrumentos de gestão e criação de políticas públicas. Da mesma forma, o uso de modelos de projeção da dinâmica intra-urbana permite aos gestores antecipar ações, como, por exemplo, de reorganização de serviços sociais.
As considerações sobre a realidade socioeconômica municipal, a análise de longo prazo das estruturas sócio-ocupacionais e a identificação de perfis sociais nos espaços municipais, a partir de sua configuração intra-urbana, tornam possível o exame de alguns questionamentos importantes relacionados à organização e à dinâmica da estrutura social das capitais: Qual o comportamento das categorias sócio-ocupacionais no quadro de reestruturação econômica e de globalização? A localização dessas categorias no espaço permite a identificação de processos socioespaciais de diferenciação, de segmentação e de segregação? Esses fenômenos se alteraram ao longo do tempo? É possível identificar a formação de novas configurações?
Este estudo pretende ampliar os conhecimentos acerca dos espaços segregados do município; o caráter e a importância do modo de inserção no mundo do trabalho e seus reflexos na constituição de espaços socialmente homogêneos; o papel do mercado imobiliário na indução para constituição de novos territórios urbanos segregados e fragmentados; o papel do Estado, ou sua ausência, na constituição de periferias urbanas; os aspectos referentes à dinâmica do crescimento demográfico e territorial e a importância econômica das regiões intra-municipais.

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— Paradeda, Joana de Mattos Estudo crítico sobre a utilização do conceito de gentrificação no contexto nacional: análise de três estudos de caso

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

de Almeida, Maria Soares

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Contacto

jojoparadeda@gmail.com

— Resumen

Desde sua origem, o estudo da gentrificação tem sido objeto de debate e de discussão tanto em relação à delimitação do conceito quanto ao enfoque metodológico de análise. À medida que seu estudo é aprofundado, o conceito é aperfeiçoado, sendo identificadas múltiplas manifestações do processo derivadas das características que ele adquire em cada contexto urbano. Dessa forma, a gentrificação está profundamente enraizada na dinâmica social e econômica das cidades e, em grande parte, é determinada pelo contexto local: os bairros, os agentes e atores urbanos, as funções dominantes da cidade e a política governamental local. Nos últimos trinta anos, uma grande variedade de pesquisadores tem estudado a gentrificação em países da Europa, assim como nos Estados Unidos e no Canadá. Entretanto, na forma como o conceito tem sido utilizado, permanece como um fraco instrumento de análise para lidar com outras realidades que não as dos países mais desenvolvidos e, assim, apresenta-se como uma importante lacuna do conhecimento na realidade brasileira. Nesse contexto, este projeto de tese tem como tema de pesquisa os estudos sobre o fenômeno da gentrificação e tem por objetivo geral abordar os problemas conceituais desse processo, tanto no sentido da sua não identificação quanto no sentido da banalização do conceito, para que possa ser avaliado em âmbito nacional. Serão investigados os procedimentos metodológicos adotados nos mais importantes estudos, as principais cidades pesquisadas e a bibliografia mais significativa sobre o tema, além de estudo empírico através de três estudos de caso brasileiros, em diferentes níveis de desenvolvimento: (1) em nível de projeto; (2) em nível de implementação e (3) implementado e consolidado.

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— Wesz, Josana Gabriele Bolzan Reabilitação de áreas centrais com habitação de interesse social: processo de implementação e de geração de valor

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Miron, Luciana Inês Gomes

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Contacto

josanawesz@gmail.com

— Resumen

Diante da problemática da escassez de moradia e das condições precárias de habitabilidade nas grandes cidades brasileiras, a ocupação de edificações vagas ou subutilizadas tem sido vista como uma oportunidade para a inserção de programas de habitação de interesse social (HIS), a qual viria acompanhada de benefícios e desafios particulares. O presente projeto de pesquisa tem como objetivo principal propor um mapa de hierarquia de valor para HIS em edificações reabilitadas na região central de Porto Alegre. Esse mapa destina-se principalmente à identificação e organização dos atributos das HIS, das consequências geradas pelo seu uso e da percepção de valor do usuário em relação tanto às HIS, quanto à sua inserção no contexto mais amplo do espaço urbano. Para tanto, a pesquisa será realizada através das seguintes etapas: (a) Compreensão do contexto de estudo a partir da identificação e análise de edificações reabilitadas para HIS na região central de Porto Alegre; (b) Elaboração de constructos e critérios a serem avaliados; (c) Avaliação junto aos moradores das HIS reabilitadas na região central de Porto Alegre, (d) Acompanhamento do processo de reabilitação no “Assentamento 20 de Novembro”, em desenvolvimento na região central de Porto Alegre; (e) Proposta do mapa de hierarquia de valor percebido pelos usuários; e (f) Análise da relação entre a percepção dos usuários e os benefícios e desafios apontados em estudos anteriores sobre o tema.

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— e Lima, Leonardo Silva A expansão da forma urbana e limiares críticos de influência de atividades econômicas

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Maraschin, Clarice

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Resumen

Nos últimos anos, a ciência urbana tem trazido para os estudos da cidade uma nova maneira de se abordar fenômenos que é derivado do pensamento sistêmico. Ao que parece, a cidade não é mais entendida como um fenômeno do tipo causa e consequência como alegava a teoria moderna, nem como o resultado de um processo casualístico e totalmente aleatório como sustentava o pensamento pós-moderno, mas sim como um sistema dinâmico cujo comportamento é não linear, do qual são derivadas situações de ruptura e mudança que são impreditíveis a cada momento. Com base nessa abordagem, o trabalho apresentado alega que a expansão da forma urbana estaria associada ao surgimento de ofertas que estimulam o aparecimento de novas demandas quando limiares críticos das áreas de influência de bens e serviços são atingidos. Assim, as ofertas e as demandas se auto-organizariam espacialmente de maneira tal que sua relação de distância tenderia a respeitar um equilíbrio dinâmico vinculado a áreas de influência que; ao atingirem limiares críticos, perturbariam esse equilíbrio e levariam o sistema a um estado de mudança e ruptura no qual novas unidades de demandas são atraídas e, consequentemente, novas ofertas surgem para atender as necessidades desses novos mercados. Esse processo ocorre reiteradamente, levando a forma urbana a se expandir, já que há uma lógica de ocupação do espaço que associa os preços mais baixos do solo aos espaços mais distantes do centro. Assim, ocorre o crescimento periférico, a valorização das áreas mais centrais e a especialização dos serviços já existentes. Tendo como base esse cenário, o trabalho admite a hipótese de que a forma urbana reflete um processo que é derivado da própria cidade, isto é: as relações econômicas nela ocorridas estimulariam seu próprio crescimento, ou seja, o processo de expansão da forma urbana baseia-se nas relações comerciais que são por ela própria favorecidas. A fim de validar tal hipótese, a pesquisa propõe uma metodologia que busca correlacionar a expansão da forma urbana de cidades reais com a proposição teórica apresentada (https://www.youtube.com/watch?v=R5NDqI59fLI). Além disso, ele apresenta um modelo configuracional capaz de mensurar a influência que espaços com ofertas exercem sobre demandas, testado com um breve experimento exploratório, o qual apresenta resultados que, apesar de ainda embrionários, parecem sugerir que a proposição teórica apresentada é válida.

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— Vargas, Luís Francisco da Silva O plano geral de viação, de 1913: uma política pública de estado que orientou o desenvolvimento e a urbanização do Rio Grande do Sul.

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

de Almeida, Maria Soares

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Contacto

luischico@cpovo.net

— Resumen

Nas quatro primeiras décadas do Século XX, o Estado do Rio Grande do Sul passava por grandes obras. A abertura de estradas, ferrovias e canais fluviais, estavam aliadas a construções de portos e a colonização de terras. As obras de saneamento e expansão urbana, os projetos para novas cidades coloniais, assim como, o plano para a nova “cidade das águas” de Iraí, fizeram com que o Estado se confrontasse com uma nova realidade - a da organização urbana. Tudo isto, estava alicerçado em uma concepção desenvolvimentista, segundo a qual as redes de viação exerceriam um papel de intercâmbio comercial e social entre as regiões do Estado. Dentro deste contexto, o Governo do Estado através da Secretaria das Obras Públicas (SOP), elaborou o Plano Geral de Viação, instituído em 1913. Este Plano teve função de planejamento estratégico, orientando a administração estadual na implantação de políticas públicas. Apropriando-se de referências históricas, o objetivo geral deste trabalho é mostrar que os projetos, obras, legislações e ações desenvolvidas por este Plano foram paradigmáticos, a ponto de serem as principais responsáveis pelo surgimento e introdução do urbanismo e do planejamento urbano e regional no Estado do Rio Grande do Sul, em suas acepções modernas.

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— Heck, Marcelo Arioli Paisagens urbanas: significação e apagamento de memórias coletivas

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Marzulo, Eber Pires

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Resumen

Trata-se do estudo das transformações de paisagem nos centros urbanos de metrópoles a partir da análise de casos de alterações em orlas. Estes espaços tradicionais e de grande significado à vida urbana são consideravelmente alterados morfologicamente na busca de novos mercados imobiliários principalmente focados no fomento ao turismo, configurando um processo político no qual a cidade esta em disputa. Parte-se da admissão de que toda paisagem é cultural ao relacionar-se com seu entorno enquanto categoria descritiva socialmente construída a partir da imagem da cidade. Assim, é a imagem que orienta a compreensão de paisagem. O conceito de imagem refere-se à definição de Deleuze (1990) e é utilizado tanto como ferramenta procedimental, no sentido da materialização de um discurso baseado na paisagem e constitutiva da memória coletiva, quanto junto à experiência no sentido epistêmico da reflexão a partir da práxis, elemento necessário tanto para a constituição de espaços como de memórias. Quando se trata da paisagem a leitura aportada é a de Berque (1998), o qual traz que a paisagem é composta por marca e matriz. É marca porque expressa uma civilização e é matriz porque participa dos esquemas de percepção, concepção e ação. A instauração de discursos sobre o espaço parte de imagens que constituem e são constituídas pela memória. Trata-se aqui da memória coletiva, relacionada ao local através de fatores sócio-históricos. O problema em tela é: como a imagem orienta o reconhecimento da paisagem? E como esta questão se apresenta na construção dialética entre paisagem e memória? O objetivo geral da pesquisa é investigar as alterações de paisagem das metrópoles e sua relação com os processos de memória coletiva. A análise será realizada no sentido de averiguar se as alterações morfológicas operam no sentido do apagamento de uma memória de cidade ou do processo natural de modernização das cidades em espaços degradados. Trata-se de um processo de significação ou ressignificação, visto que a intervenção pode ocultar ou valorizar a memória coletiva do local. A imagem vai além da transmissão de uma ideia pelo campo figurativo e passa a ser entendida como discurso. Assim como a paisagem, a memória se constitui da construção do aspecto discursivo imagético, porém trata-se de uma relação dialética visto que a memória interfere na forma como se percebe a imagem, de modo que uma (re)afirma a outra. Propõe-se que seja considerada a formulação sobre imagem, memória e paisagem na fronteira frágil entre a materialidade e imaterialidade, entre o individual e o coletivo, entre o passado e o presente, entre a testemunha e a invenção, entre o mental e a ação. A coleta de dados estrutura-se na análise etnográfica das relações de vivência, disputa e inteirações que se dão nos locais em que a paisagem sofre alterações politicamente orientadas. Através do estudo de caso os dados são investigados a fim de elucidar questões maiores do que o recorte em si, de acordo com seu contexto espacial e temporal. O estudo estrutura-se metodologicamente na abordagem etnográfica que tem o plano central a aproximação da discussão teórica com o caso prático, sendo uma técnica que permite uma descrição densa, extensa do saber local.

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— Heidrich, Rosanne Lipp João Interfaces entre o planejamento urbano e o planejamento regional: identificando as diretrizes para o planejamento metropolitano

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Campos, Heleniza Ávila

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Resumen

Em função da descontinuidade, ao longo de mais de quatro décadas, no processo de planejamento e gestão das regiões metropolitanas, o governo federal promulgou, em 2015, o Estatuto da Metrópole, que entre outros objetivos, estabelece diretrizes gerais para o planejamento, a gestão e a execução das Funções Públicas de Interesse Comum – FPIC e determina a elaboração do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado - PDUI nas regiões metropolitanas. Entretanto, o Estatuto não inclui diretrizes metodológicas para a elaboração desses instrumentos de planejamento, e simultaneamente direciona para a esfera estadual a definição dos critérios técnicos para a identificação das Funções Públicas de Interesse Comum que orientarão a elaboração o PDUI. Para estabelecer o escopo do Plano de Desenvolvimento Urbano Integrado de uma região metropolitana, ou aglomerado urbano, faz-se importante conhecer a realidade de modo a identificar quais as Funções Públicas de Interesse Comum - FPIC deverão ser priorizadas e planejadas de modo integrado, por meio da governança interfederativa, com vistas ao desenvolvimento sustentável da região. A realidade e as necessidades de uma região metropolitana podem ser interpretadas por distintos enfoques de planejamento, produzidos por instâncias legítimas de governança e controle social a partir de políticas públicas específicas. Portanto, a pesquisa buscará investigar em distintos planos, derivados de políticas públicas, os quais coexistem e se sobrepõem com múltiplos enfoques sobre o território da Região Metropolitana de Porto Alegre - RMPA, as respostas para a definição de critérios a fim de apoiar a constituição das bases do PDUI da região. Embora com enfoques diversos, os planos, simultaneamente, realizam diagnósticos e estabelecem objetivos, os quais poderão ter rebatimentos, seja sobre o ordenamento territorial ou sobre o uso do solo na região metropolitana. Portanto, a metodologia se orientará pelo aprofundamento da análise bibliográfica e documental dos planos existentes ou em elaboração para a RMPA, os quais podem se dar em nível regional: Planos de Bacia Hidrográfica e Planos de Desenvolvimento Estratégico dos Conselhos Regionais de Desenvolvimento (COREDE) e, em âmbito municipal: Planos Diretores Municipais e Planos Municipais de Saneamento Básico (PMSB), bem como pela realização de entrevistas, quando houver a necessidade de complementação das informações, e em casos em que os planos ainda estejam em elaboração. Para verificar a compatibilidade entre os planos, e seus possíveis rebatimentos espaciais, serão identificados critérios de análise, que possibilitem a avaliação das interfaces, entre eles. Poderão ser elaborados mapas espacializando as diretrizes definidas pelos diferentes planos, a fim de avaliar as soluções compatíveis entre si ou as possíveis interferências quando não compatíveis. Espera-se que a análise das inter-relações desses diversos enfoques de planejamento, além de possibilitar avançar sobre o conhecimento da realidade e da gestão metropolitana, permita avaliar compatibilidades entre seus diagnósticos e objetivos, e suas possíveis articulações, o que conduzirá a identificação de diretrizes que forneçam elementos para apoiar a elaboração do PDUI na região metropolitana de Porto Alegre, e, ainda, que as análises a serem realizadas possibilitem extrair metodologias para avaliar a compatibilidade entre os diferentes instrumentos de planejamento presentes em uma mesma região.

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— Mog, William Percorrendo o urbano entre planos e cotidianos o caso de Porto Alegre/RS

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Piccinini, Lívia Teresinha Salomão

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Contacto

williammog@hotmail.com

— Resumen

O espaço urbano evidencia no dia-a-dia uma série de contradições oriundas de diferentes processos históricos de consolidação. Parte destas contradições, a relação entre o planejamento urbano e a dimensão cotidiana aparece no presente trabalho como a temática a ser problematizada. Questiona-se aqui qual é o papel da cidade planejada a partir de um plano conceitual e/ou diretor na materialização do cotidiano percorrido pelas pessoas. O objetivo, portanto, é analisar de que maneira se dá a consolidação da vida cotidiana em função da sobreposição das diretrizes da cidade planejada ao longo de um período histórico no espaço urbano. Pretende-se partir do pressuposto de que o planejamento urbano através da relação entre o plano e a paisagem urbana resultante deste influencia nas diferentes dinâmicas cotidianas atuando ora como um catalizador e ora como um obstáculo a ser vencido. Com base nestes encontros e desencontros entre planos e cotidianos, a cidade é construída pelos seus diferentes atores no espaço-tempo adquirindo sentido quando percorrida. Logo, a abordagem da questão destacada se fundamenta na noção de percurso enquanto ferramenta metodológica que possibilita a associação entre a perspectiva histórica do planejamento e a perspectiva atual do cotidiano em função de três procedimentos complementares. Primeiramente, a construção dos percursos através do espaço comtemplando suas diferentes realidades. Em seguida, a desconstrução destes percursos através de pontos focais enfatizando a relação entre planos, paisagens e cotidianos. E, por último, a reconstrução dos percursos através do reagrupamento dos pontos focais gerando uma visão serial das diferentes realidades atravessadas. Entende-se que, a partir destes procedimentos, a cidade é redescoberta e aprofundada em suas múltiplas especificidades históricas e cotidianas que ora se complementam e ora se contradizem. Como lócus destas relações, objetiva-se analisar o município de Porto Alegre/RS que completou 100 anos de planejamento urbano em 2014. Durante este último século, o município passou por cinco momentos marcantes dentro da perspectiva histórica do planejamento. Em 1914, foi criado o Plano de Melhoramentos de Moreira Maciel responsável pelo primeiro instrumento de organização espacial da cidade. Já em 1938, surge a segunda experiência na área do planejamento em função do advento do Plano Gladosch desenvolvido pelo urbanista de mesmo nome. Contudo, Porto Alegre só foi ter um Plano Diretor em 1959 quando foi aprovada a Lei 2046/59. Desde então, o município apresentou mais dois momentos importantes no seu planejamento urbano: a aprovação do 1° Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano (PDDU) em 1979 e a sanção da Lei Complementar 434 de 1999 que instituiu o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA). A partir desta história marcada por cinco propostas de ordenamento do espaço urbano, Porto Alegre vivencia hoje uma série de contradições espaciais que se manifestam no cotidiano. Logo, em associação com a análise destes cinco momentos históricos, objetiva-se desenvolver três percursos com a intenção de evidenciar as diferentes dinâmicas cotidianas resultantes da sobreposição destes momentos na paisagem urbana. Estes percursos atravessam as três zonas de Porto Alegre: o primeiro trajeto a Zona Norte, o segundo trajeto a Zona Leste e o terceiro trajeto a Zona Sul. Cada percurso revela cidades diferentes em função de relações distintas entre a história de mais de um século de planejamento urbano e o cotidiano das pessoas que se deslocam pelo espaço urbano garantido sentido e diferentes significados ao mesmo.

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— Filho, Raimundo Giorgi Projeto e potência: uma investigação sobre os processos de projeto na concepção urbanística da cidade contemporânea

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Reyes, Paulo Edison Belo

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Contacto

tgiorgi@uol.com.br

— Resumen

Em um senso geral, este projeto trata de uma investigação sobre o fazer projetual urbanístico, relativo à cidade contemporânea: sua postura frente a exigências da atendimento cada vez mais fragmentadas e complexas, sua localização nas escalas decisórias de importância da cidade e seus modos e processos frente a essas ‘condições de produção’ – a partir das quais acontece.

Ele decorre das ideias surgidas em meu trabalho de Mestrado, que especulava sobre possíveis contribuições da Arte – a de Helio Oiticica, em particular –  e suas construções de subjetividade ao urbanismo, a partir do qual postulamos a noção de uma ‘nova objetividade’ do Projeto, que o coloca como dedicado a construir o ‘sentido das respostas’, antes das respostas em si, que poderiam, então, ser dele derivadas.

Para o desenvolvimento dessas ideias neste doutorado, pensamos em um trabalho de caráter reflexivo e qualitativo, que se ocupe de construir  pontos de vista de agentes dos processos de projeto, em particular de seus projetistas-urbanistas, que serão analisados frente às noções de complexidade, de que fala Morin; de um conteúdo político da estética, de que fala Rancière e, finalmente, frente às noções de potência e impotência, – esta última como uma espécie de ‘não-ato’ eficaz – que postula Agamben.

Nossa zona problemática, portanto, é a do urbanismo contemporâneo e a atualidade de sua Cultura de Projeto e nosso objetivo amplo é construir uma reflexão que ajude a entende-la – através de sua ‘auto-noção’, de sua localização como fazer social e de um revelar dos meios de sua produção . O Projeto como ato potente de contribuição à construção de significados e usos na cidade de hoje – e de amanhã.

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— Domingos, Natércia Munari Revisando o plano diretor de Porto Alegre: instrumentos em busca de uma autenti-cidade

— Unidad académica

Faculdade de Arquitetura - UFRGS (Brasil)

— Director

Piccinini, Lívia Teresinha Salomão

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Resumen

Ao analisar a história do urbanismo podem-se constatar inúmeras tentativas de enquadrar ou traduzir as dinâmicas que se estabelecem na cidade em uma lógica “simplificadora”, que possa ser gerenciada pela representação destas relações através de padrões que reproduzam unidade e harmonia para a paisagem da cidade. No entanto, esta tentativa de simplificação, ou de enquadramento destas dinâmicas através de normas ou conceitos muitas vezes abstratos, mais deturpa do que reflete a realidade. Assim, o propósito de conduzir o crescimento das cidades através de regramentos reducionistas – em geral vinculados às teorias e ideologias relacionadas com o urbanismo modernista – acabou muitas vezes desconsiderando aspectos cruciais como a história urbana ou as relações e reflexos das estruturas físicas sobre o homem e o meio-ambiente e vice-versa.

Desta forma, a pesquisa considera a influência da doutrina modernista sobre a elaboração dos planos, em especial o atual Plano Diretor de Porto Alegre, – que levou a uma ênfase nas normas reguladoras de controle urbanístico – e a decorrente necessidade de rever estes instrumentos. Tendo como base teórico-metodológica recentes estudos, em geral associados a movimentos constituidores da crítica ao urbanismo modernista, – e que revisitam as qualidades excepcionais das cidades tradicionais e o urban design – esta pesquisa tem como objetivo apontar caminhos possíveis para redirecionar a elaboração dos planos diretores dentro de um novo paradigma. Esta nova perspectiva deve ser menos linear – contemplando a imprevisibilidade e a complexidade inata à existência da cidade – e introduzir a noção de sujeito humano, – configurando a forma urbana a partir de princípios apoiados na observação da vivência real da cidade.

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— Colombano, Natalia María Tensiones entre Cambios y Permanencias: entre las Fuerzas Transformadoras de Cambio y los Recursos Patrimoniales y de Conservación

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Diseño - UNSJ (Argentina)

— Director

Moisset, Inés

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Resumen

Tema de tesis:

Esta tesis se fundamenta por su utilidad, que permite trazar un camino crítico, mediante el cual se pone en discusión la impronta de los cambios y permanencias en los paisajes con recursos patrimoniales.

Se pretende desde este camino aportar a la fundamentación necesaria para contar con instrumentos de valoración del paisaje y de sus recursos como material de trabajo en los procesos de planeamiento.

Observar y valorar estos paisajes, estudiando principalmente las fuerzas de cambios y de permanencias en los paisajes con recursos patrimoniales, permite ampliar el foco en el aspecto patrimonial en relación a sus transformaciones territoriales para que las operaciones contemporáneas, no dejen en pie solo edificios carentes de significados, y paisajes fragmentados. No es un trabajo orientado a la preservación patrimonial ni al diseño del paisaje, sino que pretende proveer instrumentos de valoración para poder operar de manera integral.

Resumen:

El área de tesis se enmarca en la “valoración paisajística” con la mirada focalizada hacia la transformación de los paisajes con recursos patrimoniales, e integrando temáticas cómo desarrollo, patrimonio, identidad, identificaciones y apropiaciones sociales en las nuevas intervenciones realizadas en los paisajes.

El estudio de las transformaciones de paisajes con recursos patrimoniales permitirá definir ciertas características acerca de cómo debe ser el desarrollo de estas áreas y también permitirá indicar cómo la lectura de los cambios y permanencias del paisaje posibilita comprender e interpretar las valoraciones que el hombre hace de su territorio.

A partir de observar casos en la Provincia de Córdoba que están sufriendo drásticos cambios nos preguntamos sobre la relación de los recursos patrimoniales y las transformaciones que producen las declaratorias de interés o protección y cómo podemos enfocar armónicamente el proceso que se desencadena.

Esta investigación realiza una reflexión sobre los modos de valoración de paisajes con recursos patrimoniales donde se interrelacionan la investigación teórica con la investigación empírica, que trabaja a partir de datos de la realidad. Para contrastar la indagación teórica se trabaja con 3 casos de estudio (Candonga, Ischilín y Santa Ana) que responden a 3 tipos de valoraciones[1]: el valor inmobiliario, el valor escenográfico y el valor de interacción[2]. Estos ejemplos de situaciones actuales serán comparados con otros similares (La Dársena del Po, Ferrara, Italia; el Pelourinho, San Salvador de Bahía, Brasil y el mall de Castro, Chiloé, Chile) para poder así precisar resultados y elaborar una reflexión al respecto.

Los paisajes con recursos patrimoniales se debaten constantemente ante situaciones conflictivas de pulsiones, tensiones y desgastes, entre “lo que se debe y lo que se puede conservar” entre “lo real y lo imaginario”, entre lo “históricamente asumido y reconocido” y lo “decidido y elegido”. De estas situaciones se deriva la necesidad de reflexionar sobre las valoraciones que se realizan en los paisajes con recursos patrimoniales, cuando se plantean nuevas intervenciones, con el objeto de  respondernos acerca de cómo el hombre a partir de las transformaciones del medio, contribuye a conservar, deteriorar o construir, en mayor o menor medida su herencia colectiva cultural.

Desde la observación, percepción y análisis de casos de la realidad inmediata se buscan explicaciones respecto a cuáles son las fuerzas que movilizan cambios y cuáles colaboran con las permanencias y cómo podemos operar con ellas.

En los últimos años en la Provincia de Córdoba, Argentina, los paisajes con recursos patrimoniales declarados de interés por distintos organismos están sufriendo polémicas intervenciones. Se exponen las transformaciones referidas a Candonga, Ischilín y Santa Ana, paisajes que han sido cualificados por la presencia de capillas construidas en los siglos XVII y XVIII.

[1]Estas valoraciones son introducidas  desde la idea de tipificación en el capítulo 2

[2] Ver en EL FENÓMENO RECURRENTE DEL PAISAJE: Casos locales/ Casos comparativos.

— Merlo, Alberto Del Discurso a la Práctica Arquitectónica. Los Conjuntos Habitacionales de los Siglos XX y XXI en Argentina

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Urbanismo y Diseño - UNSJ (Argentina)

— Director

Taber, Norma Elena

— Codirector

Aboy, Rosa

— Año de admisión

2017

— Contacto

arqmerlo@hotmail.com

— Resumen

Resumen:

El proyecto de investigación está dirigido a la formulación de un modelo de interpretación teórico sobre las características tipológicas de los espacios urbano-residenciales de los complejos habitacionales construidos por el Estado; el cual posibilite entrever cómo los modelos hegemónicos generan un correlato en la configuración espacial.

Es decir, las relaciones y características que se generan entre los distintos conceptos ideológicos y su reciprocidad en las tipologías urbano-residenciales en cada uno de los periodos seleccionados para el estudio y como se manifiesta el concepto de Stimmung definido como; lo que posibilita la creación de una atmósfera psíquica adecuada para habitar, en la que cada persona puede encontrar un ambiente favorable para vivir, reposar y sentirse identificado.

Para el análisis historiográfico de las tipologías se consideran como los períodos más representativos a abordar desde la creación de la Ley Nacional Nº 9677 de Casa Baratas promulgada en el año 1915 hasta la actualidad en Argentina.

A-priori, los periodos de estudio se dividen en cinco recortes temporales:

  1. Las primeras viviendas obreras; periodo en el que el país se encontraba gobernado por gobiernos conservadores que aplicaron un modelo liberal y agro-exportador. La búsqueda de representarse como un país pujante y moderno significó para la arquitectura la utilización del eclecticismo como lenguaje, -si bien se utilizaron varios estilos en la obra pública- la arquitectura neoclásica tuvo un lugar preponderante en su tentativa de mostrar la modernidad de acuerdo a los cánones “europeos”. Aunque no se construyeron muchos complejos habitacionales, los que se aprecia es una coherencia entre el modelo político/ideológico y la arquitectura como expresión espacial de esa modernidad.
  2. El periodo de posguerra implicó la implementación del Estado de Bienestar con base en políticas keynesianas fomentando la obra pública y donde los conjuntos habitacionales formaron parte de un modelo de desarrollo nacional y federal. La utilización formal del “chalet californiano” y el pintoresquismo a nivel urbano-residencial represento un modelo de integración, ascenso social y apropiación del espacio por parte de la ciudadanía, subsistiendo hasta nuestros días en la memoria colectiva de la sociedad, por lo que se terminó de afianzar las políticas de vivienda como institución.
  3. A partir de mediados de los años 1960 hasta 1980 se produjeron los grandes complejos de vivienda, donde se observa una gran densificación de uso del suelo. La intervención de organismos internacionales como el BID en la financiación de los mismos y el alineamiento del país con la Alianza para el Progreso implementada en gran parte de Latinoamérica. Esto significó la introducción de un nuevo paradigma espacial, en la arquitectura y en la configuración de los espacios públicos. Como ejemplo de estos proyectos podríamos tomar los complejos “Luis Piedra Buena, villa Soldati, etcétera. Al mismo tiempo durante este periodo aparecen diferentes teorías por parte de arquitectos y sociólogos latinoamericanos que tratan de explicar las características urbanas en nuestros territorios y por qué difieren espacialmente a la de los países centrales.
  1. La década de 1990 con el neoliberalismo, implicó un periodo en el cual el Estado Nacional le transfiere a las provincias los fondos para la construcción de viviendas, sí bien se continúan los distintos programas ya existentes en periodos anteriores, se acentúan los conceptos de minimización de costos de la vivienda, los espacios mínimos, aspectos que repercuten directamente en la calidad de los espacios públicos y en la calidad del hábitat.
  2. El periodo que corresponde a los años 2003 hasta la implementación del PRO.CRE.AR. Lo interesante de esta etapa es la vuelta a un cierto “keynesianismo” en la obra pública, la implementación del PRO.CRE.AR fue un intento de mejorar la calidad espacial de los complejos habitacionales después de décadas de deterioro, aunque aún queda por ver los resultados en cuanto al impacto social que han tenido.

En este sentido la división en cinco periodos temporales es tomada con el convencimiento de que en cada periodo se expresa la existencia de un paradigma hegemónico y representativo -más allá de la coexistencia con otras concepciones políticas y disciplinares-.

Lo que hace al modelo hegemónico interesante para el análisis es su convalidación y representación social, es decir, cómo se expresan sus conceptos y teorías espacialmente al interior de los complejos habitacionales.

Sí tenemos en cuenta el crecimiento demográfico de nuestras ciudades, se hace imperioso interpretar teóricamente y metodológicamente desde lo disciplinar como los modelos implementados desde el Estado se expresan espacialmente en la intervención del territorio. En nuestro caso, ese pequeño fragmento de territorio que representan los complejos habitacionales construidos por el Estado.

Con el fin de acercarnos de forma cautelosa a una definición de territorio, lo consideramos como “un producto espacial de una determinada relación social (Robert Sack, 1986). Esto nos permite, en una primera instancia que se asuma para el análisis de los conjuntos habitacionales cuatro categorías, por las cuales el espacio puede ser examinado: la forma, la función, la estructura y el proceso (Milton Santos, 1985) [1].

Así podremos observar una acentuada problemática, una falta de equidad espacial, un menoscabo en la planificación del territorio, una inclusión-exclusión por parte de diferentes sectores de la sociedad, una constante marginación hacia los centros urbanos, etcétera, aspectos que se han visto acentuados con el capitalismo como modelo de producción y acumulación.

La reciprocidad que se genera al interior de la institución[2] implica una relación no estática generando constantes procesos sociales, y una retroalimentación entre los actores que la componen, aunque no siempre con implicancias equitativas entre los miembros. Los cuales son: el Estado a través de sus políticas gubernamentales; el arquitecto/urbanista con una visión disciplinar sobre la problemática a resolver; y al usuario como receptor y hacedor con sus propias expectativas e imaginarios sociales, las cuales son permanentemente elaboradas y re-elaborados en el tiempo, generando un proceso continuo de ida y vuelta entre el imaginario social al interior de los complejos y la objetivación social dado por los sectores sociales exógenos a los complejos habitacionales.

En este sentido la importancia de lo Ideológico como variable –entendida como una forma de percibir e interiorizar una visión del mundo- y que impregna las decisiones al momento de la aplicación de las políticas públicas, las respuestas proyectuales y las expectativas e imaginario social de los usuarios, aspectos no estáticos y que han generado un amplio repertorio formal desde los primeros complejos de viviendas obreras hasta la actualidad.

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[1]  “La forma es el aspecto visible de un objeto o de un conjunto de objetos, en este caso, formando un patrón espacial. Así, una ciudad, un área rural y una casa son ejemplos de formas espaciales. La función es una tarea o actividad desempeñada por una forma (objeto). Los aspectos sociales y económicos de una sociedad, en un momento dado, producen la estructura, o sea, la naturaleza histórica del espacio en que las formas y las funciones son creadas. Y, finalmente, el proceso es una acción frecuentemente continua que posee un resultado cualquiera (cambio).”

[2] Entendida desde el punto de vista epistémico, como todo acto que se repite con frecuencia y crea una pauta que luego puede reproducirse con economía de esfuerzo y que ipso-facto es aprehendida como pauta por el que la ejecuta” (P. Berger y T. Luckmann, 1979).

— Murphy, Patricio Estructuras reciprocas. Pequeñas piezas, grandes estructuras

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA (Argentina)

— Director

Arq. Jorge Mele

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Contacto

arq.pmurphy@gmail.com

— Resumen

“La renovación de la arquitectura solo podrá tener un lugar a partir de la estructura y no en base a motivos aportados arbitrariamente.”

Mies Van der Rohe

 

La arquitectura funda su metodología en dos grandes pilares, la estructura y el material. Los sistemas estructurales son fundamentales en la determinación de la forma arquitectónica, dado que son el camino para que las cargas lleguen al suelo. Dentro de los sistemas estructurales existen diferentes tipologías y composiciones. Entre estas se encuentran las estructuras recíprocas.

“La expresión Estructuras Recíprocas surge de la definición de marcos recíprocos dada por los investigadores John Chilton, Olga Popovic Larsen y M. Burry, quienes los definen como ‘una retícula tridimensional basada en el mutuo soporte de vigas, conformando un circuito cerrado (Popovic, 1997) y cuyos componentes cumplen con igual trabajo estructural dentro del sistema[1]”.

Estos sistemas, que a primera vista aparecen como estructuras complejas, en realidad se constituyen en base a módulos simples combinados entre sí. Y si bien han generado un gran interés en diferentes universidades internacionales, su estudio en instituciones argentinas ha sido hasta el momento escaso.

Este tipo de estructura permite la construcción de grandes luces con elementos de poca longitud, haciendo de esta herramienta un gran potencial para la construcción prefabricada. De allí que tales estructuras se presenten en comunidades aborígenes, aldeas africanas y hasta edificios antiguos japoneses, todos casos en los que se respondía a los recursos naturales disponibles en las cercanías.

Junto a un estudio de casos, se realizarán diseños de diferentes módulos base, a fin de analizar su comportamiento en respuesta a las acciones de las cargas. Se constituirá asimismo un desglose de patrones, estudiando en detalle los módulos que los componen.

Una vez comprendido el funcionamiento de estas estructuras, se propondrá un prototipo de pieza prefabricada, la cual será patentada y utilizada para construcciones de bajo costo, en zonas donde la auto-construcción tenga un carácter distintivo, y con vistas a utilizar al máximo el potencial que tiene este sistema constructivo

[1]ARIZA RUIZ, Jorge Orlando (2009), Estructuras reciprocas: bases para su aplicación arquitectónica, Universidad Nacional de Colombia sede Bogota.

— Girelli, Francisco Estrategias para la puesta en valor y exhibición de estructuras arqueológico-arquitectónico urbanas

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA (Argentina)

— Director

Daniel Schávelzon

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Resumen

La ciudad de Buenos Aires en sus últimos treinta años ha comenzado a ser sometida a trabajos de excavación arqueológica exponiendo los restos materiales de su pasado, desde objetos de la vida cotidiana hasta estructuras arquitectónicas de edificios demolidos. Una ciudad que prácticamente no conservó ningún edificio anterior al siglo XIX, encontró en la arqueología un recurso clave para conocer y estudiar su pasado. Los hallazgos arqueológicos empezaron a mostrar una ciudad muy distinta a la documentada hasta ese entonces, de ahí que una de las primeras líneas estratégicas haya sido incluir espacios de exposición permanente dentro de los mismos edificios o conjuntos excavados para comunicar los hallazgos en su contexto. Sin embargo, había una gran resistencia de conservar las estructuras arquitectónicas halladas (muros, cimientos, pozos, cisternas, etc.) que una vez excavadas y relevados eran tapadas nuevamente.

A partir de la sanción en 2003 de la Ley 24.743 de “Protección del patrimonio arqueológico y paleontológico” que reabrió el debate sobre el tema y fue clave para crear conciencia sobre la necesidad de realizar estudios de impacto y prospección arqueológica, se multiplicaron los casos. A la fecha se cuenta en la ciudad con unos treinta sitios excavados que han incluido sectores para exhibir estructuras arqueológico-arquitectónicas. Sin embargo, la falta de un modelo práctico de intervención ha generado diversos problemas en todos esos casos, ya sea por fallas en la implementación técnica (accesibilidad, movimiento de aire, filtraciones, humedad ascendente, resistencia de vidrios, etc.) o porque se expone y patrimonializa los hallazgos sin una interpretación de por qué se lo está conservando/comunicando. Todo lo cual a ha atentado contra su preservación.

Se analizan casos en la ciudad de Buenos Aires y otras experiencias en el interior y exterior del país, entendiendo condicionantes y soluciones de bajo costo. Como producto de la investigación se propone elaborar un compendio de recomendaciones y aplicaciones técnicas para exponer estructuras arqueológico-arquitectónico urbanas dentro de la arquitectura moderna y los espacios públicos (plazas, calles o parques).

— Monza Cachán, Luciano Javier Edificios para la salud de uso ambulatorio en Argentina. Historia y perspectivas.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA (Argentina)

— Director

Dr. Arq. Eduardo Flavio Maestripieri

— Codirector

Dr. Mario Roberto Rovere

— Año de admisión

2017

— Contacto

ljmonza@gmail.com

— Resumen

Los hospitales nacieron como instituciones donde cuidaban y acogían a viudas, huérfanos, peregrinos, pobres y desahuciados a esperar la muerte. De allí el origen del nombre: de hospitalidad. Los ricos y los poderosos morían, y eventualmente eran atendidos, en sus casas.

Durante mucho tiempo los hospitales no tenían mucho más que camas de internación al no existir prácticamente los tratamientos médicos. El hospital era un edificio pasivo. Recién hacia el siglo XVIII comienza a organizarse como una institución terapéutica. Durante el siglo XIX, y sobretodo en la primera mitad del siglo XX, se inicia el desarrollo de las tecnologías de diagnóstico y tratamiento que se incorporan a los servicios hospitalarios. Esto implicó que dejara de ser un edificio “pasivo” y comenzara a ser un edificio “activo” donde se busca el tratamiento y la cura de los internados.

Los avances tecnológicos permitieron desarrollar cada vez mayor cantidad y variedad de servicios de diagnóstico y tratamiento, pero el hospital siempre mantuvo un elemento característico por definición: la internación. La consulta externa como tal recién se incorpora a partir de la segunda mitad del siglo XIX.

A nivel mundial, el hospital fue durante siglos la tipología dominante, y prácticamente única, del edificio de atención de la salud. En Argentina, el momento de mayor desarrollo y consolidación de la infraestructura hospitalaria fue entre fines del siglo XIX y mediados del siglo XX, coincidiendo con el desarrollo y la consolidación hegemónica del paradigma biomédico occidental. A partir de ello el crecimiento del sistema de salud se basó en los establecimientos hospitalarios haciendo del hospital sinónimo en el imaginario cultural, por antonomasia, del edificio sanitario.

En forma incipiente a partir de la segunda mitad del siglo XX, acelerándose hacia el final del siglo y los primeros lustros de este, una serie de transformaciones llevaron a la aparición de nuevas tipologías, con cada vez más presencia en el sistema de salud y en nuestras ciudades. Esto ha implicado que el hospital ya no sea el único o cuasi único efector de salud.

Para una primera aproximación se pueden agrupar estas transformaciones en tres grandes categorías:

  1. Cambios en el paradigma de salud/enfermedad/atención que privilegian el cuidado de la salud por sobre el tratamiento y la atención de la enfermedad. Estos cambios han sido impulsado por dos procesos simultáneos:

1.1. Ciertas experiencias en los países desarrollados en las décadas del 60 y 70, pero especialmente a partir de la conferencia de Alma Ata que le dio forma a la Estrategia de Atención Primaria de la Salud. Con esta nueva orientación, los sistemas sanitarios han ido volcando políticas y recursos a los niveles de menor complejidad y más cercanos a la población. Entendiendo que los mismos trabajan sobre el mantenimiento de la salud antes que sobre el tratamiento de la enfermedad, resultando por lo tanto más eficientes, e intentando extender el acceso de los beneficios científicos a toda la población.

1.2. En función de contener los costos y la demanda crecientes de los sistemas de salud se comenzó a evaluar como económicamente más conveniente mantener la salud a tratar la enfermedad, al igual que tratar una patología reciente a una avanzada requiere de menos recursos.

  1. Desarrollos tecnológicos que han modificado las modalidades de atención:

2.1. Farmacología: ha permitido el tratamiento en forma ambulatoria de enfermedades que antes requerían internaciones (muchas veces prolongadas), y la disminución de la duración e incluso la desaparición de gran cantidad de patologías.

2.2. Equipamiento médico: se ha desarrollado gran cantidad de nuevos dispositivos de diagnóstico y de tratamiento que han admitido métodos de mayor precisión e información, menos invasivos, de menor duración y, de uso ambulatorio.

2.3. Tecnologías de la Información y la Comunicación (TICs): han permitido la comunicación a distancia y la información en tiempo real, facilitando los diagnósticos y tratamientos.

  1. Cambios en los perfiles epidemiológicos de la población. Hacia principios del siglo XX en los países desarrollados y hacia fines del mismo siglo en los países subdesarrollados, estando Argentina en una instancia intermedia, todas las poblaciones han realizado una transición epidemiológica en dirección a la disminución o desaparición de las enfermedades infectocontagiosas y su reemplazo por enfermedades degenerativas. También se han incorporado nuevas patologías producto de las condiciones sociales y ambientales. El aumento de la expectativa de vida durante el siglo XX, y los cambios en las condiciones de vida y de alimentación están estrechamente relacionados con la transición epidemiológica, siendo motor y consecuencia a la vez. El control de la mortalidad de muchas enfermedades ha aumentado la cantidad de personas que conviven con algún tipo de discapacidad crónica que requiere de largos tratamientos, pero generalmente sin internación.

A partir de estas transformaciones han surgido, por un lado, nuevos tipos de edificios para enfermedades específicas cuya característica principal es convertirse en el hábitat temporal o permanente de poblaciones con enfermedades crónicas. Si bien la internación de estos edificios suele tener características que difieren de la hospitalaria, siguen siendo en gran medida hospitales y puede establecerse una continuidad con los antiguos hospitales de crónicos como los de salud mental, leprosarios, etc.

En cambio dentro de las nuevas tipologías, la gran transformación está siendo la de los edificios para pacientes ambulatorios. Su característica principal es la inexistencia de internación como la conocemos en los hospitales aunque es posible que tengan las llamadas de corta estada (por unas horas). Pueden ser de baja o mediana complejidad, de consulta, diagnóstico o tratamiento, o tener más de una de estas particularidades simultáneamente. Son de escala pequeña o mediana, están insertos en el hábitat de la población y deben tener capacidad de resolución.

Debido a la importante presencia de estos edificios en el sistema de salud argentino, que muy probablemente tenderá a ir en aumento en cantidad y variedad, es que en este anteproyecto de tesis se propone investigar la historia, reflexionar sobre sus características presentes y explorar las alternativas futuras de los edificios para pacientes ambulatorios.

— Guevara Paukolas, Adriana Fernanda El proyecto como hiperdiscurso. CABA siglo XXI, la ciudad como escenario y escenografía.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA (Argentina)

— Director

Rodrigo Martín Iglesias

— Codirector

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— Año de admisión

2017

— Resumen

Resumen

La tesis se plantea en dos planos. Por un lado, el analizar al Pensamiento Proyectual como matriz de diseño de políticas públicas. Por otro lado, el investigar cómo los objetos tecnoestéticos producidos por el proyecto devienen en dispositivos capaces de moldear actitudes y modos de habitar de los vecinos de CABA. Ambos temas, relacionados entre sí, no han sido desarrollados en investigaciones anteriores.

Entender el grado de politicidad de los objetos tecnoestéticos, dispositivos arquitectónicos o urbanos ubicados en el espacio común, deviene en un emergente de la investigación, ya que en la contemporaneidad nos encontramos en un sistema de relaciones evolutivas en donde se está produciendo un pasaje del rol del sujeto hacia el de una construcción de realidad subjetivante, en donde el concepto de realidad se ha ampliado hacia lo virtual. En ese contexto, el entender la capacidad que tienen estos objetos para producir cambios en los individuos, para transmitir normas a través de dicha IN-Formación, nos ayuda a develar procesos que permanecían ocultos o acallados.

Postulo que en el concepto de Transindividuación podemos encontrar una posible una lectura que nos permita comprender los procesos de dominación contemporáneos. En especial, a través de comprender los procesos de in-formación que recibe la ciudad global bajo gobiernos neoliberales, y de cómo estos podrían resultar en esquemas de dominación sutiles.

Ideología y creencias epistemológicas en la enseñanza del proyecto de arquitectura

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UBA (Argentina)

— Director

Damián Sanmiguel

— Codirector

Alma Delgado

— Año de admisión

2017

— Resumen

Resumen: los estudios acerca de cómo se piensa la enseñanza del proyecto de arquitectura pueden agruparse en dos vertientes: aquellos que se centran en el pensamiento disciplinar (teorías de la arquitectura y del diseño) y, por otra parte, aquellos que se interesan en el pensamiento pedagógico (teorías del aprendizaje). Existe evidencia de que estos tipos de pensamiento median entre las prácticas efectivas del aula y supuestos filosóficos –ontológicos, epistemológicos, éticos o metodológicos– subyacentes en tales pensamientos. Al situarse del lado de las ideas del docente, esta investigación se inscribe en la línea de investigación educativa denominada paradigma del pensamiento del profesor, donde el constructo creencias docentes ha sido ampliamente estudiado, aunque apenas se encuentran estudios en el ámbito del diseño y de la arquitectura. De entre la multiplicidad de tipos de creencias que un educador tiene, se abordan las creencias epistémicas, es decir, aquellas referidas a la naturaleza del conocimiento y del conocer, bajo la premisa suplementaria de que estas eventualmente sostendrían una condición ideológica.

No obstante, las investigaciones acerca de la enseñanza del proyecto de arquitectura –o del diseño en general– que incluyen el estudio de la ideología (o de algún constructo semejante: visión de mundo, paradigma, hegemonía, matriz mental, esquema cultural, etc.) apenas existen. Entre ellas se cuentan rasgos comunes tales como: tratamiento marginal, inespecífico o totalizador de la ideología, y falta de mención o poca profundización en la problemática del rol de la enseñanza del proyecto de arquitectura en el entramado superestructural neoliberal.

El objetivo general de esta propuesta es entonces doble: por una parte, conocer qué carácter lógico (predicado, relación o inclusión) o instrumental (analítico, estructural o global) existe entre las creencias epistémicas profesadas por los educadores del proyecto de arquitectura y los supuestos epistemológicos imputables al neoliberalismo, y, por otra parte, determinar la potencialidad ideológica de las creencias epistémicas de los docentes bajo la consideración de que es ideológica toda figura simbólica que establece o sostiene relaciones de poder sistemáticamente asimétricas.

Contrario a la justificación típica para este tipo de estudios, que buscan conocer las creencias epistémicas de los docentes para propugnar su modificación en caso de que no se correspondan con los marcos epistemológicos considerados sofisticados (presunción por defecto subsumida en los marcos teóricos usuales), la importancia de esta propuesta reside justamente en su carácter crítico que, entre otras cosas, respeta las creencias de los educadores y simplemente aspira a que el docente reflexione sobre sus propias creencias con racionalidad. La decisión de modificar o no sus prácticas a partir de tal reflexión solo le corresponde a él en su individualidad emancipada, o sea, cuando la conciencia es conciencia de los condicionantes, sin que medien posiciones supuestamente neutrales, más todavía cuando muchas veces resultan ser imperativos de mercado de los cuales no somos plenamente conscientes.

— Baldoira, Carlos El pensamiento urbanístico del arquitecto Mauricio Cravotto

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Planeamiento y Diseño - UNR (Argentina)

— Director

Dr. Adrián Gorelik

— Codirector

Dra. Arq. Ana María Rigotti

— Año de admisión

2016

— Berrini, María Carla Motivos de lo popular en la arquitectura argentina contemporánea. Inflexiones de la forma en la obra de Gerardo Caballero (1982-2012)

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Planeamiento y Diseño - UNR (Argentina)

— Director

Dra. Arq. Ana María Rigotti

— Codirector

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— Año de admisión

2016

— Paterlini, Leonardo Investigación de materiales, propuesta y validación de elementos y sistemas tecnológicos acústicos sustentables para el mejoramiento acústico de espacios educativos

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Planeamiento y Diseño - UNR (Argentina)

— Director

Beatriz Garzón

— Codirector

Ernesto Accolti

— Año de admisión

2016

— Montoya Flores, Olga Lucía La arquitectura del aula para el trópico. Principios de diseño pasivo para edificaciones eficientes

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Gustavo Alberto San Juan

— Codirector

Carlos Herrera

— Año de admisión

2016

— Resumen

En la actualidad en la ciudad de Cali, los establecimientos educativos, tanto públicos como privados, presentan algún grado de deficiencia en las condiciones de confort y habitabilidad, desde hacinamiento, deficiencia en los servicios, fallas en el sistema estructural, hasta niveles inadecuados de confort.Así mismo, es posible observar situaciones en donde se desaprovechan los recursos energéticos, bien sea por bajos niveles en el ahorro o por la poca implementación de estrategias que permitan generar ahorros en los recursos de agua y luz.

Los estudios sobre las condiciones de confort y comodidad generalmente se realizan de manera pre-vista y pocas veces se realizan pos-ocupación, asumiendo al habitante como un actor secundario, a la vez que una carga térmica, que juega un rol pasivo frente a las condiciones de confort generadas. Estos conceptos más cercanos a una vertiente tradicional del confort,  guardan relación con la postura de algunos arquitectos que delegan las soluciones en relación con el confort, a los ingenieros que desarrollan medios mecánicos para complementar la arquitectura.

Es en este escenario problemático en donde se hace pertinente indagar no solo al edificio bioclimático, sino también al proceso de diseño que deriva en las condiciones reales, vividas por los habitantes, posibles de ser estudiadas pos-ocupación con un potencial valioso para la enseñanza  y el aprendizaje.

Como objetivo general se propone establecer las condiciones de confort integral –higrotérmico, lumínico y acústico- presentes en las aulas de edificios representativos en Cali, para ser contrastadas  con el proceso de diseño bioclimático y con las estrategias de diseño más efectivas, frente al confort y al ahorro energético del edificio; para finalmente ser trasladarlas tanto en la enseñanza como en la proyectación de edificios educativos.

La investigación  propuesta es de naturaleza  exploratoria, basada en el estudio de caso para  el análisis a profundidad de las categorías propuestas. Para este análisis se propone el trabajo de observación del comportamiento de los habitantes, entrevistas a profundidad, semi-estructuradas y grupos focales con los actores claves, los cuales se complementan con el registro de datos (mediciones) en terreno tanto de las condiciones ambientales del entorno físico y de confort en los espacios, de manera paralela, se realizará el análisis planimétrico  y fotográfico,  y la simulación de las condiciones de confort a través del uso de herramientas computacionales.

Por lo general los estudios relacionados con el confort se presentan de manera de informes técnicos estadísticos, dificultando la aplicación a personas no técnicas o expertas en el tema, por esto la presentación de los resultados de la presente investigación, a manera de recomendaciones para el diseño, tiene la pretensión de ser un material de fácil comprensión, lectura y aplicación para arquitectos no expertos en los temas ambientales y que por primera vez se aproximan al tema del clima y la arquitectura.

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— Rizzo La Malfa, Ana María Estrategias sustentables para controlar la contaminación acústica en espacios urbanos y residencias. Tecnologías de naturación urbana. El caso de la Ciudad de La Plata.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Gustavo Basso

— Codirector

Patrizio Fausti

— Año de admisión

2016

— Resumen

En el último siglo, el crecimiento acelerado de las ciudades  ha generado un conjunto de problemáticas ambientales entre las que se encuentra el aumento de la contaminación acústica. Dicha situación a futuro, presentará un escenario más complejo, ya que la ONU estima para el año 2050 un crecimiento poblacional en las áreas urbanas cercano al 70%.

El aumento de los niveles de ruido exterior afecta de modo creciente la calidad de vida dentro de las viviendas  así como la salud psicofísica de sus habitantes, razón por la cual resulta de gran importancia el tratamiento de la cuestión.

En el contexto planteado, uno de los puntos más sensible y críticosfrente a la contaminación acústica,está representado por la envolvente del edificio ya que esa vía se introduce el ruido proveniente del exterior.

En el contexto planteado, el trabajo de tesis  propone un estudio más profundo sobre la envolvente arquitectónica y plantea como hipótesis inicial la disminución de la contaminación acústica en zonas críticas mediante la integración del diseño arquitectónico y las tecnologías de naturación urbana.

El objetivo principal de la investigación es el de diseñar e implementar estrategias que permitan la reducción del ruido percibido dentro de las viviendas. Las propuestas resolutivas buscan ofrecer una nueva organización de los espacios interiores de las viviendas en relación a la calle, así como la incorporación de envolventes basadas en tecnologías sustentables mediante los muros y techos verdes.

La propuesta metodológica para alcanzar el objetivo indicado anteriormente, se basa en incluir la visión holístico-sistémica de las problemáticas ambientales  postulando un nuevo enfoque en el diseño del hábitat a partir de considerar al ruido como una condición inherente a la ubicación del terreno que busque la armonización entre ambiente natural y construido.

En el transcurso de la investigación se propone reflexionar y responder algunos interrogantes que presenta la problemática planteada, tales como:

¿Qué importancia tiene la morfología urbana en el ruido percibido dentro de las viviendas?

¿Qué rol cumple el diseño y la elección de la tecnología constructiva en el ruido percibido?

¿Existen en la actualidad pautas de diseño diferenciadas para zonas con altos niveles de ruido?

¿Qué importancia tiene el diseño de la envolvente?

¿Qué elementos constitutivos de la fachada resultan críticos frente a la contaminación acústica?

¿Cuánto disminuye el ruido incorporando las tecnologías de naturación?

¿Cómo se puede implementar la tecnología de “naturación” urbana en los edificios construidos y cuáles son los límites y alcances?

El testeo de la propuesta se realizará mediante la medición in situ en alguna de las viviendas representativas dentro de las zonas con mayores niveles de contaminación acústica de la Ciudad de La Plata

La postulación de las propuestas resolutivas, buscarán rescatar los principios higienistas que le dieron origen a su trazado a través del tratamiento de la envolvente con  la naturación urbana.

El trabajo de investigación se inserta dentro de las líneas de investigación referida al “Hábitat, energía y medio ambiente” del Instituto de Estudio del Hábitat IDEHAB de la Facultad de Arquitectura y Urbanismo (UNLP).

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— Toscano, Susana Orden en la Configuración espacial de la arquitectura compleja. Interrelaciones entre variables constitutivas del hecho arquitectónico.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura y Urbanismo - UNLP (Argentina)

— Director

Fernando Gandolfi

— Codirector

Javier Fernández Castro

— Año de admisión

2016

— Resumen

Interacciones entre variables constitutivas del hecho arquitectónico, en el contexto de la arquitectura generada desde el paradigma de la complejidad.

¿Existe algún elemento abarcativo e identificatorio de la producción arquitectónica actual?

Ante la diversidad en la producción arquitectónica actual, esta tesis intenta hallar un elemento abarcativo e identificatorio de tal multiplicidad productiva.

Analizar una producción del paradigma de la complejidad implica volcar la mirada en las interrelaciones de variables constitutivas del hecho analizado, por lo que en base a ello se ha establecido el objeto de estudio.

OBJETO DE ESTUDIO

Interacciones entre variables constitutivas del hecho arquitectónico, en el contexto de la arquitectura generada desde el paradigma de la complejidad.

El plantear el hecho arquitectónico actual como una construcción epocal del paradigma de la complejidad, tal como se formula en la hipótesis, supone entenderlo como un sistema complejo, por lo cual se han considerado las obras desarrolladas a partir del año 2000 y las antecesoras aparecidas en las dos últimas décadas del siglo XX que dejaron su impronta en la arquitectura compleja.

HIPOTESIS PRINCIPAL

En la Arquitectura generada desde la Complejidad, existe un orden establecido por una estructura geométrico – matemática, subyacente al hecho arquitectónico.

Esta estructura está constituida por  una red de interrelaciones entre variables intrínsecas al proyecto y de construcción epocal.

La configuración de esta estructura geométrico-matematica , solo fue posiblitada por la utilización de las herramientas surgidas en el actual paradigma, la informática

Es imposible desarrollar esta hipótesis en el ámbito de una tesis doctoral, por la amplitud temática que ello implica, por lo que la hipótesis a demostrar es:

HIPÓTESIS A DEMOSTRAR

Existe un orden establecido por una estructura geométrico – matemática subyacente a la terna:

Configuración espacial / Geometría / Estructura Resistente,

posiblitada por la utilización de las herramientas surgidas en el actual paradigma, la informática

La selección de las variables integrantes de la terna obedece a las siguientes razones:

  • La significatividad de la espacialidad como expresión de un paradigma determinado
  • Las geometrías, euclidiana y no euclidianas, por haber constituido, históricamente, una variable indispensable para la configuración espacial respondiendo a la cosmovisión de cada sociedad
  • La incidencia de las lógicas newtonianas y no-newtonianas en la determinación estructural; el papel que ésta juega en la determinación espacial y la incidencia de la geometría en su materialización

Demostrar esta hipótesis, implica demostrar dos hipótesis complementarias que he denominado, Hipótesis Auxiliar 1 (H.A.1) e Hipótesis Auxiliar 2 (H.A.2):

H.A.1 las variables geométrico – matemáticas, intrínsecas al proyecto, no actúan aisladamente de las variables constitutivas de construcción epocal del espacio

H.A.2. Las estrategias de abordaje del proceso de diseño desde la complejidad, han permitido una nueva configuración espacial debido a que:

  • Permiten establecer dependencia sensible entre variables cuantitativas y cualitativas del proyecto
  • Permiten materializar arquitectónicamente, el modelo científico biológico, independizando al diseño de la lógica newtoniana.
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— Capandeguy Jacoby, Diego Patagonia Territorio Global – Indagaciones urbanísticas en la contemporaneidad

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UDELAR (Uruguay)

— Director

Martínez de San Vicente, Isabel

— Codirector

Tuset, Jorge

— Año de admisión

2016

— Contacto

— Danza, Marcelo Epílogo de la maravilla arquitectónica uruguaya de los 50 – Una revisión del caso de la desaparición del Cilindro de Montevideo

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UDELAR (Uruguay)

— Director

Scheps, Gustavo

— Codirector

--

— Año de admisión

2016

— Contacto

— Resumen
EPÍLOGO DE LA MARAVILLA ARQUITECTÓNICA URUGUAYA DE LOS 50
Una revisión del caso de la desaparición del Cilindro de Montevideo

Artículo en publicación doctoral: Revista Thema 2

En efecto: dado que una catástrofe puede ocultar otra, al ser el accidente mayor una consecuencia cabal de la velocidad de aceleración de los fenómenos generados por el progreso, este comienzo del siglo XXI marca la hora de analizar con sabiduría lo que sucede, lo que surge imprevistamente ante nuestra mirada. De ahí la imperiosa necesidad actual de exponer el accidente.  Virilio, Paul, Accidente original1

El accidente y sus evidencias. Introducción

En la noche del 21 de octubre de 2010 un estruendo quebró la tranquilidad de la noche montevideana. El audaz techo colgante de una de las obras más innovadoras y representativas de la arquitectura del siglo XX en Uruguay —el Cilindro Municipal de Montevideo— se había desplomado. Una de las construcciones más magníficas producidas en el cono sur americano había sufrido un accidente irreversible.

La noticia se difundió rápidamente en los medios de comunicación y las redes sociales. A la mañana siguiente los periódicos de Uruguay titulaban e ilustraban su primera página con las removedoras imágenes de los restos de la construcción luego del colapso. Todo Uruguay comentaba y lamentaba la pérdida.

Milagrosamente, no había habido pérdidas humanas, ya que —si bien se estaban haciendo reparaciones en el techo— ocurrió en horas de la noche y en ese momento no había nadie en el interior del edificio. Esa era la única noticia positiva que acompañaba a la información del lamentable evento.

A pesar de su importancia, en influencia directa en varias construcciones de referencia internacional como el Madison Square Garden de Nueva York, el Alameda Country Coliseum, ambos del estudio estadounidense SOM, y el Dulles Airport, de Eero Saarinen, la noticia del accidente tuvo muy escasa repercusión en el mundo. Sólo la prensa argentina y algunos pocos arquitectos, ingenieros e historiadores de la arquitectura se conmovieron con lo sucedido.

El informe de la Dirección Nacional Bomberos atribuyó el colapso a un incendio originado por una chispa a causa de un desperfecto eléctrico cercano al anillo central del techo colgante. Esa chispa inicial, en contacto con los materiales inflamables usados en la obra de impermeabilización de la cubierta, desencadenó el fuego que acabaría venciendo la resistencia de los cables y desestabilizando el frágil equilibrio general.

Ese informe significó el punto final de investigación técnica sobre las causas del accidente. Luego del colapso se encendió un acalorado debate sobre qué hacer con los restos de la estructura. ¿Reconstrucción o demolición? ¿Son Leonel Viera —el autor del Cilindro Municipal de Montevideo— y su obra suficientemente reconocidos? ¿Cómo podría sustentarse una obra pública de tal magnitud? Estos fueron los principales registros de análisis del colapso y el posterior debate cultural y político sobre el lamentable hecho.

Sin embargo, una carta que Leonel Viera había escrito cuatro años después de la inauguración de la obra pasó inadvertida. En la misiva el autor advertía sobre la necesidad de darle correcto mantenimiento a la estructura (impermeabilización de cubiertas, aplicación de antióxido en los elementos metálicos estructurales) y alertaba sobre el incierto futuro de la obra. Quizá la clara intuición de Viera obliga a solicitar lo que en otro contexto habría parecido una obviedad.

El accidente ocurrido aquella noche al desplomarse el techo colgante del Cilindro Municipal de Montevideo estaba cargado de significado e implicancias para el proyecto arquitectónico en países de fragilidad cultural y económica. Ese instante es el punto de partida desde el que se desteje una compleja trama de causas y azares que entrelazan circunstancias diversas de la cultura arquitectónica con la voluntad humana y hechos fortuitos.

Partiendo del preciso momento del colapso de la cubierta del Cilindro Municipal, la investigación se propone develar la multiplicidad de elementos implicados en el hecho y, a través de ellos, plantear el proyecto de arquitectura como una actividad ampliamente influida por factores externos a su campo de control. Las implicancias de este abordaje son múltiples y abarcan todas las construcciones que estructuran el corpus disciplinar: proyectual, tecnológica y teórico-histórica.

Por otro lado, es de destacar que Viera y su obra prácticamente no han sido objeto de estudio, a pesar de que es, junto con Eladio Dieste, autor de las obras producidas dentro del territorio uruguayo más influyentes fuera de fronteras.

¿Qué investigar sobre el Cilindro? Hipótesis y objetivos

La hipótesis central planteada es que el origen del accidente ocurrido en el Cilindro Municipal la noche del 21 de octubre de 2010 no es la chispa que encendió el fuego de su cobertizo colgante, sino que tiene profundas causas de índole cultural, económica y política. Una vez reconocidas como tales, estas causas podrán ser tanto abordadas por el activismo arquitectónico —para su denuncia y superación— como asumidas por los profesionales, para incorporarlas como dato determinante desde el momento mismo de la concepción del proyecto.

La innovación tecnológica y el manejo de construcciones sometidas a tensión extrema no pueden ignorar la experiencia de la modernidad, en especial en la segunda mitad del siglo XX, momento en el que más riesgos se asumieron. La hipótesis de investigación de este trabajo es que —partiendo de una base común determinada por la globalización de la modernidad, con especial arraigo en la cultura arquitectónica del Río de la Plata— las arquitecturas generadas en los países centrales y periféricos siguieron trayectorias culturales posteriores opuestas, de tal manera que las primeras acabaron en decadencia y colapso, y las segundas en fantásticas acciones de reconstrucción, mantenimiento y rejuvenecimiento.

Del mismo modo, nos parece que recuperar el Cilindro Municipal en su materialidad y detalles técnicos a partir de una reconstrucción rigurosa —casi arqueológica— desde los pocos datos aún mantenidos permitirá su definitiva incorporación al acervo arquitectónico global.

Investigar, en este caso, va más allá del caso. Un objetivo sería contribuir al dimensionamiento de la figura de Viera en la arquitectura local e internacional. Su aporte se destaca por su originalidad e influencia en obras construidas en diferentes lugares del mundo. Su obra quizá haya sido, después de la de Dieste —también proveniente del campo de la ingeniería y colaborador de Viera en su juventud—, la más estudiada e influyente fuera del país. En este marco, es necesaria la ampliación de la escasa documentación disponible de su biografía y las principales obras construidas.

Otra cuestión a plantearse es la problematización de la construcción patrimonial en países de conformación moderna. El objeto en estudio, así como su singular devenir y valoración simbólica en la sociedad local, permite afrontar de lleno esta problemática develando la multiplicidad de miradas existentes.

Un método para conocer el Cilindro

El estudio y conocimiento del Cilindro Municipal es nuestro principal objetivo. Si bien su presencia mientras duró fue obvia y popular, poco se ha hecho hasta ahora para conocer rigurosamente esta obra y las ideas de su autor, además de la propia biografía azarosa y trágica del Cilindro. Se pretende, entonces, aportar a una construcción teórica vinculada con la lógica patrimonial de la arquitectura nacional y, a su vez, para alimentar futuras investigaciones. La búsqueda comenzó por un tema específico —el acontecimiento de la caída del Cilindro— y luego se fue ampliando en busca de más información, más clara y concisa.

Es necesario formular un corpus específico sobre este caso y su contexto; sobre la historia, la técnica y la arquitectura del edificio, así como de la vida de su autor, el ambiente histórico, cultural y político en el que se construyó la obra y en el que transcurrió su ciclo de vida (construcción, funcionamiento, mantenimiento, accidente y demolición).

El primer punto es la indagación en la obra de Viera como construcción teórica vinculada a la lógica patrimonial de la arquitectura uruguaya. Se buscará posicionarla, con su audacia y perseverancia en los ámbitos de estudio, y construir una biografía orientada a entender la incidencia de su formación y de las contingencias vitales en su posterior práctica profesional y en su lógica cognitiva.

El segundo punto se centra en su obra más reconocida, el Cilindro. Contó con momentos de euforia, caídas, pequeñas rehabilitaciones, usos y programas muy diversos, y luego quedaron de él sólo los escombros, pero mucho por dilucidar y comprender. Además, cabe generar estudios comparativos de similitudes y disimilitudes entre diferentes edificios que tomaron el Cilindro como referente.

El tercer punto está dirigido al estudio técnico (incluyendo material gráfico como dibujos, geometrales, etcétera) del Cilindro. Es casi nula la información técnica referida a las obras en las que Viera tuvo participación, incluso del objeto de estudio: el Cilindro Municipal. Se lo somete, pues, a una investigación casi detectivesca, a un levantamiento deductivo.

En el proceso de recolección de información para la construcción del objeto de investigación, se buscó que el relevamiento bibliográfico fuera lo más amplio posible, de manera de garantizar calidad en los fundamentos teóricos. Para esto se recabó información de diversos tipos: planos de archivos de la Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo y de la Facultad de Ingeniería de la Universidad de la República, de la Intendencia de Montevideo y de la Comisión Administradora de Estadio Cerrado (CADEC); artículos aparecidos en la prensa local e internacional que acompañaron acontecimientos puntuales en la vida del Cilindro; revistas de la época; fotografías; videos de la demolición; entrevistas a profesionales y familiares vinculados tanto a Viera como al Cilindro, e informes específicos creados por la Facultad de Ingeniería.

La recopilación adecuada de datos permite redescubrir hechos. La recolección, selección, clasificación, evaluación, análisis y deducción aportan información pero, al mismo tiempo, sugieren dudas, a partir de las cuales se elaboran hipótesis o conjeturas para intentar desentrañarlas. Si en algún aspecto la información obtenida no es clara, se procede por aproximación para construir una base empírica sólida. Se analizan y deducen los diversos elementos con la información proporcionada por imágenes de su construcción, fotos tomadas en las horas previas a la implosión, citas específicas en artículos y datos obtenidos en entrevistas elaboradas. De este modo se descompone el Cilindro en partes para estudiarlo de manera individual y buscar las razones que causaron determinados fenómenos posteriores, como las causas de los procesos patológicos que le sucedieron.

El último punto propone el estudio del accidente del Cilindro, las advertencias previas hechas por Viera, y una posible explicación policial. Se intentará desentrañar los síntomas y las causas para esclarecer un tema cerrado pero inconcluso.

El origen: la exposición de la producción

El Cilindro Municipal fue proyectado en el marco de la Exposición Nacional de la Producción, para la que se hizo un llamado a concurso para construir un recinto de grandes luces. Como base se debía entregar un preproyecto que mostrara cómo sería si se reconvirtiera en un estadio deportivo. El concurso lo ganó Viera, Mondino y Viera Ltda., que presentó una solución rápida, sencilla de construir y sumamente económica. Una vez finalizada la exposición, la ciudad ganó un «gran contenedor híbrido»; un vacío de proporciones únicas, capaz de albergar todo tipo de actividades y funciones.

La Exposición Nacional de la Producción fue creada para exhibir el progreso alcanzado entonces por la producción nacional y para demostrar la diversificación de la producción de las industrias manufactureras uruguayas. El visitante tenía la oportunidad de observar los procesos industriales que tenían lugar en el Uruguay de entonces.

Para la elección del predio donde se ubicaría se consideraron diversos factores: la necesidad de espacio, la proximidad respecto del centro de la ciudad para garantizar un fácil acceso, y la conexión de las futuras instalaciones con la urbanización de la capital. Se consideraron áreas como Parque Rodó y Prado, pero estas no cumplían con los requisitos antedichos, ya que era esencial que se contara con un gran espacio libre. El predio que finalmente se destinó a la exposición estaba ubicado en la zona comprendida entre las avenidas Centenario, Industria y Arroyo del Cerrito. Donado por la antigua Administración Municipal de Transportes Colectivos (AMDET), había sido destinado previamente a la instalación de playas de estacionamiento y talleres del transporte. A esta donación se sumaron luego terrenos colindantes que estaban en vías de expropiación, con lo que se alcanzó una superficie total cercana a las 20 hectáreas.2

Se presentaron tres propuestas diversas. Luego de un exhaustivo estudio de los casos, el jurado3 adjudicó la obra a la empresa Mondino y Viera Ltda.

Las propuestas fueron múltiples. La primera, un estadio de chapa, que enseguida se descartó. La segunda, en su momento también muy elogiada, fue la del ingeniero Foglia, generada en base a dos bóvedas en forma de cruz y que implicaba una inversión aproximada de 2.400.000 pesos. Por último, la propuesta ganadora de Mondino y Viera Ltda. consistía en un gran techo colgante, sin pilares, lo que implicaba un gran ahorro de material y, sobre todo, la eliminación del apuntalamiento; esto permitía que el presupuesto necesario fuera de tan sólo 650.000 pesos,4 un costo cuatro veces menor que el de la propuesta de Foglia.5

Según el presidente del jurado, el ingeniero Berta, la audacia de la concepción radicaba en que el techo colgante no incluía ninguna columna central de apoyo, lo que permitía de forma notable el abatimiento de los costos del Estadio. El ingeniero Walter Scott S. Hill Rodríguez (1903-1987), la más alta autoridad en hormigón armado en Uruguay en aquel entonces —especialista en estudio y cálculo de esqueletos, ingeniero adjunto del proyecto para la construcción del edificio para la Facultad de Ingeniería proyectado por el arquitecto Julio Vilamajó— se encontraba entre los concursantes. Cuando vio el proyecto de Viera exclamó: «Si esto es posible es porque estos hombres han encontrado una solución ideal. Quiero ser el primero en ser feliz con ellos».

Se solicitó el estudio de la propuesta estructural a los ingenieros Oscar Maggiolo y Emanuele Cambilargiu. Realizaron un modelo estructural en la Facultad de Ingeniería, a escala 1:100, que fue sometido a un ensayo aerodinámico que puso a prueba su estabilidad frente a esfuerzos provocados por el viento. Además, Viera llevó a cabo el estudio aerodinámico del efecto del viento del Estadio Cubierto en el túnel del viento de la Facultad de Ciencias Físicas y Matemáticas de la Universidad de La Plata, en Argentina.

El 19 de enero de 1956 quedó inaugurada la Exposición Nacional de la Producción y, con ella, su mayor pabellón, el futuro Cilindro Municipal de Montevideo. Durante la exposición el Cilindro fue sede de la primera teletransmisión de circuito interno, en lo que marcaría los inicios de Saeta TV, al que cinco años más tarde siguieron los canales abiertos 4 y 12. Para ello se debió instalar una antena de más de 45 metros de altura. «[…] resultó un clamoroso éxito de público. Mostraba con claridad lo que el esfuerzo industrial y agrícola había producido en el medio siglo que allí culminaba y que le permitía al Uruguay alcanzar una posición privilegiada en el contexto de desarrollo hemisférico».6

Fascinación internacional y las réplicas norteamericanas

En 1957, apenas inaugurado el Estadio Cubierto, la Universidad de Columbia —Connecticut, Estados Unidos— emprendió un proyecto de investigación que involucraba a docentes y estudiantes de arquitectura e ingeniería, enmarcado en el curso de verano denominado Estructuras imaginativas, propuesto por el director de la Escuela de Arquitectura, Leopold Arnaud, y el profesor de Ingeniería Civil J. M. Garrelts. Proyectan y construyen un sombráculo, un modelo a escala del Cilindro Municipal de Viera —seis veces menor que el original—, lo reproducen y ensayan en su innovador sistema estructural.

El conocido Mario Salvadori reconocía de este modo la innovación de Viera: «The suggestion of the structural system for the pavilion came of mouth all the way from Montevideo, Uruguay, where Engineer Viera had built in 1954 an extraordinary roof to cover a stadium. Although the details of this roof were unpublished at the time, its structural principle was becoming known».

El modelo consiste en una estructura de 15,24 metros de diámetro que descargaba sobre 12 pilares de madera —en lugar del muro perimetral de hormigón tal como lo concibió Viera para el Estadio Cubierto—. Sobre estos pilares se encontraba el anillo exterior periférico, fabricado con madera laminada. El segundo elemento que soportaba la cubierta era el anillo central suspendido de acero, de 1,20 metros de diámetro. Ambos anillos estaban unidos por 36 cables de acero de 10 milímetros de espesor.

Sobre los cables se dispusieron las losetas trapezoidales de hormigón prefabricado, de 4,5 centímetros de espesor, con dimensiones que variaban entre 120 centímetros y 10 centímetros de ancho, dependiendo de su ubicación. Seguidamente se pretensaron los cables mediante la adición temporal de 700 sacos de arena de 22,5 kilogramos. Al fraguar la cubierta, se retiró esta sobrecarga temporal, que buscó recuperar su posición inicial y le dio rigidez a todo el conjunto. Se logró, finalmente, la cúpula invertida. El ensayo de la Universidad de Columbia fue la base para la estructura de varios proyectos, entre ellos el Madison Square Garden de Nueva York y el Alameda County Coliseum del estudio SOM.

El Madison Square Garden de Nueva York es la arena más famosa del mundo, cuya silueta es inconfundible. Rápidamente se convirtió en uno de los edificios más reconocibles de la ciudad, no por su altura o por sus dimensiones, sino por su forma circular y su icónica cubierta. Ubicado en el cruce de la calle 33 y la Séptima Avenida, construido por encima de la estación de metro Pensilvania, fue inaugurado el 11 de febrero de 1968. Al igual que el Estadio Cubierto, el Madison Square Garden tiene un diámetro de 94,58 metros —310 pies—; el diseño del pabellón fue obra del arquitecto Charles Luckman.

La del Madison Square Garden es la única cubierta de una arena que es cóncava, en lugar de convexa. Está compuesta por 48 cables de acero que se extienden entre las losetas de cerámica que conectan con un anillo central sometido a tensión, lo que elimina, al igual que en el Cilindro de Viera, la necesidad de pilares intermedios.

Uno de los asuntos más difíciles a resolver fue el de los grandes desagües para el agua de lluvia y la nieve con los que debía contar para evitar la sobrecarga de la cubierta. Para esto se instaló un sistema de bombeo de agua mediante tuberías instaladas sobre la cubierta. La cubierta se calienta para derretir el hielo y con un sistema computarizado se controla que el agua no supere las dos pulgadas de altura; en cuanto supera ese límite se bombea. Las bombas se ubicaron en el centro de la cubierta.

El Madison Square Garden fue objeto de grandes remodelaciones y obras de mantenimiento desde 2011 a 2013, que tuvieron un costo de casi 1.000 millones de dólares.

El Alameda County Coliseum es un complejo multipropósito diseñado para albergar eventos deportivos, exposiciones, presentaciones teatrales y reuniones públicas, tanto en su interior como al aire libre. Consta de tres edificios: un estadio al aire libre, un recinto cerrado y una sala de exposiciones. Inaugurado en 1966, el diseño del complejo fue obra de la firma estadounidense Skidmore, Owings & Merrill (Myron Goldsmith/Chuck Basset), SOM.

La cubierta de la sala de exposiciones forma una gran plaza peatonal central: una estructura de 128 metros de diámetro que descarga sobre 12 pilares inclinados perimetrales en forma de cruz. Sobre estos pilares se encuentra el anillo exterior periférico de hormigón armado, con una sección de 1,80 x 1,60 metros. El segundo elemento que soporta la cubierta es el anillo central suspendido de hormigón pretensado, con sección de acero, de 1,20 x 1,20 metros de diámetro. Ambos anillos están unidos por 96 cables de acero galvanizado de 36 milímetros de espesor y 54,50 metros de longitud. Sobre los cables se colocaron nervios radiales de hormigón prefabricado, de dimensiones variables, dependiendo de su ubicación, y nervios transversales, también de hormigón armado, que estabilizaban los nervios radiales. De esta manera se logró una cúpula invertida.

Al Oracle Arena —actual nombre del Alameda County Coliseum— se le hicieron grandes remodelaciones y obras de mantenimiento en 1996, con un presupuesto de más de 100 millones de dólares, que incluyeron la demolición completa y el rediseño del interior del edificio. Su capacidad se incrementó en más de 4.000 espectadores —ahora asciende a un aforo máximo de 19.200 espectadores— y se agregaron 72 suites y tres clubes exclusivos.

La vida posterior de cualquiera de estos edificios y su comparación con el devenir y final de aquel innovador trabajo que les dio inspiración —el Cilindro Municipal de Montevideo— permiten reflexionar sobre el devenir y el rol de la arquitectura en países de economías frágiles y culturas débiles respecto de los países centrales. Comprender esta diferencia puede ser relevante para la práctica del proyecto de arquitectura. La transposición de formas y tecnologías encierran un conflicto cada vez más evidente con el paso del tiempo.

Apogeo: los eventos y la construcción del mito

La enorme versatilidad de su peculiar forma motivó que, enfrentado Uruguay a la posibilidad de organizar un Mundial de básquetbol, no dudara en aceptar, teniendo en cuenta el recurso físico que constituía el Cilindro. Para ello simplemente se debía construir unas tribunas en su interior —se llamó a concurso y Viera volvió a ganar con un fantástico proyecto de tribunas colgantes que, sin embargo, el gobierno dejó sin efecto—. Finalmente se construyeron otras tribunas —unas tradicionales de hormigón armado— y el edificio albergó los partidos del Mundial.

“Una magnífica toma del escenario del Mundial de Básquetbol, llamado a sorprender a la afición por las excelentes condiciones de visibilidad, comodidad, amplitud y funcionalidad que ofrece. Hombres que asisten a los estadios de más jerarquía en todas las latitudes —William Jones puede ser ejemplo en tal sentido— no han ocultado una opinión terminantemente favorable a su respecto. Incluso algún dirigente extranjero sugirió que no se le mencionara más como «el cilindro», por cuanto a su entender corresponde otro término, que podría ser «coliseo», para calificarlo adecuadamente. Una vez finalizado será orgullo de técnicos y dirigentes y, por reflejo, de toda la afición deportiva.”7

A partir de entonces fue utilizado con el nuevo potencial que le otorgaban sus tribunas, Fue escenario del Sudamericano de básquetbol en 1971, del Preolímpico en 1998, del Premundial en 1997 y del Sudamericano en 2003. Además, fue sede de campeonatos de hándbol, boxeo y fútbol sala. A pesar de no contar con una buena acústica, recibió espectáculos teatrales, culturales y musicales (UB40, Eric Clapton y Bob Dylan se presentaron allí, por mencionar sólo unos pocos ejemplos)

En la dictadura, entre 1973 y 1976, el Cilindro fue centro de reclusión. «Para hacerlo cárcel lo que hicieron fue soldar las puertas y ponerle rejas en las ventanas. Adentro usaban como celdas los vestuarios de los jugadores, los jueces. Cuando éramos más —llegaron a haber más de dos mil personas— utilizaron las gradas. Teníamos un fogón donde calentábamos agua y la comida».8

Colapso

En octubre de 2010 se estaban haciendo reparaciones y trabajos de mantenimiento impostergables en el techo del Cilindro Municipal. Por la noche los operarios de la obra dejaban las luces del interior encendidas. Un desperfecto eléctrico originó el fuego que comenzó cercando al lucernario, en la batería de luminarias contiguas a las telas colgantes. Las telas que pendían del techo y los cartones asfaltados que retenían las goteras contribuyeron a la propagación del fuego.

Comenzó a calentar los cables, perdiendo así su capacidad resistente. Luego se produjo la falla de alguno de los cables, por lo que se perdió el delicado equilibrio global de anulación de fuerzas entre los tensores opuestos. Se produjeron esfuerzos dinámicos y no simétricos sobre el anillo superior y el muro. El colapso de la cubierta fue inminente. La cubierta golpeó las tribunas y la pared cilíndrica, deformándola y perdiendo el plomo vertical de estas.

Días después del colapso, se encontró entre los escombros una de las filmaciones del circuito interno de cámaras del Ministerio del Interior; en teoría, la filmación debería haber llegado al Centro de Comando Unificado (Mercedes 1021) en el momento del siniestro. Rescatada semanas después, la destrucción de la cámara era completa, pero cada circuito guardaba la información en un disco duro, y afortunadamente se logró retirarla. Esta filmación se presentó a la prensa y constituye uno de los principales documentos que permiten dilucidar qué fue lo que sucedió.9 Inmediatamente después del hecho, y en los años siguientes, la prensa local retomó varias veces el tema del colapso y reflexionó en torno al futuro de los restos del Cilindro Municipal. Es de destacar que se trata de un problema que no está presente en el debate académico, que sólo se suma lateralmente como crítica a lo actuado por las autoridades competentes, sin que exista una propuesta concreta sobre qué hacer con las ruinas del edificio.

La caída de la cubierta del Cilindro Municipal de Montevideo tuvo repercusión en la prensa internacional. Si bien fue escasa, teniendo en cuenta la importancia del edificio como referente de obras de relevancia como el Madison Square Garden, igualmente permite entender que se trató de una construcción con implicancias y repercusiones más allá de Uruguay y aun de América del Sur. «Un incendio derrumba el techo del emblemático estadio “Cilindro” de Montevideo. El techo del emblemático estadio “Cilindro” de Montevideo, construido hace cinco décadas con un sistema revolucionario para su época, se derrumbó hoy tras un incendio que no ocasionó víctimas, informaron fuentes oficiales».10

La Dirección Nacional de Bomberos arribó al lugar cuando la cubierta ya no era más que un montón de escombros sobre el suelo. Como es práctica habitual en estos casos, se abrió un expediente y una investigación técnica con el propósito de esclarecer los hechos. La investigación fue concluyente: una chispa ocasionada por una falla eléctrica desencadenó el fuego en el anillo central de la cubierta, luego el fuego debilitó los cables a causa de la elevada temperatura y ocasionó el derrumbe de la cubierta. Caso cerrado para la Dirección Nacional de Bomberos, Policía Técnica… Y también para la cultura arquitectónica.

Según el informe final de la Dirección Nacional de Bomberos, se trató de un incendio accidental aunque previsible. El hecho de que permaneciera encendido el sistema de iluminación, de alto consumo eléctrico, propició las condiciones de riesgo que derivaron en el origen del incendio. Una vez difundida la versión oficial de lo sucedido —un accidente desencadenado por una chispa fue el culpable—, se instaló la tranquilidad producto de haber encontrado la causa inmediata de lo sucedido.

El fuego aéreo se propaga con mayor rapidez que el que se origina a nivel del suelo. Diego Caligari, integrante de la Asociación Uruguaya de Protección contra Incendios, explicó al diario El País, en su edición del 26 de octubre de 2010: «Eso ocurre porque la concentración de calor es muy alta y recibe el oxígeno desde abajo, por eso se produce una combustión muy rápida».

Se ampliaron las investigaciones de posibles irregularidades cometidas por los funcionarios del Cilindro o por la empresa contratada —Gisco Ingenieros SRL—, en la modalidad de Compra Directa por Excepción para la recuperación y acondicionamiento del sistema de pluviales y del lucernario del Cilindro Municipal. No se constató ningún elemento probatorio que permitiera adjudicarle responsabilidad a la empresa.

El 11 de enero de 2011 se abrió el expediente 10/11/5000, con la carátula «Investigaciones Administrativas». La resolución fue dictada por la Dirección General del Departamento de Gestión Humana y Recursos Materiales de la Intendencia de Montevideo. Finalmente, el 24 de agosto de 2012 se llegó a una resolución. Se dispuso la clausura de las actuaciones, sin atribución de responsabilidad a ningún funcionario, en relación con el incendio en el Cilindro.

Los restos del Cilindro Municipal quedaron cuatro años en espera, como una ruina moderna de una sociedad que tuvo en la audacia y en la innovación su base fundacional y que, entrado el siglo XXI, no pudo siquiera mantener en pie lo que un día levantó. Una dolorosa síntesis de la historia reciente de nuestra arquitectura y de nuestra ciudad.

La implosión: un homenaje de despedida

Los restos del Cilindro Municipal, que permanecían en pie cuatro años después, debían ser inevitablemente removidos para construir en su lugar un nuevo edificio: el Antel Arena. La demolición, nuevamente rodeada de espectacularidad por el modo en que se ejecutó, desencadenó en Uruguay un debate radicalizado sobre el tema patrimonial. La discusión sobre si era posible y deseable la reconstrucción de la colapsada estructura fue el elemento central de la discusión. ¿Ya estaba muerto el Cilindro de Montevideo? ¿El daño era irreversible, o era factible devolverlo a la vida? Como antecedente es de destacar que el concurso a dos fases del Antel Arena dejaba abierta la posibilidad de reconstrucción o demolición de la estructura. Sin embargo, sólo uno de los cinco proyectos finalistas planteó la posibilidad de usar la estructura existente, idea que abandonó en la segunda fase, por lo que ya en este punto quedó sellada su posterior demolición total.

Dado el elevado costo y los riesgos, además de la lentitud que traía aparejada una demolición manual y mecánica, se tomó la decisión de implotarlo. Varias autoridades políticas y algunas figuras de la cultura fueron convocadas a presenciar el evento desde una carpa montada a escasos metros del edificio. El momento fue anunciado con algunos días de anticipación y —como en el sepelio de un personaje ilustre de la cultura o la política— miles de montevideanos se reunieron fuera de las vallas de seguridad a presenciar el hecho desde la calle y despedir a los restos del Cilindro. A las 16.00 del 12 de mayo de 2014 sonó la primera sirena. Un minuto después, la segunda. Treinta segundos después, la tercera. Tras ella, la espectacular detonación y el hundimiento definitivo del Cilindro Municipal de Montevideo.

El método de demolición propuesto por la firma Prevol, la empresa de ingeniería en explosivos contratada por Antel, representada por el mayor José Luis Echeverría, consistía en usar explosivos en la parte inferior del muro para lograr la implosión; previa demolición por métodos tradicionales de las tribunas (en el momento de la explosión, esta estructura tradicional ya había sido demolida).

El procedimiento que emplearon consistió en dividir el Cilindro Municipal en cuatro sectores. Días antes de la implosión, se hicieron cuatro cortes verticales en el muro, de aproximadamente de 10-15 centímetros de espesor, para que los sectores no se tocaran entre sí al desmoronarse.

De la viga superior se cortó el hormigón el fin de semana previo a la demolición, pero las armaduras se dejaron hasta el día de la implosión, lo que otorgó cierta estabilidad al muro perimetral hasta el final. Horas antes de la implosión, se cortaron. Esas dos acciones facilitaron la caída de cada uno de los sectores.

Para lograr que la implosión fuera efectiva fue necesario volver a estudiar el comportamiento y la resistencia de su estructura, ahora sin la cubierta. La clave del éxito de la implosión fue cortar en cuatro puntos el anillo de hormigón sobre el muro cilíndrico. Los debates se sucedieron durante los meses posteriores. «Una vez que esté la viga superior con los cortes previstos, la situación de la estructura presenta equilibrio inestable y por tanto un pequeño esfuerzo la podría sacar del estado de equilibrio, esto podría por ejemplo producirse por fuertes vientos que generen esfuerzos horizontales que no están previstos hasta la fecha de implosión», sostenía el informe de los ingenieros civiles Magnone-Pollio, asesores en la implosión, datado el 7 de mayo de 2014.

En el sector 3, el más deformado, ubicado entre las puertas 5 y 7, no pudo seccionarse la viga superior y solamente se procedió a quebrar el hormigón. Debido a esto existía un gran temor de que este sector se desplomara antes de tiempo. El sector 4 arrastró al 3, que al estar conectado y tan debilitado se desplomó junto con los demás.

En los dos tercios no centrales de cada sector se debilitó la estructura del muro, creando huecos a modo de vanos, y en las líneas horizontales se distribuyeron los explosivos. Cuando se explotaron las cargas se produjo un corte horizontal, de modo que el muro quedó con un sustento mínimo.

El centro de gravedad (debido a la curvatura de la sección) estaba trasladado hacia el centro del anillo, aproximadamente a 1,5 metros de distancia desde el borde del muro hacia el interior. De esta generaron en cada sector dos grandes ménsulas que hacían un momento, ese momento produjo un giro en el muro que lo hizo caer hacia el centro del Cilindro, en un colapso centrípeto.

Reconstrucción digital

Un componente central de esta investigación, que tendrá cabal protagonismo en la versión acabada de la tesis, es la reconstrucción digital minuciosa, casi arqueológica, del proyecto original, de modo de contar con toda la información técnica y proyectual, si no para emprender su posible reerección real siguiendo esa información, al menos para dejar registro de sus características. Llegado a este punto, en atención a los límites de extensión de este ensayo, consignamos algunos resultados de esa reconstrucción que demuestra tanto el sentido técnico del proyecto como sus valores propios de su simplicidad geométrica y constructiva,.

O, vinculada con la reconstrucción precedente, la geometría de la cubierta resuelta con placas premoldeadas trapezoidales calzadas sobre la estructura metálica de cable, todo ello encajando en la simplicidad lógica del artefacto.

Esto se manifiesta sistémicamente en las características del único corte que genera el edificio, en el que se conjuntan los detalles de fundación, estructura, cubierta y cerramiento con aquella lógica minimalista visible, por ejemplo, en el mínimo espesor del muro

Finalmente, puede resumirse en un gráfico de despiece que manifiesta la solución de cada sistema técnico parcial y, en su ensamble generativo, en aquel dispositivo que había causado interés para ser replicado en estructuras muy significativas de Estados Unidos.

La nobleza y audacia del Cilindro —del que se buscará su completa y fidedigna reconstrucción digital para dejar cuidadosa y patrimonialmente registradas las características de su diseño— también alcanzaron a permitir una suerte de muerte digna en el ballet destructivo de su implosión, cuya geometría dinámica y deconstructiva también contuvo, si se quiere, una postrera alusión a la simplicidad del proyecto original.

Referencias

1 Virilio, Paul (2009). Accidente original. Buenos Aires: Amorrortu, Buenos Aires. p. 53.

2 «Las grandes construcciones de la Exposición, el Estadio Cubierto, el Auditorio, el restaurant y los enormes pabellones de la muestra, serán emplazados convenientemente en los amplios espacios disponibles. Un gran parque de exuberante y verde jardinería, contribuirá, con la presencia de la naturaleza a ambientar el embeleso del recinto, que durante el día veremos coronado por el azul de nuestro claro cielo montevideano y por las noches habrá de culminar en todo su esplendor con la magia de la iluminación de ensueño». Primera Exposición Nacional de la Producción, Catálogo Oficial (segunda etapa, 1965-1967), 1956.

3 El jurado del concurso-licitación para la adjudicación del Estadio Cubierto estaba integrado por destacados profesionales de la época, como el ingeniero Carlos Berta (presidente), el arquitecto Carlos Crespi (director de Obras de la Intendencia de Montevideo), el decano de la Facultad de Ingeniería, los ingenieros Luis Giorgi y Agustín Maggi (delegados de la Asociación de Ingenieros), los arquitectos Américo Ricaldoni y Juan C. Siri (delegados de la Sociedad de Arquitectos), el arquitecto Octavio de los Campos (delegado de la Cámara de la Construcción), el ingeniero Rafael Guasp (delegado del Ministerio de Industria), el ingeniero Julio Labat (delegado de la Cámara de Industria) y el arquitecto Homero Pérez Noble (delegado de la Cámara de la Construcción).

4 «Esta diferencia se explica por la incidencia de los rubros b y d (rubro b: este rubro se puede suprimir totalmente en las estructuras colgantes, lo que no ocurre ni en los elementos comprimidos (arcos y bóvedas), ni en los de eje horizontal (vigas); rubro d: este rubro se elimina también totalmente en la solución colgante, puesto que se elimina el rubro b que lo provoca)». Leonel Viera, «Estructuras colgantes de hormigón», Arqa 5.

5 Estos presupuestos se compararon, previo a la elección de la propuesta ganadora, con el Coliseo de la Ciudad Deportiva, una arena localizada en la ciudad de La Habana, Cuba, que había abierto sus puertas recientemente. Construido por la empresa estadounidense Preload, Co. —que luego participó en la construcción del Cilindro—, tenía un diámetro muy similar al del futuro Estadio Cubierto de Montevideo. Según los cálculos de la empresa, los dos estadios estaban en relación de tres a uno. El Coliseo de La Habana costó 4,24 el pie cuadrado, contra 1,25 el pie cuadrado que costó el Estadio Cubierto, datos tomados de un artículo del diario El País, setiembre de 1955. De esta forma se corroboró la propuesta económica de la licitación.

6 Sanguinetti, Julio María (2016). Luis Batlle Berres. El Uruguay del optimismo Montevideo: Grupo Editorial Uruguay.

7 Diario La Mañana, sección Deportes, 6 de abril de 1967.

8 Testimonio de Miguel Millán. Recuperado de: http://www.teledoce.com.

9 «El fuego fue a dar en las lingas de acero, reventó una, otra y se descalabró todo. ¿Quién fue responsable de dejar las luminarias encendidas? ¿Quién dejó muy cerca las chapas alquitranadas? El talón de Aquiles del Cilindro eran las lingas de acero. En todo el mundo se les pone retardadores, para evitar que el posible fuego las dilate. Acá no tenían nada de eso, y peor, le habían puesto los conductores eléctricos alrededor». Carlos Cipriani López, diario El País, 01/08/2014. «Se presentan más pruebas en la demanda contra exjerarcas de la Intendencia de Montevideo. La Justicia desarchivó caso del Cilindro». Recuperado de: http://www.elpais.com.uy/informacion/justicia-desarchivo-caso-derrumbe-cilindro.html.

10 Agencia de noticias Efe, 21 de octubre de 2010.

— García Amén, Fernando Think Bits/Fabricate Atoms – Hacia una convergencia físico-digital en la elaboración del proyecto

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UDELAR (Uruguay)

— Director

Martín Iglesias, Rodrigo Ariel

— Codirector

Ferráz-Leite Ludzik, Alejandro

— Año de admisión

2016

— Contacto

— Resumen
ÁTOMOS Y BITS
Una reflexión sobre la generación del proyecto en los albores de la cuarta revolución industrial

Artículo original en publicación doctoral: Revista Thema 2

Introducción

Este artículo pretende generar una reflexión, a la vez que una mirada específica sobre la concepción del diseño proyectual y su integración con las nuevas tecnologías que dan sustento a lo que Klaus Schwab denomina «la cuarta revolución industrial» (Schwab, 2016). Si bien este paradigma involucra todos los aspectos de la agenda social y productiva de la humanidad, se pondrá énfasis en este trabajo en los aspectos vinculados a la integración tecnológico-proyectual, con una lente de ampliación sobre el escenario latinoamericano actual y sus perspectivas futuras.

Este paradigma explicativo del estadio actual de integración social y tecnológica posiciona a las nuevas tecnologías como el componente clave de construcción social, industrial, y cultural en un sentido amplio. De acuerdo con este, el entramado tecnológico que cubre todas las actividades humanas se caracteriza por tres elementos: la velocidad, el alcance y el alto impacto en los sistemas. El diseño proyectual, en tanto que disciplina creativa, no es ajeno a esto.

Autores como Serge Chermayeff y Christopher Alexander concibieron la tecnología como «un complemento y no un sustituto del talento creativo, que mientras esta no pueda inventar, puede explorar relaciones muy rápida y sistemáticamente de acuerdo a reglas preestablecidas, funcionando como una extensión natural de la habilidad analítica del hombre» (Chermaneff y Alexander, 1963). No obstante, hoy la trama tecnológica se ha desarrollado sobre patrones definidos que han posicionado a la inteligencia artificial, la nanotecnología, la impresión 3D y la fabricación digital como cimientos del cambio (Schwab, 2016).

La cuarta revolución industrial se concibe como un nuevo estadio de convergencia entre la sociedad y la tecnología, donde elementos disruptivos comienzan a tener incidencia en los modos de comprender, de producir y de transmitir el conocimiento. La Internet de las Cosas (IoT), el blockchain, la impresión 3D, muestran una progresión exponencial de las tecnologías digitales que repercute en todas las actividades humanas. La construcción (tanto la digital como la física) no queda al margen; por el contrario, se nutre de esto.

El pasaje de bits a átomos (y viceversa) no puede ser concebido sin la mediación tecnológica. La concepción en bits se traduce en átomos mediante tecnologías de producción canalizadas en técnicas diversas que a su vez crecen y se desarrollan con ritmo acelerado en laboratorios y centros de investigación.

En el ámbito universitario la iniciativa de los laboratorios de fabricación digital, conocidos como fab labs tiene su origen en el Massachusetts Institute of Technology (MIT), y su génesis se estima en 2001 a partir de las investigaciones de Neil Gershenfeld acerca de la relación existente entre la información y su representación física. Sin embargo, corresponde especificar que el origen de la fabricación digital es algo más remoto: «The roots of the revolution date back to 1952, when researchers at the Massachusetts Institute of Technology (MIT) wired an early digital computer to a milling machine, creating the first numerically controlled machine tool» (Gershenfeld, 2012). Desde ese momento, la cultura hacker/maker nutrió las raíces de las estructuras universitarias en torno a la fabricación digital y a su sustrato teórico. Los fab labs vinieron a conformar los primeros núcleos formales destinados a la investigación académica sobre todas las ramas y vertientes de la fabricación digital. No obstante ello, no son hoy la única fuente. Aunque se trata de una disciplina todavía incipiente en la industria, las universidades a nivel global, y específicamente por medio de sus escuelas de ingeniería y diseño, están tejiendo una red de nodos dedicados a la investigación y producción sobre nuevas tecnologías aplicadas a la fabricación. Estos nodos se clasifican usualmente como makerspaces, hackerspaces y, por supuesto, fab labs; existen algunas pocas, aunque marcadas, diferencias de enfoque entre los tres tipos de laboratorios (Van Holm, 2015).

Esta red, que en muchos casos comienza a crecer sin un plan coordinado pero con objetivos similares, plantea con distintos puntos de énfasis las relaciones existentes entre la génesis del diseño desde lo digital y su traducción en átomos mediante diferentes procesos circunscriptos a las tecnologías de la información.

David Sperling define, no sin cierta poética, este crecimiento como «the migratory movement of Homo faber» (Sperling, 2015). El Homo faber sería, en este caso, una visión del maker, una figura retórica que alude al fabricante/diseñador de objetos/procesos/proyectos; en otras palabras, la máquina deseante detrás de las máquinas inteligentes que conforman y dan soporte y esencia a los espacios de producción (Kurzweil, 1999).

Este artículo se estructura a través de un breve estado del arte del tema de estudio, continúa con un resumen del avance en las investigaciones realizadas y concluye con un planteo de posibles escenarios configurados mediante la formulación de interrogantes que, a lo largo del desarrollo del proceso de tesis, se buscará responder.

El trabajo busca construir un aporte disciplinar a partir de la experiencia teórico/práctica desarrollada en el Laboratorio de Fabricación Digital MVD desde su fundación, en 2009, y cimentar el surgimiento del futuro Diploma en Diseño Paramétrico y Fabricación Digital, aún en etapa de elaboración. Este buscará proponer y promover nuevas formas de pensar la producción proyectual a partir de las tecnologías de la información y la comunicación (TIC). Asimismo, la integración de dicho laboratorio a las redes regionales e internacionales de investigación en la misma temática (SIGraDi, CAADRIA, CaadFutures) ha contribuido a un proceso de involucramiento creciente dentro de la disciplina proyectual que ha derramado sobre una serie de experiencias concretas. Estas experiencias, su génesis, su concepción y su integración en el modo de pensar y hacer el acto proyectual ameritan ser estudiadas y analizadas; como forma de diseccionar y comprender la acción proyectual en la llamada cuarta revolución industrial, pero también como modo de erigir una atalaya desde la cual apreciar, analizar y —¿por qué no?— construir una perspectiva regional latinoamericana.

Estado del arte

Es menester, antes de profundizar en el tema, establecer una delimitación de corte temporal y taxonómico para formalizar un marco teórico capaz de cubrir el espectro de posibilidades que el objeto de estudio genera.

En 1969 Gordon Pask puso de relieve la existencia de una relación cibernética entre el controlador (el arquitecto) y el diseño, en la que la autoridad deja de pertenecer al primero para conformar una relación recíproca (Pask, 1969). Esta relación de reciprocidad que se produce por medio de la máquina sienta en cierto modo las bases de la fabricación digital contemporánea, para la que en este trabajo se va a establecer como punto de inicio el año 2001. Esta fecha, que a priori puede resultar antojadiza, se fija intencionadamente para coincidir con el surgimiento del Center for Bits and Atoms del MIT, que da inicio al primer fab lab.

Se denominará pues fabricación digital a todas las técnicas de pasaje de átomos a bits —y viceversa— mediante tecnologías digitales, en sus diferentes modos de aplicación, y tomará como horizonte temporal de análisis la propia génesis de la fabricación digital contemporánea con el nacimiento del fab lab.

Es a partir de esta institucionalización que la construcción del corpus teórico de la fabricación digital crece incrementalmente y se expande a otros laboratorios universitarios, empresas y estudios profesionales, forjando una red de intercambio que se torna cada día más activa y canaliza las investigaciones sobre el tema.

«Making becomes knowledge or intelligence creation. In this way thinking and doing, design and fabrication, and prototype and final design become blurred, interactive, and part of a non-linear means of innovation» (Speaks, 2002). La fabricación digital, que tiene entre sus sustentos conceptuales la filosofía maker, sostiene una línea de pensamiento en la que pensar y hacer concurren en un único camino simultáneo, que confluye además con la difusión de lo realizado. Flusser se refiere a esto como el punto en el que «the creative potential of Homo Faber will come into its own» (Flusser, 1999).

Asimismo, la revolución que implica la fabricación digital toma distancia de la adopción del CAD, que ha sido en los últimos cincuenta años el estándar de producción, por el solo hecho de reemplazar la representación tradicional por la informática. La fabricación digital no es una herramienta que sustituya a otras, sino un nuevo paradigma desde el que pensar la práctica proyectual. La posibilidad de pensar el diseño desde la acción, y la acción desde el diseño, construye una simbiosis entre idea y producto final, que conforma la relación recíproca referida por Pask.

Lisa Iwamoto lo expresa en estos términos: «For many years, as the process of making drawings steadily shifted from being analog to digital, the design of buildings did not really reflect the change. CAD replaced drawings with parallel rule and lead pointer, but buildings looked pretty much the same. This is not so surprising —one form of two dimensional representation replaced another. IT took three-dimensional computer modeling and digital fabrication to energize design thinking and expand the boundaries of architectural form and construction» (Iwamoto, 2009).

Diseño computacional y fabricación digital se unen entonces en una relación biunívoca, acaso simbiótica, que puede ser aprehendida desde varias ópticas: el modo de generación de geometrías digitales, las operaciones matemático-espaciales que definen esas geometrías, las estrategias proyectuales a adoptar, y la integración de la robótica como proceso proyectual.

Generación de geometrías digitales: CAD/CAM, NURBS y mallas

Uno de los primeros ejemplos de la expansión de límites referida por Iwamoto en la práctica profesional podría ser el Walt Disney Concert Hall de Frank Gehry (1989), que en su hacer suma a la tecnología CAD la tecnología CAM, conformando el binomio complementario CAD/CAM, que suma a las conocidas capacidades del CAD (computer-aided design) las virtudes del CAM (computer-aided manufacturing). En este ejemplo, aunque no se trata de un caso de fabricación digital en sentido estricto, el mismo estudio ha desarrollado sus propias herramientas digitales para pensar y definir el proyecto desde la fabricación prototípica y la modificación paramétrica.

La tecnología CAD permite entonces una aproximación al CAM que redunda en innovadoras posibilidades formales. Aun así, no constituye la herramienta más apropiada en todos los casos. Hasta la aparición de las tecnologías digitales, las superficies complejas y formas curvilíneas en general se obtenían por medio de aproximaciones, empleando círculos, tangentes, arcos y otras figuras conocidas simples, que sirvieran de auxiliares al diseño buscado o que se pudieran trasladar del dibujo al sitio.

El NURBS (non-uniform rational based spline), modelo matemático para la generación de formas complejas creado en 1946, conforma el diseño a partir de diversas fórmulas poligonales relacionadas mediante puntos de control, fuerzas y nodos. El modelo NURBS adquiere, a partir de su aplicación mediante las tecnologías de la información, un rol preeminente para la generación de geometrías complejas a partir de elementos simples, con lo que brinda al diseñador un instrumento de increíble potencial al servicio de la creación. «NURBS are a digital equivalent of the drafting splines used to draw complex curves in the cross-sections of ship hulls and airplanes fuselages. Those splines were flexible strips made of plastic, wood or metal that would be bent to achieve a desired smooth curve, with weights attached to them in order to maintain the given Shape» (Kolarevic, 2003).

El tercer método de generación formal es el método de mallas. La malla es un conjunto de vértices, ejes y caras que definen una geometría poliédrica que a su vez determina un objeto. Esto se emplea en su mayor parte para la generación de modelos de objetos tridimensionales. Un vértice es el punto de conexión de dos formas geométricas. Un eje es la conexión entre dos vértices. Una cara es el espacio encerrado entre vértices que describen una forma geométrica. Un conjunto de caras forma un polígono. Y el conjunto de polígonos define una malla. Las mallas determinan formas complejas y, asimismo, sirven para previsualizar, mensurar y determinar comportamientos físicos de elementos finitos.

La generación formal por medio de los métodos descritos estrena una libertad proyectual inalcanzable mediante métodos convencionales, haciendo énfasis en la definición formal curvilínea compleja y en las posibilidades reales que ofrece en el marco del pensar/hacer como binomio productivo.

Operación en el espacio físico: corte, sustracción, agregación

«The revolution is not additive versus subtractive manufacturing; it is the ability to turn data into things and things into data. That is what is coming; for some perspective, there is a close analogy with the history of computing» (Gershenfeld, 2012). La generación formal de información, independientemente de cuál sea el método empleado, se canaliza en bits que deben ser traducidos a átomos. Lo digital y lo físico se fusionan mediante una interfaz que responde a diversas lógicas materiales desarrolladas desde lo tecnológico. Esto se traduce en las técnicas de corte (láser, de agua, de plasma), sustracción (quita de material, tallado) o bien agregación (material superpuesto ordenadamente, agregaciones puntuales, fusiones).

La técnica del corte es acaso la más parecida a un método convencional, pues es la descomposición del modelo tridimensional en planos, y el corte de estos para su recomposición espacial mediante técnicas manuales y/o mecánicas. El corte puede llevarse a cabo con cualquiera de las técnicas de atravesamiento de un material, controlado por un equipo de precisión que responde al modelo de datos digitales.

El proceso de sustracción consiste en definir la forma del objeto mediante la quita de material de modo de obtener la forma buscada. Este proceso se lleva a cabo en el espacio, mediante un fresado en tres o más ejes, dependiendo del equipo empleado. Por lo general, se trata de equipos de control numérico o CNC, que partiendo de un sistema de coordenadas en el espacio definen con altísima precisión los puntos de retiro de material que finalmente determinan la forma buscada.

En el tercer proceso, el de agregación, se destaca una característica que lo diferencia de los otros dos desde una perspectiva conceptual: no parte de una pieza dada para modificarla, sino que fabrica o produce espacialmente —traslada a átomos— el diseño en bits. Se trata de un proceso acumulativo por capas, mediante un extrusor que funde el material y un sistema de tres ejes que lo posicionan. A este proceso se lo conoce comúnmente como impresión 3D.

Estrategias proyectuales: sección, modulación, pliegue, forma y contorno

Por medio de las formas de construcción digital y su transposición física mediante las técnicas referidas, se presentan las estrategias proyectuales que sacan partido de la fabricación digital. Las posibilidades que esta ofrece son, resumidamente, seccionar, modular, plegar, contornear y formar. La combinación total o parcial de ellas es parte de la estrategia proyectual y de las nuevas posibilidades que se le presentan al arquitecto.

La sección es, con creces, la estrategia más sencilla y más aplicada, dado que consiste en una solución de encastres entre planos no siempre ortogonales, pero sí con una voluntad de generar costillas que en conjunto resumen la definición formal general. Es el caso de Metropol Parasol en Sevilla, de los diseños de Persian CNC, del Serpentine Gallery Pavilion de Londres. El estadio olímpico de Beijing, de Herzog & De Meuron y Ai Weiwei, también adopta esta estrategia.

La modulación como estrategia consiste en la fabricación de piezas iguales —o no— que se unen sin dejar espacios entre ellas. Como técnica no es nueva: se aplica desde la Roma antigua en la generación de mosaicos, así como en los diseños de vitales góticos. No obstante, la fabricación digital ha facilitado el pasaje del diseño vectorial a la producción física, con las simplificaciones que esto implica. Se pueden citar como ejemplos de esta estrategia algunas obras de Fabio Gramazio, o los pabellones de Andrés Martín Pastor. Las cúpulas geodésicas de Richard Buckminster Füller también fueron pensadas en base a modulación de hexágonos o triángulos, aunque con diferentes medidas, conformando asimismo una malla poliédrica.

El pliegue es acaso el modo más intuitivo de producir un objeto tridimensional a partir de una superficie de dos dimensiones. Además de enriquecer formalmente el resultado del pliegue, se contribuye a generar la rigidez estructural necesaria. Esto se ha estudiado desde la determinación de patrones, desde el teselado, desde el estudio del origami, etcétera. El proyecto Mainfold, de Andrew Kudless, podría ejemplificar esta técnica. También la capilla de las Fuerzas Armadas, de SOM, de 1964.

Forma y contorno dependen esencialmente del instrumento utilizado, y el CNC es la opción más idónea para este caso. Consiste en escarbar, en horadar espacialmente el material hasta obtener la pieza buscada desde lo modelado. No necesariamente se obtienen piezas definidas. Muchas veces se pueden obtener moldes para generar otras piezas, o elementos auxiliares varios. Un ejemplo claro de esto es el interior del Elbphilarmonie con sus placas acústicas.

Robótica integrada

El paradigma de la fabricación digital permite el ensamble manual de piezas para lograr un resultado formal dado. Sin embargo, de modo aún incipiente comienzan a anexarse otras disciplinas, como la producción y programación de entidades electromecánicas vinculadas al proceso constructivo. Tal es el caso de brazos robóticos, sistemas inteligentes de control de procesos, o unidades programables mínimas (Arduino, BeagleBone, Raspberri Pi, etcétera) con funcionalidades concretas, que producen pieles responsivas, regulaciones lumínicas, medidores de recursos, etcétera.

Asimismo, la utilización de drones programables para el posicionamiento de objetos constructivos brinda una nueva modalidad de integración con agentes mecánicos inteligentes. Experimentaciones en este campo son frecuentes en los trabajos de Gramazio y Kohler, pero quizá sea el área de acción aún menos explotada fuera de los centros de vanguardia, por sus altos costos.

Estado de la investigación

Kostas Terzidis reconoce dos conceptos interesantes que se ligan sin obstáculos involucrando la máquina o las tecnologías de la información como elementos del proceso proyectual. Por un lado, computerization, que refiere a la automatización, mecanización y digitalización de procesos manuales y electrónicos; por otro, computation, que hace referencia a una exploración indeterminada que prolonga el conocimiento pues vincula racionalización, lógica, algoritmo, deducción, inducción, extrapolación, exploración y estimación (Terzidis, 2003).

Bajo esta mirada, se abre un nuevo espectro de enfoques que atienden a la vinculación de lo digital con lo físico. En este punto, y para evitar confusiones, corresponde hacer una puntualización: no son un par opuesto ni antinómico. Lo digital y lo físico son dos estados de la misma cosa. Siguiendo la definición que el autor da a la palabra computation, lo digital y lo físico se vinculan como una prolongación de cada parte en la otra.

Los laboratorios de fabricación digital, adoptando esta visión, han transmitido desde la experiencia casi simultánea del pensar y del hacer la noción de realidad de lo producido, generando asimismo conciencia sobre las posibilidades de las diferentes técnicas y estrategias pasibles de ser adoptadas.

Pero las implicancias de la fabricación digital pueden ser abordadas desde diferentes capas o enfoques, que permiten una mayor aproximación al fenómeno y a sus vinculaciones con la práctica proyectual. Estas capas se intersectan, se superponen, se relacionan. En este trabajo se propone, sólo a los efectos de organizar su estudio, una distinción entre tres capas: una dimensión ecológica, una tecnológica y una social. Asimismo, las tres se exponen como un breve resumen de investigación en clave poiética de la fabricación digital a nivel global aplicada a la generación de proyectos.

Corte ecológico - Producción y materiales - Optimización de recursos

La fabricación digital es, en su definición más simplificada, un proceso de producción de átomos a partir de bits. Pero esta definición lleva implícita una serie de determinantes que hacen a su naturaleza y a su vinculación sistémica con el entorno. Una de estas determinantes es la optimización de recursos y la producción de insumos, en la medida de lo necesario, de acuerdo con un fin dado. Es decir, la producción bajo demanda de soluciones que, lejos de generar los excedentes de la producción en masa, logran una consecución plena de los objetivos con los recursos justos. En general, la impresión 3D, como tecnología disruptiva, es la que porta el estandarte de las técnicas limpias y ecointegradas. Schwab la identifica como uno de los puntos de inflexión de la cuarta revolución industrial y predice su aplicación a diversos campos, actualmente en experimentación: construcción arquitectónica, fabricación de prototipos, producción en gran escala, robótica, biotecnología, nanotecnología, etcétera (Schwab, 2016).

Una peculiaridad de la impresión 3D es su integración con el entorno natural, en el sentido de procurar la utilización de nuevas materias primas procedentes de desechos industriales, bioplásticos derivados del almidón de maíz (PLA), filamentos de algas, e incluso células vivas en diversas formas. De este modo, no sólo el aspecto cuantitativo de la producción es controlable, sino también su impacto ambiental, al poder tomar acción sobre materiales usualmente descartables para la industria tradicional.

Si bien no existe aún un número suficiente de estudios sobre el impacto ambiental de la impresión 3D, los pocos que se han hecho coinciden en afirmar que este tipo de manufactura aditiva conlleva a una reducción drástica de las emisiones de gases de efecto invernadero, con lo que el proceso productivo se torna más benévolo. Estudios como el Atkins Project, de la Loughborough University, en Reino Unido, agregan también que con la tecnología actual de impresión 3D el consumo energético requerido para producir la misma pieza es cien veces superior en una impresora 3D que en la industria tradicional, con lo cual el valor de esta tecnología, a pesar de sus virtudes, no estaría al momento alcanzando un equilibrio de rentabilidad (Excell, 2010). No obstante, el crecimiento exponencial de la impresión 3D y su expansión a distintas áreas podrían revertir esto en el corto plazo, generando una ecuación más atractiva para la inversión y la apuesta por estos sistemas (Blanco, 2014). Asimismo, la ausencia de encofrados y piezas auxiliares, junto con la reutilización de residuos de impresión 3D como nuevo insumo, son parte integral del proceso, al menos en la mayoría de los materiales empleados. De este modo se contribuye también a la optimización de esta tecnología y a reducir su impacto ambiental.

Aunque las técnicas aditivas de fabricación digital se encuentran en una fase muy primaria en el campo de la arquitectura, comienzan a tener mayor aceptación desde la industria de la construcción, en campos experimentales pero también en grandes construcciones, sobre todo en China. En ese país Winsum Firm cuenta con el beneficio de normas muy flexibles a la hora de la experimentación y ejecución de la innovación. En sí, al pertenecer puramente al mercado y no responder a un colectivo académico, no destina gran presupuesto a investigación, pero sí a producción. Su técnica radica en la impresión 3D de hormigón en todas sus formas: mediante un brazo robótico in situ, la prefabricación de piezas y colocación en obra, o la impresión total en una pieza única. Como muchas de las cosas que se producen en China, los proyectos impresos en 3D se hacen en gran escala: se logró el récord de producción de diez viviendas en un día mediante esta técnica. Winsum posee en la actualidad varias decenas de patentes referidas a la impresión 3D, con lo que puede asegurarse un futuro de vanguardia en este campo, no sólo dentro del mercado chino, sino vendiéndolas o liberándolas a otras empresas a futuro.

Neri Oxman, arquitecta e investigadora del MIT, es una de las mayores promotoras de la fabricación digital mediante técnicas agregativas de impresión 3D. Sostiene que esta técnica constituye un camino hacia la disolución de los límites constructivos de la arquitectura, de acuerdo con algunos principios que enumera: crecimiento vs construcción; integración vs segregación; heterogeneidad vs homogeneidad; diferencia vs repetición; y, sobre todo, la búsqueda de la belleza más allá de la utilidad (Oxman, 2010). A partir de la impresión 3D, promueve la composición de proyectos cuya organicidad les permita cambiar, mutar, ¿vivir? La técnica referida permite la fabricación por agregación de prácticamente cualquier material, incluyendo células vivas. Si bien Oxman no ha participado aún en proyectos de gran escala y sí en prototipos y piezas de menor porte, se destaca entre su obra el Silk Pavilion como ejemplo de puesta en práctica de su búsqueda teórica constante.

Corte tecnológico - Replicación de máquinas - Integración - Posthumanismo

Una de las características más resaltables de la fabricación digital es su cualidad de estructura productiva autorreplicante, es decir, la condición de producir máquinas idénticas o incluso mejoradas a partir de máquinas previamente existentes. Tanto las impresoras 3D como las máquinas de corte láser o plasma pueden ser utilizadas para producir nuevos equipos, con lo cual en un laboratorio con las capacidades necesarias, la gran inversión está compuesta por el primer equipo, a partir del cual se pueden replicar versiones iguales o con eventuales mejoras. El proyecto RepRap,1 que puede ser realimentado a través de su propia wiki, es un ejemplo claro de esto.

La faceta más tecnológica de la fabricación digital interpela sobre el rol de la integración de la tecnología no ya con el proceso mismo de producción sino con la vida cotidiana de sus usuarios. De este modo, la Internet de las Cosas ha permitido la generación del wearable computing, y este, en su aplicación a nivel de nano y biotecnologías, la integración hombre-máquina. Esta visión, lindera con el enfoque posthumanista y transhumanista, se encuentra en una fase evolutiva cuyos resultados son a la vez prometedores e inciertos, como sugieren diversos autores (Harari, 2015; Ferry, 2016).

En el campo explícito de la generación de proyectos y exploración arquitectural, los centros de producción, experimentación y difusión de la fabricación digital se encuentran fundamentalmente en las universidades de vanguardia de Estados Unidos, Suiza y Alemania.

En tal sentido, Gramazio define su trabajo:

“In our research we examine the changes in architectural production requirements that result from introducing digital manufacturing techniques. Our special interest lies in combining data and material and the resulting implications this has on the architectural design. The possibility of directly fabricating building components described on the computer expands not only the spectrum of possibilities for construction, but, by the direct implementation of material and production logic into the design process, it establishes a unique architectural expression and a new aesthetic”. (Gramazio, 2017)

Con esta consigna, la investigación proyectual de Gramazio y Kohler no se restringe a la impresión 3D como camino exploratorio sino que busca incorporar las técnicas de agregación en todo su potencial, empleando brazos robóticos para el posicionamiento exacto de piezas y drones con el mismo fin.

“Our research focuses on additive digital fabrication techniques used for building non-standardized architectural components. Simply put, additive fabrication can be described as a three-dimensional printing process. By positioning material precisely where it is required, we are able to interweave functional and aesthetic qualities into a structure. We can thus “inform” architecture through to the level of material. Our aim is to develop criteria for a new system of structural logic which can be applied to architecture and that is intrinsic to digital fabrication. We started with modules such as bricks as a basic material and are now expanding the spectrum to include fluid materials.” (Gramazio, 2017).

Por medio del NCCR Digital Fabrication, que tiene su inicio en 2014, las iniciativas orientadas a la fabricación digital en todo el territorio suizo han conseguido un posicionamiento estratégico de cara a la implementación y puesta en práctica de las investigaciones realizadas en el tema. Como emprendimiento multidisciplinar, combina en los arquitectos el perfil de diseñador, de programador y de constructor de objetos, de edificios, de máquinas y de códigos que programan máquinas.

Corte social - Producción libre - Código abierto - Laboratorios móviles - Empoderamiento ciudadano

La filosofía del open source o código abierto impregna también la aplicación de la fabricación digital. Allende su origen en el mundo del software, el pensamiento de código abierto se ha extendido hacia otras áreas del conocimiento, entre ellas el diseño, en todas sus vertientes (Jabi, 2013).

La posibilidad de acceder a los códigos fuente detrás de objetos espaciales digitalmente creados, modificarlos, perfeccionarlos y volver a ponerlos a disposición de la comunidad contribuyó en buena medida a la proliferación de laboratorios de libre participación ciudadana y también ha nutrido la filosofía detrás de la red fab lab.2 Entre estas iniciativas, muchas veces auspiciadas por oenegés, universidades o centros de investigación, se ha buscado acercar la fabricación digital a la gente, mediante cursos, capacitaciones y demás impulsos orientados al empoderamiento ciudadano por medio del conocimiento tecnológico.

A su vez, el escaso coste de algunas tecnologías en uso, y la posibilidad de autorreplicación referida en el apartado previo, hacen de estas prácticas una opción interesante y a la vez motivadora para la sociedad. En este punto se recomienda visualizar los trabajos llevados adelante por el Media Lab Prado, dependiente del Ayuntamiento de Madrid.3

En el campo de proyecto, si bien existen numerosos trabajos en curso, es pertinente destacar el de Yasushi Ikeda, en Japón, adscripto a la filosofía de código abierto. Ikeda, uno de los pioneros en Japón en la aplicación de las tecnologías de la información a la práctica arquitectónica desde sus tiempos en el estudio de Maki, ha avanzado en temas referidos a la integración tecnológica en la práctica proyectual desde su rol de investigador en la Universidad Keio, haciendo hincapié en la sustentabilidad y las técnicas digitales integradas de producción.

Quizá el mejor ejemplo de su trabajo en este campo es la Co-Evolution House, de 2014. Se trata de un proyecto realizado íntegramente desde lo digital, con tecnología BIM, y luego construido mediante fabricación digital por técnicas de corte y agregación. Se trata de un proyecto universitario ubicado en el Shonan Fujisawa Campus, que emplea automatismos y es autosuficiente energéticamente, mediante paneles fotovoltaicos capaces de cubrir la demanda energética.

Todo el proyecto fue ejecutado por estudiantes, y cada pieza fue producida por ellos. A diferencia de las políticas de patentes, es intención de este proyecto convertirse en un elemento pasible de ser colectivizado, compartido, modificado y eventualmente mejorado. Mediante la liberación de su diseño y de su esencia digital, devendrá próximamente en un proyecto open-source y podrá ser intervenido a futuro por otros estudiantes y/o profesionales. Volviendo sobre la definición de Terzidis de computation, también en este caso la exploración aportada a través de la máquina construye una prolongación del conocimiento que hace a la teoría y a la práctica del mismo modo que abre horizontes para nuevas formas de pensar y de concebir la arquitectura.

La red de laboratorios de fabricación digital que opera en universidades, estudios profesionales y asociaciones independientes colabora entre sí en forma más o menos intensa, por asociaciones geográficas, definición de intereses comunes, y posibilidades económicas asociadas a cada centro. Existe en toda la red una apuesta clara por la innovación en los países centrales por medio de los trabajos comentados más arriba como ejemplos, y una apuesta marginal y más dependiente de fondos concursables internacionales para los centros de países periféricos. Tal es el caso del contexto latinoamericano.

El escenario latinoamericano. Poiesis, teoría, adaptación

David Sperling, junto con Pablo Herrera y Rodrigo Scheeren, iniciaron el primer camino de mapeo de actividades de fabricación digital en Latinoamérica, desde la Universidad de San Pablo, de cara al congreso CaadFutures que se llevó a cabo en 2015 en esa universidad. Los datos de partida se obtuvieron en 2014 y responden al estado de situación de la fabricación digital en ese momento. No obstante, si bien los datos que sustentaron el análisis necesariamente han variado, nada indica que lo hayan hecho en modo significativo.

Al menos, puede decirse que los problemas de fondo constatados en 2014 continúan persistiendo.

“Even though the creative inspiration of digital fabrication lab’s in our region is effervescent, the scenario is very different from other places in North Hemisphere. The MIT Fab Lab’s network installed in South America is an indicative of present challenges in local context. According to Benito Juárez —coordinator of Fab Lab Lima and of the South America MIT Fab Lab’ s network— currently the network has more tan 250 laboratories around the world with an exponential growth in recent years. Despite they present itself as an inclusive project, 75 % of Fab Labs are located in developed countries (40 % in Europe and 35 % in USA) and 25 % in developing countries, with only 5 % in Latin America. Juarez points out that some cultural factors cause that the concept of «technological democratization» -conceived in developed nations —differs from the reality in our región.” (Sperling, 2015).

Más allá del 5 % de fab labs localizado en Latinoamérica, de acuerdo con la investigación de Sperling, corresponde aclarar que esto se remite únicamente a la red Fab Lab del MIT, que lejos está de ser la totalidad o la mayor parte de los laboratorios de fabricación digital instalados en el continente. Por el contrario, y dadas la erogaciones que implica el mantenimiento de un fab lab de la red del MIT, muchas universidades y centros de investigación han optado por desarrollarse al margen de la red. A veces este apartamiento responde únicamente a motivaciones económicas, y otras, además, a motivaciones de orden filosófico.

La utilización de los laboratorios latinoamericanos es también muy dispar, algo que se pone en evidencia en la heterogeneidad de las tecnologías empleadas. Si bien aún no existen relevamientos actualizados de las capacidades reales de cada laboratorio,4 las diferencias se ponen de manifiesto en la visualización de los trabajos realizados, que anualmente se presentan en congresos, workshops y conferencias dedicadas al tema. De hecho, la red de nodos de fabricación digital en Latinoamérica, además de trabajar colaborativamente entre algunos de sus miembros, participa en instancias de socialización del trabajo realizado, que son los congresos anuales.

Estos congresos conforman el mejor testimonio del trabajo realizado, y son en sí el mejor modo de rastrear las actividades de cada nodo de fabricación digital en el continente. A falta de una plataforma específica (como podrían ser el congreso FABRICATE en Alemania, o el ROB/ARCH en Suiza), el rastreo de trabajos de los centros latinoamericanos debe hacerse en los proceedings de SiGraDi, y yendo a otros campos más lejanos de difusión —distantes además por el idioma— a los proceedings de eCAADe, ACADIA, CAADRIA y CaadFutures. Por supuesto, con una participación menor debido a las dificultades que ofrece el proceso de revisión en otro idioma y la competitividad necesaria para equiparar el nivel con los trabajos desarrollados en los centros de vanguardia.

Indexación y repositorios mediante, no es un escollo insalvable mapear hoy la incidencia de las investigaciones y aplicaciones realizadas por los centros de fabricación digital latinoamericanos en el universo de las publicaciones académicas. No obstante, se dificulta mucho más el mapeo de las intenciones de cada centro, a la luz de una descoordinación estructural, producto de que se trata de una disciplina incipiente, que —quizá porque no ha sido internalizada todavía o porque requiere una inversión importante en recursos humanos y materiales— no ha logrado aún un lugar definido en la formación curricular a nivel general.

De todos modos, más allá de las dificultades apreciadas, la incidencia de la fabricación digital en Latinoamérica es perceptible en realizaciones concretas, quizá aún no tan acabadas como algunas de las comentadas más arriba, pero con una impronta local que revela que las posibilidades técnicas —aunque sean reducidas— pueden ser también aprovechables y es posible obtener de ellas un importante rédito. Tal es el caso de los pabellones realizados por Andrés Martín-Pastor en Colombia, Chile, Argentina y Uruguay; los trabajos de Mauro Chiarella en torno a la práctica de la cultura maker, o las experiencias del Fab Lab Lima en Perú, o las estructuras bichos de Daniela Frogheri en Monterrey, donde se conjugan elementos de corte tecnológico y de código abierto en soluciones de arquitecturas a un tiempo efímeras e innovadoras, por citar algunos ejemplos.

Más cercanamente, se pueden referir las experiencias que involucran al Laboratorio de Fabricación Digital MVD con la producción del remate del edificio de Trambauer en la Ciudad Vieja, la cúpula iluminada del Palacio Salvo y la realización del Dieste Pavilion, llevados adelante en diferentes marcos formales pero bajo la consigna de la experimentación, implementación y difusión de este paradigma. Este tipo de experiencias locales serán continuadas y sostenidas en el tiempo mediante el Diploma en Diseño Paramétrico y Fabricación Digital comentado más arriba, y de ellas se continuará obteniendo conclusiones desde lo empírico, que —se espera— contribuirán a una comprensión más general y acabada del tema.

Conclusión. Posibles versiones: escenarios e interrogantes

Del estado actual de la fabricación digital a nivel mundial, tanto como del grado de involucramiento por parte de los centros y universidades latinoamericanas, pueden extraerse algunos interrogantes que interpelan sobre el modo de accionar y de comprender la acción proyectual por medio de las nuevas tecnologías.

La fabricación digital promueve interrogantes y construye problemas, que abordan la materialidad, la morfología, las estrategias proyectuales, y la esencia misma del proyecto de arquitectura. Lejos de la concepción proyectual de Alberti, según la cual el proyecto es la acción prioritaria del arquitecto, y la obra construida constituye sólo una copia (Ortega, 2013), la fabricación digital propone una unificación entre el acto de proyectar y la acción productiva.

Desde el modelo de Alberti ha mediado entre el arquitecto y la obra la necesidad de un sistema de representación. No obstante, la digitalización como tendencia general e irreversible, al ser aplicada a la fabricación, constituye una nueva forma de concebir el proyecto desde la dinámica del pasaje de átomos a bits. En ella se encuentran implícitas las condicionantes propias de la técnica, que inciden en la definición espacial, morfológica y material del proyecto.

Cabe pues una serie de interrogantes, de cara a la construcción de esta instancia de investigación como problema, y como puntos de partida para un enfoque formal desde la academia.

¿Cuál debe ser el rol del arquitecto en relación con las tecnologías de fabricación digital?

¿Cómo impactan estas en la concepción del diseño? ¿Deben los proyectos pensarse a partir de lo material (átomos) y lo digital (bits) de forma integral, o, por el contrario, continuar siendo materia diferenciada de estudio permitiendo una especialización en cada área?

Dadas las condicionantes económicas propias del contexto latinoamericano, ¿es posible superar la brecha tecnológica con los países centrales a nivel de praxis e investigación? ¿Cómo pueden consolidarse la técnica y su comprensión por parte de la academia para que sea aceptada por la sociedad?

Los escenarios que se presentan a futuro son múltiples. Su construcción dependerá de la resolución y respuesta a estos interrogantes y, por supuesto, de la formulación de nuevas preguntas que interpelen sobre la incidencia en el proceso proyectual de las tecnologías de creación y transformación de bits en átomos.

Bibliografía

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Sitios web

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Gramazio, F. (2017). About Gramazio-Kohler.

1 Por más información, visitar http://reprap.org

2 http://www.fabfoundation.org

3 http://medialab-prado.es

4 Rodrigo Scheeren se encuentra realizando esta indagación en la Universidad de San Pablo, en su estudio Centros de investigação e pesquisa em arquitetura e fabricação digital na América do Sul: estratégias de ação e o estado da arte da produção. Al momento de publicación de este artículo los resultados obtenidos no son aún de conocimiento público.

— Gambini, Jorge La Técnica como Sentimiento – Estilo en inflexión en la obra Americana de Mies van der Rohe

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UDELAR (Uruguay)

— Director

Espallargas Giménez, Luis

— Codirector

--

— Año de admisión

2016

— Contacto

— Resumen
QUADRANGLE - Estilo e inflexión en la obra americana de Mies van der Rohe

Se llama estilo a las convenciones en el estado de su equilibrio (aún inestable) con el sujeto.1

Durante un estrecho arco temporal, que se inaugura en 1943 y se prolonga hasta la concreción del Seagram Building, Ludwig Mies van der Rohe someterá el conjunto de su producción a un proceso progresivo de clarificación y autolimitación, con el afán de construir la base gramatical de un nuevo lenguaje arquitectónico; un lenguaje capaz de capturar de manera definitiva el espíritu de la época abarcando tanto el campo de lo esperado como de lo inesperado en arquitectura.

Si para Mies la misión última de la arquitectura era representar el Zeitgeist de un mundo movilizado por la técnica, su concreción más radical fue determinar con precisión las condiciones de un estilo arquitectónico definitivo, capaz de acompasar técnica y cultura. El proyecto miesano por antonomasia será entonces la definición de las condiciones formales y técnicas de un estilo moderno hegemónico, capaz de restaurar las posibilidades de universalidad y permanencia perdidas para la arquitectura tras la superación del clasicismo. Este esfuerzo por la creación de un lenguaje común irá mucho más allá de los tibios parentescos establecidos en 1932 con el Estilo Internacional y, en lugar de ofrecernos un repertorio de definiciones formales, capaces de abarcar el panorama diverso de la arquitectura moderna como lo hicieron Henry-Russell Hitchcock y Philip Johnson, Mies nos brindará un preciso y limitado conjunto de convenciones, expresadas en tipologías, configuraciones materiales y soluciones técnicas.

Hace falta sólo repasar los proyectos de estructura reticular y cladding metálico que la oficina de Mies realizó a partir del Lake Shore Drive, sin importar su número de plantas, destino o locación, para ver cómo la calidad específica de cada obra individual está dada por su adecuación a las particularidades del sitio, al programa, a los materiales y, por supuesto, a la técnica empleada, pero sobre toda calidad individual se impone la precisión abstracta y general de un estilo, de un lenguaje y sus distintos modos de articularse.

La arquitectura miesana, no representacional y eminentemente abstracta por naturaleza, adoptará en su etapa americana la universalidad extrema y genérica de lo arquetípico. La obra de Mies oscilará imperceptiblemente entre una serie limitada de arquetipos formales, origen de nuevos objetos, conceptos y artefactos que, una vez producidos, serán portadores del vigor creativo de un principio general; en un proceso de creación y recreación, cada obra será el anticipo de una o el recuerdo de otra.

La naturaleza genérica de las leyes internas de su arquitectura y la progresiva adecuación de medios técnicos a fines estéticos terminarán por conferir a su obra un aura clásica de perfección y ensamblaje: la recurrencia y la previsibilidad serán el precio que tendrá que pagar su obra por la posibilidad de ser parte de la cultura y del tiempo. Así lo indica Peter Carter en Mies at Work (1974):

Arquitectura y civilización: Mies van der Rohe creía que el valor máximo de la arquitectura no podía ser otro que ser un reflejo de las fuerzas que conducen y sostienen una época. No es una moda; tampoco es algo para la eternidad; es parte de una época. En las fuerzas de la ciencia, la tecnología, la industrialización y la economía —y en la trama social que se desarrolla a partir de sus influencias, él detectó un impulso de universalización en nuestro tiempo y lo aceptó como hecho. Él dijo «Yo he tratado de hacer arquitectura para una sociedad tecnológica… he querido mantener todo razonable y claro para tener una arquitectura que cualquiera pueda hacer».2

En «Neo-clasicismo y arquitectura moderna II»,3 publicado en Oppositions 1 (1973), Collin Rowe pone de manifiesto la evolución de la arquitectura americana de Mies, proceso que tiene como resultado la cohesión de espacio y estructura. Rowe centra parte de su ensayo en el cambio del pilar exento, ya sea circular o cruciforme, de la etapa europea al pilar H, cuadrado o en cruz, claramente vinculado con la definición de la envolvente espacial.

En Mies at Work, Peter Carter clasifica el conjunto de la producción miesana en tres tipologías espacio-estructurales, dejando de lado las clasificaciones más tradicionales, basadas en la evolución cronológica (Johnson,4 1947) o en la definición funcional (Hilberseimer,5 1956). Las categorías propuestas por Carter, high-rise skeleton frame building, low-rise skeleton frame building y clear span building, nos hablan de una entidad híbrida estructura-espacio.

Mientras que skeleton frame refiere a su materialidad ostensible, al carácter reticular de la estructura, así como a su condición de marco y de límite preciso del espacio construido, su otra definición, clear span, hace referencia al carácter unitario, libre y extenso del espacio universal e, implícitamente, a una interioridad en la que el espacio se ha liberado de obstrucciones y referencias, y sus límites verticales han perdido relevancia en la delimitación del interior. En el contexto de este artículo se propone reducir la clasificación de Carter únicamente a dos familias y a sus combinaciones, eliminando el matiz entre edificios altos y bajos y haciendo aún más enfática y prescriptiva la universalidad arquetípica propuesta por Mies.

Si repasamos la producción americana de Mies en función de estas categorías se hace ostensible que lo que apreciamos como la esencia de estos edificios es aquello que se repite y permanece; en definitiva, aquello que descansa en el preciso equilibrio de las convenciones y se presta a la reproducción.

Los skeleton frame buildings comprenden la mayor parte de la obra americana de Mies y abarcan edificios tanto en acero como en hormigón armado. Podemos rastrear el origen de sus características específicas al conjunto de actividades que Mies desarrolla entre 1943 y 1944 en el Illinois Institute of Technology (IIT). En esos años, en el ámbito de un ejercicio en torno al estudio de la definición material del edificio en altura, Joseph Fujikawa,6 bajo la tutela de Mies, elabora una interpretación de las posibilidades expresivas del hormigón armado. La síntesis visual alcanzada anticipa la arquitectura que Mies realizará en América, al tiempo que enlaza su actividad docente con los proyectos radicales de la década de 1920. No es casualidad la similitud del punto de vista del rascacielos de hormigón armado con el del rascacielos de cristal de 1922; es evidente que se trata de una referencia de partida del ejercicio.

Las palabras de Mies citadas por Fujikawa refieren a la búsqueda de expresividad visual a partir de la realidad técnica del problema arquitectónico planteado: «El concreto es un material mucho más plástico, y tú puedes expresar las cargas en un edificio en altura teniendo una columna de mayor dimensión en la base y que se vaya reduciendo a medida de que sube en la torre».7

En el proyecto de Fujikawa la relación entre el esqueleto de hormigón armado y el cerramiento es el aspecto dominante de la composición. Fujikawa divide las veinticuatro plantas del rascacielos en cuatro grupos de seis pisos en los que la estructura vertical, proyectada al exterior de la fachada, se irá sucesivamente retirando hacia atrás. Las caras laterales de los pilares que sobresalen en la fachada se cargan con sombras profundas mientras sus frentes se iluminan marcando líneas verticales de luz. Los forjados retroceden detrás de los pilares, y entre ellos aparece el cerramiento de cristal que se enrasa con el borde de las losas, remarcando la planitud del límite del espacio interior. Los testeros en voladizo, que forman parte del planteo anterior en acero, adquieren un verdadero sentido formal al mostrar el volumen de cristal como un cuerpo unitario tangente a la estructura de la fachada. Esta separación visual entre la estructura y el cerramiento asegura la uniformidad arquetípica del artefacto.

Los montantes verticales del cerramiento dividen en cuatro espacios cada crujía, de tal manera que otorgan consistencia visual al plano de cierre, al tiempo que la visión se libera de obstáculos. Un montante horizontal a la altura de un pasamano permite reducir el tamaño de los cristales y tener una referencia de escala; la esquina liberada en voladizo permite un tratamiento universal en las caras del volumen. Finalmente, la planta baja se retira en los cuatro lados del edificio, generando una galería abierta que separa el cuerpo vertical de la torre de su plano de apoyo; de esta manera se anticipa la que será la solución típica de Mies para las plantas bajas de sus edificios en altura.

La propuesta de Fujikawa es el desarrollo de un planteo anterior realizado por otro estudiante del IIT en un ejercicio similar con estructura de acero.8 El planteo en acero y cristal no logra clarificar los elementos formales del proyecto ni organizarlos en una unidad consistente. El edificio en altura se adhiere al cuerpo de tres plantas perdiendo claridad; las plantas bajas se llenan con un volumen continuo de cristal que dificulta la lectura independiente de los edificios. La estructura se retrasa liberando la fachada de cristal, que pierde consistencia al no configurarse como un plano homogéneo. Montantes verticales y horizontales repiten sin convencimiento el orden estructural del que se habían liberado. Esta contradicción parece fomentar los accidentes. Los espacios de la falsa estructura toman como referencia los cerramientos de los edificios del IIT. Finalmente, la manera de organizar el artefacto consiste en someter al edificio a una doble simetría —de tensión vertical en la fachada frontal y horizontal en la lateral—, en un movimiento que termina por cancelar cualquier posibilidad de unidad.

El edificio de Fujikawa es una inflexión decisiva, que anticipa el carácter arquetípico y tecnológico de la producción americana de Mies, que tiene a la estructura como núcleo formal de su arquitectura, y a su relación con la técnica como núcleo expresivo.

Hasta 1943 lo que vemos reflejado en la multiplicidad de maquetas, croquis y perspectivas del Armour-IIT es que los edificios destinados a aulas y oficinas se plantean inicialmente con estructuras metálicas de pórticos reticulares en un segundo plano, esquinas en voladizo y plantas bajas retranqueadas que liberan de forma todavía imprecisa los extremos de los edificios. Estos proyectos están más cerca de la configuración fenomenológica de los almacenes Adam (1928-1929) —con su fachada de revestimiento que enmascara el andamiaje estructural— que del Lake Shore Drive (1948-1951) y su estructura como núcleo de la forma.

En 1942 Mies define la grilla de 7,20 x 7,209 que será la base modular del IIT, pero es a partir de 1943, con las restricciones de la guerra, que inicia un proceso de clarificación en el que su arquitectura gana en precisión, en la medida en que construye una manera específica de combinar sus elementos. Es en estos edificios, proyectados con enormes limitaciones materiales, en los que la estructura adopta la cualidad gravitatoria y esencial que caracteriza su obra americana.

En el Engineering Research Building (1943-1946), construido en hormigón armado, una gruesa grilla estructural de sección cuadrada se convierte en la pauta formal del edificio enmarcando paños de cerramiento de ladrillo y vidrio que, dispuestos en la cara exterior de la fachada, aumentan su carácter volumétrico y abstracto. Pequeñas juntas rehundidas en la masa de hormigón bordean la estructura, separándola de los elementos de cierre y remarcando la autonomía de los elementos. Los pilares pasan a ocupar las esquinas del volumen, delimitando el espacio interior contenido en la retícula y reforzando la identificación de forma, espacio y estructura. Un estudio de lo que ocurre en estos años en el IIT merece una atención especial que trasciende el alcance de este texto y que se reconoce necesaria para alcanzar una comprensión del origen de la gramática miesana.

En 1958 Mies van der Rohe escribe:

La planta variable y una estructura clara no pueden separarse una de otra. La claridad de la estructura es la base de la planta libre. Cuando no surge una estructura unívoca, perdemos todo interés. Empezamos preguntándonos lo que tenemos que construir: una nave, abierta o un tipo estructural convencional y, a continuación, partiendo del tipo elegido, trabajamos hasta llegar al detalle constructivo más pequeño, antes de empezar a resolver los pormenores de la planta. Si primero resuelven la planta o la ordenación espacial, todo se bloquea y es imposible que la estructura sea clara […] la estructura es la espina dorsal del conjunto y posibilita la planta variable. Sin esta columna vertebral la planta no sería libre, ya que quedaría bloqueada categóricamente.10

Con el Lake Shore Drive 860-880 (1948-1951) la estricta base gramatical de los skeleton frame buildings queda definida. El núcleo arquetípico de estos edificios será una estructura reticular de pórticos bidireccionales, idealmente isótropa, modulada en función de los requerimientos programáticos y en coincidencia con el cerramiento. La estructura anticipa el orden geométrico, las proporciones y la organización del edificio, cumpliendo todas las funciones estéticas clásicas planteadas por Gottfried Semper en El estilo: simetría, proporción y dirección.11

La estructura es el límite y, en cierto sentido, el revestimiento del espacio, como señala Colin Rowe (1973):

La antigua columna había hecho que el espacio girase a su alrededor, había sido el punto central de un volumen definido aproximadamente; la nueva columna, sin embargo, actúa como contorno o definición de un volumen espacial mayor. De este modo las funciones espaciales de ambas se hallan completamente diferenciadas. La nueva columna no es ya el viejo signo de puntuación del Estilo Internacional. Ahora implica la existencia de una célula estructural autónoma; y cualquier serie de columnas de este tipo funciona como una especie de división esquematizada o de pared discontinua.12

El pilar bidireccional en la esquina termina de afirmar la unidad forma-estructura-espacio, asegurando la regularidad universal en el tratamiento de sus fachadas y la interdependencia de estructura y envolvente.

El grosor de los miembros de la retícula está determinado por su resistencia a las cargas y principalmente por la protección contra el fuego en el hormigón, lo que aumenta considerablemente su sección y le otorga un carácter gravitatorio, inarticulado y definitivo, más próximo al de los edificios de hormigón del IIT que a sus antecesores en acero, construidos apenas unos años antes. Un recubrimiento metálico pintado de negro, sin función estructural y que hace de encofrado del hormigón, viste por completo a la estructura, otorgándole la apariencia de una retícula homogénea e indivisible; de un objeto mental, más próximo a la representación de una idea que a su concreción.

Sobre el plano de la estructura, el estrecho haz de perfiles I de acero aumenta la tensión vertical del cuerpo del edificio haciendo de contrapunto visual de la pausada horizontalidad de los vanos. Las cercanas líneas de luz o de sombra, dibujadas sobre las caras planas de estos maineles, son responsables de que la percepción de la torre varíe entre la reflexión, la transparencia y la opacidad total. Peter Carter se refiere a la incorporación de estos perfiles como a «una transformación filosófica en la que se ha pasado del pluralismo al monoteísmo».13

El cerramiento vidriado se dispone en la cara exterior de la retícula entre los miembros estructurales. Cada crujía es dividida por maineles que establecen un ritmo de vanos, cuyos extremos presentan una reducción dimensional al absorber medio pilar, lo que produce «cadencias visuales de intervalos que se expanden y se contraen».14 Cada crujía estructural se define como una unidad en sí misma en una doble tensión, con la totalidad recurrente de su repetición y con la uniformidad estriada y vibrante de los maineles. La delimitación del espacio interior es enfática: a la pared discontinua que menciona Rowe se le agregan los parteluces de acero, que refuerzan el límite del espacio.

Estos parteluces dividen el módulo estructural en un número par de submódulos idénticos, de tensión vertical, y establecen la coincidencia entre el orden externo y la organización interior; estos montantes pautan las posibles subdivisiones programáticas. El mullion miesano consolida visualmente la corporeidad volumétrica del edificio estableciendo la característica distinción entre el volumen prismático de la torre y su basamento permeable como un límite y un atravesamiento.

En los edificios en altura, la necesidad de instalar unidades interiores, y montantes de climatización próximos a las zonas vidriadas, así como los requerimientos de estanqueidad frente al viento y al agua, llevan a la oficina de Mies a desarrollar soluciones de muro cortina colocando el cerramiento vidriado como un plano suspendido por delante de la estructura. Mies emplea esta solución primero en el 900 Esplanade (1953-1957) y después en prácticamente la totalidad de sus proyectos en altura, incluidas obras de la relevancia del edificio Seagram (1954-1958) y las torres del Chicago Federal Center (1959-1973) y del Toronto Dominion Center (1963-1969).

No voy a extenderme en este tema, dado que esta separación entre la estructura y el cerramiento, que nos dejó obras de la importancia y calidad del Seagram, implica un enriquecimiento de la gramática y no un cambio de lenguaje. No estamos ante un sistema de proyecto positivista que asume la adecuación formal a las exigencia técnicas como una evolución estética lineal. A pesar de las dificultades técnicas implícitas en la solución de la fachada enrasada del Lake Shore Drive, Mies insiste con esta configuración en repetidas ocasiones, en proyectos como el Berke Apartment Building (1952-1953) en Indianápolis, previo al Esplanade, y, años después, en la versión definitiva de los Battery Park Apartment Buildings (1957-1959) en Nueva York, en una de las versiones desarrolladas para el King Broadcasting Company (1966-1969) y en la torre para el Commerzbank (1967-1969) en Frankfurt, Alemania.

Vemos el mismo núcleo arquetípico en los edificios bajos de marco reticular, en los que las exigencias de hermeticidad y climatización son independientes de las fachadas; es el caso del Home Federal Savings and Loan Association (1960-1963), el Science Center (1962-1965) y la Martin Luther King Jr. Library (1965-1972), así como de los edificios altos, ya sean construidos en acero o en hormigón.

Mies construye su arquitectura a partir de un arquetipo formal, independiente del material y del programa, que no tiene un modelo previo en la realidad ni posee un valor intrínseco a priori. El esqueleto de marco reticular es una abstracción gramatical que surge de la conjunción arbitraria de la grilla espacial con la estructura estática, y sólo mediante la acción sensible del hombre sobre la técnica se revela este carácter arquetípico como esencia de una forma específica.

Estamos ante un retorno de la capacidad de objetivación dentro de un estilo. No se trata de una vuelta al clasicismo inspirado en Karl Schinkel de sus casas berlinesas ni de la libertad de configuración de su arquitectura neoplástica; después de 1950 Mies ingresa en una suerte de determinismo estructural en el que el modelo estático anticipa el carácter de cada proyecto.

En la retícula miesana resuena la cabaña primitiva del jesuita francés Marc-Antoine Laugier, quien identificó la esencia de la arquitectura con una construcción adintelada constituida exclusivamente por columnas, vigas y una cubierta. En su afán de posibilitar la emergencia de nuevos órdenes, Laugier desplaza el centro de la arquitectura desde la autoridad de los órdenes clásicos a las características esenciales de esta supuesta cabaña primitiva; un prototipo abstracto, estático y racional.

Con su arquitectura americana de posguerra Mies parece proponer una respuesta a la polémica en torno a la posibilidad de aparición de un nuevo estilo, desatada en el segundo cuarto del siglo XIX en Alemania. En su nueva gramática arquitectónica es posible encontrar reflejos de Schopenhauer, Karl Bótticher y Semper, autores que formaban parte de su biblioteca personal en Estados Unidos.15

Bótticher en su momento sostuvo:

Dijimos que la aceptación y continuidad con la tradición y no su negación es, históricamente, el único camino correcto del arte. Sin duda hay un espíritu vivo en nuestra generación que surge en esta dirección […] conducente a la emergencia, desde la tradición de un nuevo, original y único estilo […] el progreso espiritual puede venir sólo a través de lo que existe. Cada generación, al presionar hacia adelante, debe mirar hacia lo que ya ha sido creado para darse cuenta de la nueva verdad, aceptar lo que existe y desarrollarlo.16

Ana María Rigotti sintetiza esta crisis de la legitimidad de los estilos históricos sobre la que se construyen las condiciones para la emergencia de un estilo abstracto y no referencial:

Frente al estado insatisfactorio de la arquitectura, lo que estaba en discusión era la relación con la tradición disciplinar y los márgenes de una renovación radical, la permanencia del canon clásico o de la experiencia gótica como guía de los cambios, y la alternativa de una incipiente perspectiva materialista (centrada en la especificidad de medios vinculados a la dimensión constructiva y su tratamiento artístico como sustento del estilo), que dejaba atrás las aproximaciones idealistas propias de la filosofía del arte.

Se inaugura así un organicismo tectónico que plantea una relación inmanente y orgánica con los materiales y las técnicas constructivas que continúa la línea de crítica al vitruvianismo abierta por Laugier, aunque en un marco intelectual bien diverso. Toma a la naturaleza como modelo para construir una interpretación esencialista de la Arquitectura que da nuevo sentido a las formas de los estilos del pasado para resolver elecciones estilísticas contemporáneas. El problema del estilo ya no es definido en términos de elección de estilos del pasado, sino de sistemas constructivos definidos en forma sistemática y donde la estética queda subsumida en esta dimensión tectónica, ahistórica, como la expresión y representación de la construcción.17

Kenneth Frampton, en sus Estudios sobre cultura tectónica (1995), retoma conceptos de tratadistas del siglo XIX, en particular de Bötticher y Semper, como vía de acceso a la arquitectura del siglo XX y encuentra en la poética de la construcción una posibilidad de conciliación entre lo global y lo local, con lo que reafirma su teoría del regionalismo crítico como inflexión capaz de acompasar civilización y cultura. Mucho en este texto es deudor de los Estudios; sin embargo, aquí el centro de atención se desplaza a los problemas inherentes a la construcción de un estilo. Por eso, donde Frampton encuentra las trazas de lo específico, aquí se buscan las huellas de lo universal.

En Die Tektonik der Hellenen (1844-1852), Bötticher, discípulo de Schinkel y profesor de la Bauakademie de Berlín, propone una teoría positiva del estilo,18 fundada en la observación sistemática del pasado, para determinar los mecanismos de la creación formal y plantear principios generales capaces de orientar la práctica arquitectónica. Bötticher define criterios universales de valor sobre los que apoyar el desarrollo de un nuevo estilo, que pueden ser claves para comprender la evolución de la gramática miesana.

En primer lugar, la forma núcleo (Kernform)19 equivale al esquema técnico, utilitario, a la forma en que trabaja desde el punto de vista estructural (Werkform, en la segunda edición de Die Tektonik) y define las proporciones adecuadas de acuerdo con su función. El objetivo (de la forma núcleo) es capturar los principios estáticos y constructivos, la ley y la forma de cada parte del sistema estructural que caracteriza el estilo en cuestión. La Kernform tiene un carácter esquemático y, al mismo tiempo, una corporeidad que es capaz de cumplir todas las funciones edilicias.

El segundo criterio de valor es la Kunstform o forma artística que cumple la función de representación, expresión simbólica. Es la vestimenta decorativa que carece de un sentido material o constructivo y se define como el atributo característico de la forma núcleo. El rol de la forma artística es hacer explícita la esencia y la función de la forma núcleo para hacer visible el concepto de estructura y el espacio que, en un estado puramente estructural, no puede ser percibido.

En Die Tektonik el autor apunta:

El sistema arquitectónico en su forma puramente estructural es un producto técnico; estas formas perfeccionadas le otorgan estatuto artístico. La estructura es una forma inventada sin modelo en el mundo exterior; la Kunstform, aunque también son creaciones mentales, están tomadas de lo que ya existe. En este sentido (la creación de las Kunstformen) la arquitectura tiene raíces comunes con las otras artes plásticas. Aunque comparte el rango de arte representativo sólo cuando ha completado los aspectos materiales de su objetivo, vinculados a la estructura, y ha inventado un sistema para envolver el espacio».20

Aquí Bötticher abre el campo para el desarrollo de la forma abstracta; lo que existe no es una apelación dogmática a la mimesis, natural o histórica, sino que incluye también la corporeidad desnuda del núcleo tectónico como posible origen de un símbolo capaz de configurar como expresión el sentimiento de la naturaleza interna de las cosas. Bötticher privilegia la expresión clara de la estructura y la construcción frente a la imposición de formas y símbolos externos, y continúa así su discurso:

Se trata ahora de demostrar por medio de cuáles símbolos del vestido decorativo se configura la expresión formal del núcleo, o por medio de qué se lo representa externamente. A tal fin aparecen en la tectónica helénica dos modos de expresión. O bien el vestido decorativo está configurado por esquemas formales que son análogos a algo tomado de la realidad (einen Wahrgenommene) de igual función o bien, si esto no puede suceder, la sensibilidad interna (die innere Emfindung) configura a partir de la esencia de la función misma los esquemas que la expresan.

Especialmente, la tectónica hace la observación de que a algún cuerpo de la naturaleza orgánica, o a un objeto que sirve al uso en la vida, le es propia una esencia y función que debe expresarse en la parte constructiva; viste de manera técnicamente adecuada al núcleo de la parte constructiva con el esquema de ese modelo de funcionamiento análogo, que por medio de tal metáfora simboliza de la manera más manifiesta la esencia y la función de la parte.

Dicha manera corresponde a la expresión formal según una analogía percibida en la realidad. Pero si no puede percibirse ningún objeto que, funcionando ya con la misma propiedad, podría utilizarse como órgano de la función, la sensibilidad interna busca entonces a partir de la esencia de la función configurar los elementos formales del vestido decorativo que expresen la función con tanta inteligibilidad como le brindó un objeto de la realidad. Éste es particularmente el caso en las formas núcleo inorgánicas o concebidas según un esquema completo.21

Es fácil identificar el esquema estructural de pórticos de acero recubiertos de hormigón del Lake Shore Drive con la forma núcleo que propone Bötticher, desnuda y eficiente, capaz de cumplir todas las funciones edilicias y de reconocer en su negra vestimenta metálica su forma artística, ese vestido que revela la esencia universal de la estructura y su orden interno.

Bötticher manifiesta la importancia de las propiedades físicas en la evolución del estilo y destaca al acero como el elemento material capaz de impulsar el nacimiento de un nuevo sistema formal:

"Será un material con propiedades físicas [que] permitan cubrir luces más grandes, con menos peso y mayor confiabilidad que usando sólo piedra. Se necesitará una mínima cantidad de material para las paredes haciendo superfluos la estructura muraria y los contrafuertes del gótico. Los esfuerzos de la cubierta serán sólo verticales... Ese material es el hierro."22

Semper, a diferencia de Bötticher, desconfía de la posibilidad del hierro de ser capaz de responder a las leyes estéticas (simetría, proporción y dirección)23 y en Der Still se refiere a él como un material «cuyo ideal es la arquitectura invisible! Ya que cuanto más delgado es el entramado de metal, tanto más perfecto es»; su esbeltez lo hace incompatible con los criterios clasicistas de sus leyes estéticas. Sin embargo, el mismo Semper plantea una solución a este problema, que establece un parentesco notable con el revestimiento metálico de la estructura en Mies: el recubrimiento tubular metálico de las columnas asirias. Este evoluciona desde un revestimiento que cubre a la verdadera estructura de madera en el interior hasta asumir, con el tiempo, las funciones de representación como las estructurales, adecuándose así a las leyes estéticas.

Las nociones de Kernform y Kunstform superan la dualidad entre tecnología y representación; entre ellas existe una idea orgánica de copertenencia que Rigotti refiere directamente a la tekné de los griegos: «En otro tiempo no sólo la técnica llevó el nombre τέχνη. En otro tiempo se llamó τέχνη también a todo desocultar que produce la verdad en el brillo de lo que aparece. En otro tiempo se llamó τέχνη también al producir de lo verdadero en lo bello. τέχνη se llamó también a la ποἰησις (educación) de las bellas artes».24

Martin Heidegger, al final de La pregunta por la técnica (1954), se refiere a la tekné en esos términos y la señala como aquello que puede salvarnos de los peligros del Ge-stell, la esencia de la técnica moderna; Gestell en alemán es el marco, el soporte, la estantería, la estructura racional en la que se emplazan las existencias y energías que se extraen de la naturaleza. Mies está lejos del ruralismo místico de Heidegger, es consciente de los peligros de la técnica moderna y también de sus enormes posibilidades, quizá por la influencia de Alfred Whitehead, Erwin Schrödinger y Friedrich Dessauer, pero seguramente, antes que nada, por su condición disciplinar de arquitecto.

La arquitectura no es una mera actividad en la que se vuelca la técnica, sino su realización como cultura, de tal manera que no puede valer cualquier estilo para un sistema técnico determinado. El traje de acero negro del Lake Shore es la metáfora en la que se realiza la identidad del objeto arquitectónico como sentimiento. La metáfora coloca entre paréntesis la realidad abstracta y genérica de la técnica moderna y nos sitúa ante la presencia de un nuevo objeto; un objeto estético que la representa y, por eso mismo, nos ofrece una forma posible de habitarla.

Desde 1946 hasta 1969 la oficina de Mies proyecta y construye una serie de edificios de vivienda colectiva en altura, con estructura reticular aparente de hormigón armado, caracterizados por el progresivo retroceso de los pilares situados al exterior de la fachada que vimos en Fujikawa. Esta solución se ve materializada por primera vez en el Promontory Apartments Building (1946-1949), en la inmediata posguerra, dos años antes que el Lake Shore. En los años siguientes la oficina de Mies continúa proponiendo soluciones similares en edificios aislados y en grandes conjuntos urbanos tanto en Estados Unidos como en Canadá.

No es sino después del Lake Shore que estos edificios alcanzan una formulación canónica con el Carman Hall (1951-1953), un edificio de bajo presupuesto, destinado a viviendas para el personal docente y estudiantes del IIT. El aspecto decisivo de este desarrollo es la clarificación de la estructura de marco reticular como núcleo formal de toda esta clase de edificios. La especificidad del esqueleto reticular del Promontory da paso, con el Carman, a la universalidad genérica de los skeleton frame buildings.

Se pasa de un esquema en forma de TT, con un cuerpo longitudinal al frente y dos cuerpos perpendiculares al fondo, con testeros ciegos de paños del típico ladrillo beige usado por Mies en Estados Unidos, contenidos en la retícula estructural, y pilares esquineros de planta rectangular que enfatizan la dirección de la estructura a un bloque compacto de planta rectangular y crujías cuadradas. Lo característico de estos edificios es el pilar de hormigón proyectado al exterior con un progresivo retranqueo cada número regular de plantas, que hace de la reducción de las cargas en función de la altura un motivo estético que inevitablemente recuerda al aligeramiento progresivo de órdenes clásicos superpuestos. Si en los edificios de acero era el mainel el elemento que rompía la planitud de la caja y otorgaba una cualidad plástica, aquí lo serán los pilares, proyectados hacia el exterior, que como estrechas pilastras verticales pautan el plano de la fachada con su relieve y sus sombras.

Los entrepaños compuestos por antepechos de ladrillo beige corrido y una línea horizontal vidriada responden a una modulación independiente de la estructura y enmarcada por esta. Su autonomía modular permite una ventana continua, subdividida en partes iguales, construyendo el alzado como una sucesión de franjas verticales, articuladas entre sí por el cuerpo saliente de los pilares. La homogeneidad del acristalamiento y la continuidad de los antepechos generan una tensión visual en horizontal que hace de la fachada una unidad formal sobre la que se impone la pauta rítmica de la estructura. El contrapunto entre horizontalidad y verticalidad hace que podamos percibir alternativamente el edificio como una unidad a partir de cada una de estas direcciones, nunca simultáneamente en las dos.

El cerramiento nace a medio pilar en la base y termina levemente retrasado con respecto a la cara exterior del pilar en la cúspide, lo que remarca la impresión gravitatoria del conjunto. En la logia inferior, un cielorraso descendido y retirado detrás de la línea de pilares define una línea de sombra y hace de transición entre la continuidad del plano del suelo y el cuerpo erguido de la torre.

La clarificación formal vendrá acompañada de la clarificación tipológica; los proyectos posteriores al 860-880 concentran los servicios y las circulaciones en el centro de la planta, liberando las fachadas a los espacios habitables. La división tripartita del acristalamiento del Promontory pasa a los cuartos en el Carman y, en adelante, se usan distintas modulaciones pares, una decisión que facilita la flexibilidad interior.

El pilar de la esquina bidireccional característico de los skeleton frame buildings adopta aquí una configuración particular. Arranca como una esquina invertida en L, formada por dos pilastras idénticas de planta rectangular, unidas en el vértice interior, que luego de los sucesivos retranqueos convergen en el último segmento en una planta cuadrada. De esta manera se sostienen la universalidad isótropa de la grilla estructural y la expresividad constructiva del aligeramiento estático.

En los edificios de Mies realizados en hormigón el cladding de la estructura no es físico, pero la idea de revestimiento de Semper y la Kunstform de Bötticher siguen presentes. La tekné sigue revelando el orden técnico interno como símbolo de su esencia; el revestimiento ha perdido su materialidad y es ahora solamente intelectual y formal.

El resultado, a pesar de su rigurosidad, no deja de ser extraño. El carácter clasicista de esta solución es evidente; sin embargo, en la arquitectura clásica el aumento de la masa en la esquina está relacionado con la resistencia a los empujes laterales, mientras que en estos edificios se aumenta sin necesidad constructiva el volumen del pilar esquinero que, al tratarse de una estructura de pórticos y losas horizontales, es el que menos cargas soporta. Desde el punto de vista formal, la doble pilastra escalonada en la esquina no logra integrarse de forma orgánica con el edificio. En una visión oblicua su duplicación material la separa del resto de la estructura que pauta el alzado, y su escalonamiento le impide ser percibida como un resalte de la arista consistente. Esta escisión aparente se ve enfatizada por el encuentro del forjado a media pilastra con la esquina bidireccional; menos de un cuarto de la base del pilar coincide con el forjado; el resto se proyecta al exterior con la apariencia de algo añadido y artificioso.

Con independencia de la crítica aquí expresada, es pertinente preguntarse por qué Mies opta por esta resolución de la esquina y no por la planteada en el proyecto de Fujikawa, de 1943. El proyecto de Fujikawa resuelve la esquina en una estructura reticular de hormigón con una adecuación mayor al comportamiento estático del material. En un sistema de pórticos de hormigón superpuestos es posible asegurar con facilidad la continuidad de vigas y losas en voladizo, reduciendo los momentos flectores y, por tanto, las deformaciones. La misma situación con una estructura de pórticos metálicos implicaría asumir la independencia constructiva del voladizo o una considerable complejidad de ejecución que garantice la continuidad horizontal. Es así que los vuelos y los balcones quedan reservados para esta arquitectura de hormigón como en el proyecto del Lenape Apartment Building (1951-1952) o los edificios de apartamentos construidos en Nuns’ Island, en Canadá (1957-1959). Ya comentamos la claridad formal de la propuesta de 1943, en la que los pilares extremos forman parte del orden estructural general que pauta la fachada y el énfasis de la esquina descansa en la arista del volumen en voladizo con su esquina isótropa.

Anton Capitel, en una serie de escritos denominados Las columnas de Mies, de 1986 y ampliados en 1996 con el epígrafe La arquitectura del paralelepípedo acristalado y su correcta relación con la estructura, caracteriza la etapa americana como la búsqueda extrema de coherencia sintáctica entre la columna, la fachada y la totalidad: «La intención de alcanzar una coherencia absoluta entre forma y estructura; esto es, conseguir que la isotropía de esta última sea tal sin licencia alguna y así lograr una perfección formal que está sin duda entre los objetivos arquitectónicos de Mies».25 Esa búsqueda de perfección lo llevará a pasar de los pórticos asimétricos de la Biblioteca del IIT a los pórticos unidireccionales del Crown Hall para culminar en la isotropía absoluta de la Nueva Galería Nacional de Berlín.

Esta idea de coherencia absoluta entre forma y estructura explica aquí la toma de partido a favor del esquema más universal para un edificio reticular de extensión y altura indeterminadas, con independencia de su materialidad. La doble pilastra en la esquina es el precio a pagar por mantener la coherencia dentro de los límites del estilo. Y el arquitecto con mayor conciencia visual de la modernidad, el que sometería cada proyecto al escrutinio del juicio estético, ponderando su consistencia, estaba dispuesto a pagarlo. Mies estaba creando un estilo y no un repertorio. Un estilo que sobre el mismo arquetipo nuclear del esqueleto de marco reticular desarrolla dos sistemas de expresión material, dos órdenes; uno para la arquitectura vestida y otro para la desnuda. Cada uno de ellos tiene su propio conjunto de convenciones y procedimientos, que ha de conducir desde el ámbito de la casualidad y la arbitrariedad hasta el campo de la clara regularidad de un orden espiritual.26

Sin embargo, la solución de Fujikawa aparece reformulada en 1945, y el pilar que deja la esquina libre en voladizo, ya sea por delante del forjado como en la Farnsworth o al borde, como en Berlín, es una característica tipológica reservada a los clear span buildings.

Bötticher se pregunta:

"¿Cómo surge un nuevo estilo, y cómo se define en términos de principios? La esencia de un estilo está indicada por el sistema con el que se cubre un espacio se articula en partes o unidades estructurales. Porque la forma de un espacio delimitado es contingente con las formas de cubrirlo. La cubierta es el factor que determina el lugar y configuración de los soportes estructurales, el ordenamiento de los muros que envuelven el espacio, y las formas artísticas de estas partes relacionadas. La cubierta revela el principio estructural de un estilo y constituye el criterio para juzgarlo. Lo primero en un estilo es el desarrollo de la fuerza estructural que emana de un material y que, como principio activo, define la cubierta."27

El privilegio de la extensión frente a la altura y la condición de una interioridad libre de apoyos le otorga a estos edificios una excepcionalidad tipológica intrínseca. La acción arquetípica de cubrir y de sostener la cubierta se convierte aquí en determinante del espacio y del estilo. Es así que estos edificios exponen total o parcialmente sus estructuras desnudas y construyen su expresividad a partir de la sintaxis estructural. Los pilares adquieren la condición de orden columnario que les asigna Capitel, su posición y sus vínculos determinan las convenciones sintácticas de dos sistemas de soporte.

Uno está formado por perfiles H tangentes a la cubierta, sea esta unidireccional como en la Farnsworth o bidireccional como en la casa 50x50. Cuando es necesario salvar luces importantes se emplean vigas superiores de gran canto, vigas macizas o vigas Pratt, que forman pórticos que abrazan exteriormente una cubierta unidireccional suspendida. En todos los casos el pilar se extiende cubriendo el canto de las vigas, aunque esto sólo ocurra de manera aparente como en el Crown Hall, donde los pilares parecen sostener las vigas lateralmente cuando en realidad estas se apoyan sobre los pilares. La arquitectura aquí no representa la construcción que es sino como debería ser.

El segundo orden es el de la columna en +, piramidal, sobre la que descansa una cubierta bidireccional pasante que vuela sobre las esquinas. La continuidad del plano horizontal se garantiza con una articulación rehundida que reduce a una sombra el punto de apoyo sobre el que se desliza el volumen enfático de la cubierta adintelada. Si en el sistema en H la vertical del pilar se impone sobre la horizontalidad, en estos casos ocurre lo contrario y es la continuidad del cerramiento superior horizontal la que manda. Ambos expresan una tensión esencial entre la levedad y el peso. La arquitectura aquí es la presentación dinámica del conflicto radical entre el soporte y la carga,28 como una paradójica armonía de los opuestos.

El lenguaje miesano adquiere un sostenido tono poético en estos edificios, en los que parece refugiarse la posibilidad de lo nuevo y de lo subjetivo. Desde la Farnsworth en adelante estos edificios tienen el privilegio de lo excepcional, como el Crown Hall, capaz de imponer su autonomía geométrica aun por encima del reinado omnipresente de la objetiva grilla del IIT.

Mies no vuelve a proyectar una vivienda con la radicalidad de la Farnsworth y la casa 50x50; sus siguientes casas —la McCormick (1951-1952) y la Morris Greennwald (1951-1958)— son más convencionales y están emparentadas con la tipología de esqueleto reticular. La renuncia al espacio universal como modelo del espacio doméstico puede encontrarse en el difícil litigio judicial que posteriormente enfrenta a Mies con Edith Farnsworth por más de tres años, o en la dificultad de lograr en el espacio universal la necesaria privacidad para la vida familiar como parece ilustrar la imposibilidad de delimitar una segunda zona de descanso, registrada en los estudios previos de la casa 50x50. A partir del Crown Hall estos edificios abandonan su condición inicial de refugio y adquieren un carácter de cívica monumentalidad: la celebración de lo público encuentra su apoteosis en la inabarcable vacuidad del Convention Hall y su momento más clásico en la tensa sombra de Berlín. La gramática de Mies es una estética inmanente que formaliza las instituciones de un mundo secular.

La arquitectura miesana no tiene una tratadística ni una arqueología originaria. Es una estética práctica que, al igual que en el clasicismo, establece un sistema de convenciones específicas sobre la relación entre la columna y el dintel. Es un marco de convenciones que, como en el caso de los cinco órdenes clásicos, es la base de una gramática universal, capaz de expresar los modos, el talante e incluso el destino de la arquitectura.

Dentro del ámbito del estilo, el valor original de una obra no se encuentra en su singularidad o su perfección técnica, sino en su proximidad con respecto al origen o, lo que es lo mismo, su capacidad de ofrecerse como un nuevo arquetipo. Esta es la originalidad esencial que le permite a la arquitectura seguir viviendo como tarea colectiva en la que lo espontáneo puede surgir de lo universal. Mies lo expresaba así: «He querido mantener todo razonable y claro —para tener una arquitectura que cualquiera pueda hacer».29

El quiebre radical con la mimesis que supuso el arte moderno dejó expuesta la autonomía del objeto estético como núcleo desnudo de la creación artística en la que nada externo al objeto puede conjurar su constitución formal ni participar en la realización de su identidad. Arnold Schönberg diría que «se pinta un cuadro, no lo que este representa»30 para señalar la identidad de la obra artística con el proceso de su ejecución.

Mies comprendió que el mismo principio de autonomía que liberaba la posibilidad de sacar a la luz la esencia técnica del objeto arquitectónico como expresión del mundo moderno era capaz de minar una propiedad intrínseca a la idea de arquitectura hasta fines del siglo XIX —la inteligibilidad del lenguaje como expresión epocal— y sumir así a la arquitectura en el acmé de lo individual.

La gramática arquitectónica de Mies fue una estética práctica capaz de delimitar un campo de mediación inmanente entre dos procesos radicales de clarificación: el impulso de universalización implícito en la idea de tecnología, y la emancipación del juicio estético que reside en la noción de autonomía. Piñón lo dirá de esta forma:

"Sustituir la mimesis por una idea autónoma de forma en la arquitectura significó abandonar la autoridad normativa de los tipos y órdenes clásicos y reemplazarlos por una idea de construcción subjetiva de la forma, en la que la consistencia de una obra descansa en la capacidad del juicio estético sobre sus distintos momentos de realización."31

El vínculo de la gramática miesana con el clasicismo es más afectivo que dogmático; su proximidad no implica la traducción de su carácter normativo en una mimesis moderna. Cuba y Berlín son, por el contrario, el reconocimiento explícito de la continuidad orgánica de la arquitectura en la que una historia genética y afectiva sustituye a la historia dogmática y persuasiva del clasicismo.

Los esqueléticos elementos de su lenguaje no funcionan como órdenes clásicos ni como base de una armonía demostrable entre las partes y el todo; no son una fuente de legitimidad que hunde sus raíces en el reflejo de una belleza originaria, son pura efectuación sensible de la técnica. Sus arquetipos son tan abstractos y genéricos que no tienen un modelo previo en la realidad ni poseen un valor intrínseco a priori; son un material conceptual «que sólo vale lo que hagamos con él».32

No hay una ley matemática que asegure la belleza de sus proporciones; «la creación de edificios armónicos y bien proporcionados depende más bien del trabajo de una mente creativa que sola puede revelar el verdadero significado de las proporciones y finalmente de la belleza», diría Ludwig Hilberseimer33 en referencia a esta arquitectura, que se construye como un discurso de la subjetivación del vacío que hay entre los objetos.

Mies fracasó en su intento de consolidar un estilo moderno hegemónico, pero en su esfuerzo delimitó un ámbito de mediación en el que realidades físicas y construcciones sociales son creadas y descreadas como nuevos objetos-subjetivos o —como los llamó José Ortega y Gasset— «lugares sentimentales». El estilo en Mies es una delimitación de la subjetividad, no su objetivación; por eso en él existe un lugar para la«incertidumbre de lo bello».

En el paisaje ocelado de nuestra cultura todavía es posible buscar en las huellas del estilo ese territorio en el que la sensibilidad y tecnología se efectúan como una identidad en la que la arquitectura se encuentre con el tiempo.

1 Adorno, T. W. (2004 [1970]). Teoría estética. Madrid: Akal. p. 272.

2 Carter, P. (2001 [1974]). Mies at Work. Londres: Phaidon. p. 7.

3 Rowe, C. (2004 [1973]). Oppositions 1, Manierismo y arquitectura moderna. Barcelona: Gustavo Gili. pp. 141-142.

4 Johnson, P. (1947). Mies van der Rohe, MoMA.

5 Hilberseimer, L. (1956). Mies van der Rohe, Paul Theobald and Company.

6 «Interview with J. Fujikawa» (1995). En: Interviewed by Betty J. Blum, Chicago Architects Oral History Project. pp. 17-18.

7 Ibíd. p. 18.

8 Ibíd. p. 17.

9 Jiménez, E. (2012). El pilar en Mies van der Rohe. Tesis doctoral, ETSAB / UPC.

10 Norberg-Schulz, C. (1958). Una conversación con Mies van der Rohe, citado en Neumeyer, F. (1995). La palabra sin artificio. El Croquis. pp. 514-515.

11 Semper, G. (2013 [1878-1879]). El estilo. Trad.: Juan Ignacio Azpiazu. p. 140.

12 Rowe, C. (2004 [1973]). Oppositions 1. Manierismo y arquitectura moderna. Barcelona: Gustavo Gili.

13 Carter, P., Mies van der Rohe, op.cit., citado en Frampton, K. (1999). Estudios sobre cultura tectónica. Madrid: Akal. p. 188.

14 Ibíd. p. 187.

15 «Some books on Mies personal library». En: Blaser, W. (1981). Mies van der Rohe continuing the Chicago School of Architecture, Birkhäuser Verlag. pp. 299-302.

16 Bötticher, K. (1844). Die Tektonik der Hellenen, citado en Rigotti, A. (2009). «Carl Bötticher y la ciencia de la tectónica», CLHU, 4. pp. 2-3.

17 Ibíd. p. 1.

18 Ibíd. p. 2.

19 Bötticher. K. (1840). «Explicación de las formas de la tectónica helénica». En: El estilo (2013). Juan Ignacio Azpiazu. p. 79.

20 Bötticher, K. (1844). Die Tektonik der Hellenen, citado en Rigotti, A., op. cit. p. 3.

21 Bötticher, K. (1840). Explicación de las formas de la tectónica helénica. op. cit. pp. 85-86.

22 Bötticher, K. (1844). Die Tektonik der Hellenen, citado en Rigotti, A. op. cit. p. 4.

23 Semper, G. (2013 [1878-1879]). El estilo, Juan Ignacio Azpiazu. pp. 680-681.

24 Heidegger. M. (2007 [1954]). La pregunta por la técnica. Editorial Universitaria. p. 152.

25 Capitel, A. (1996). «La obra de Mies van der Rohe del pabellón de Barcelona al museo de Berlín: la arquitectura del paralelepípedo acristalado y su correcta relación con la estructura», Summa Artis, XLI. p. 236.

26 Mies van der Rohe (1938). Discurso de ingreso como director del departamento de Arquitectura del Armour Institute of Technology, citado en Neumayer, F., La palabra sin artificio, op. cit. p. 479.

27 Bötticher, K. (1844). Die Tektonik der Hellenen, citado en Rigotti, A. op. cit. p. 4.

28 Mallgrave, H. (2004), refiriéndose a la idea de arquitectura de Schopenhauer en Introducción, El estilo. op. cit. p. 28.

29 Mies van der Rohe, citado en Carter, P. op.cit. p. 7.

30 Citado en Adorno, T. W. (1970). Teoría estética. op. cit. p. 13.

31 Piñón, H. (2006). Teoría del Proyecto. ETSAB / UPC. p. 22.

32 Mies van der Rohe (1938). Discurso de ingreso como director del departamento de Arquitectura del Armour Institute of Technology, citado en Neumayer, F. op. cit. p. 480.

33 Hilberseimer, L. (1956). Mies van der Rohe. op. cit. p. 36.

— Peláez, Alfredo El pizarrón móvil y al mesa colectiva – El aula integral del Ministerio de Obras Públicas de la República Oriental del Uruguay (1954-1970)

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UDELAR (Uruguay)

— Director

Haddad Taralli, Cibele

— Codirector

Ferraz-Leite, Alejandro

— Año de admisión

2016

— Contacto

— Resumen

Resumen:

Los arquitectos Rodríguez Juanotena y Rodríguez Orozco renovaron la concepción de la arquitectura escolar en el Uruguay, para el Ministerio de Obras Públicas (M.O.P.) del Uruguay durante las décadas de 1950 y 1960. Asesorados por el maestro Julio Castro y basados en el programa de la "escuela nueva", centrado en el niño y en un ambiente escolar activo, propusieron un sistema proyectual que conjuga el “aula tipo” con el “aula integral”. Sin embargo, estas arquitecturas no han sido suficientemente destacadas y estudiadas por la academia, siendo, a veces, mal conservadas y menospreciadas.

La hipótesis preliminar es que la realización del programa pedagógico de la escuela activa en el proyecto del aula integral del Ministerio permitió innovaciones proyectuales en todas las escalas, a partir de la adopción del sustrato pragmático y utópico del pensamiento pedagógico y filosófico que lo sustenta.

Este trabajo tiene como objetivos documentar, sistematizar y analizar los edificios escolares proyectados por los arquitectos del M.O.P. del Uruguay, durante la década de 1950 y 60, poniendo en evidencia su proceso proyectual y sus aportes e innovaciones en relación al contexto local e internacional. Se propone reflexionar y analizar las interrelaciones entre estas arquitecturas con las ideas pedagógicas de Julio Castro (y la escuela en el Uruguay), develando la pauta didáctica que se encuentra implícita en estos edificios. Asimismo, la investigación pretende verificar la actualidad de las propuestas proyectuales del Ministerio, confrontándolas con las ideas pedagógicas contemporáneas, aportando elementos para la comprensión y mejora de la práctica del proyecto y en particular, la elaboración de nuevos edificios escolares.

Esta investigación tiene como método el relevamiento y registro histórico documental de los edificios de referencia, a partir de la consulta de archivos y entrevistas con los participantes; se apoya también en la investigación cualitativa de los escenarios escolares. Se utilizarán las herramientas de producción y representación del proyecto, así como con el desarrollo textual para el análisis en profundidad de los edificios, de forma de poner en evidencia las correlaciones entre las ideas pedagógicas y de la infancia con los proyectos y obras de arquitectura.

La contribución original del trabajo reside en su aproximación a la mejor comprensión de una experiencia de obra pública nacional de alta calidad poco estudiada de forma sistemática, poniendo en evidencia el conjunto de ideas y estrategias que movilizaron su práctica, así como al explicar los modos en que esta adquiere relevancia para el desarrollo actual y futuro del proyecto de arquitectura, especialmente la dedicada a la escuela.

— Fernández Gabard, Lucía La gestión de un bien común y el derecho a la ciudad: hacia una arquitectura crítica de la basura en Montevideo

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UDELAR (Uruguay)

— Director

Schamber, Pablo

— Codirector

Medina, Mercedes

— Año de admisión

2016

— Contacto

— Resumen

RESUMEN

La presente tesis busca aportar en la creación de conocimiento vinculado al tema de los residuos en la ciudad de Montevideo. Continúa la línea argumental desarrollada por el antropólogo escocés Patrick O'Hare en su reciente tesis de doctorado (2017) acerca de la basura entendida como bien común a partir del trabajo de extracción y valorización realizado por los clasificadores en el sitio de disposición final de Montevideo. Nuestro análisis disciplinar será en la intersección del espacio urbano y la basura, es decir las relaciones de producción, apropiación, desviación y valorización de los residuos a través de un análisis espacial y un enfoque metabólico que estudie el residuo en la ciudad a través de sus entramados socio-económicos y territoriales.
Partiremos de la necesidad de construir una mirada arquitectónica crítica de la basura en la ciudad, en la medida que su relación con el espacio denota conflictos y relaciones de poder. Nos dedicaremos a estudiar los procesos inmersos en relaciones antagónicas que generan desplazamientos, dislocación y desterritorialización inherentes al estado del manejo capitalista de los residuos en Montevideo. Analizaremos el problema de la apropiación de los residuos desde su dimensión económica y territorial, problematizando específicamente el modo en que los diversos actores interactúan en la producción del espacio urbano, y en la apropiación de los beneficios generados en ese territorio.
Mediante un análisis institucional veremos como las políticas publicas reproducen practicas de exclusión en la ciudad, generando una batería de dispositivos normativos recientes (2003-2015), que implican una profunda transformación en la manera como se configura el acceso de estos trabajadores al espacio urbano, a su ciudad y a la basura que ésta genera, confinándolos a transitar la periferia donde pueden dedicarse exclusivamente a separar materiales en nuevas plantas de clasificación.
Los desafíos actuales vinculadas al aumento exponencial en nuestras cantidades de residuos y a la basura en el espacio público de la ciudad, nos invitan a cambiar de paradigma, de uno tendiente exclusivamente a la modernización tecnológica de la gestión de residuos o a su apropiación mercantil desregulada, hacia otro que promueva críticamente modalidades de gestión ecológica y social de los residuos que generen soluciones sostenibles desde una visión urbana post-capitalista.

Artículo original en publicación doctoral: Revista Thema 1

— Lecuna, Carolina Modelos operativos en Paisajes Dinámicos. El Montevideo del Este, yuxtaposiciones encontradas.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UDELAR (Uruguay)

— Director

Medina, Mercedes

— Codirector

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— Año de admisión

2016

— Contacto

— Cabrera Recoba, Andrés El Viaje de la Terraza a la calle – Los Conjuntos Habitacionales, reproyectar desde adentro hacia afuera.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UDELAR (Uruguay)

— Director

del Castillo, Alina

— Codirector

Otero, Ruben

— Año de admisión

2016

— Contacto

— Resumen

Síntesis

En Montevideo en las décadas del 70 y 80 se construyeron al menos 80 conjuntos habitacionales de promoción pública, entre los cuales aproximadamente 30 son del modelo de bloques, representando estos últimos alrededor de 8.500 viviendas. En 9 de estos conjuntos la Agencia Nacional de Vivienda (ANV) ha identificado situaciones de vulnerabilidad a partir de evaluaciones que incluyen aspectos territoriales, sociales, jurídico-notarial, económicos, de tenencia del bien y arquitectónicos. Estos conjuntos constituyen el objeto de estudio de este trabajo. Su deterioro deriva de múltiples factores, siendo uno de ellos la falta de una política de apoyo a la permanencia de los habitantes en las viviendas, cuya incapacidad de hacer frente al mantenimiento del edificio en su conjunto derivó en el envejecimiento progresivo de todas sus partes materiales. Un caso extremo lo constituyó el CH20 (1968) ubicado sobre la Rambla Sur y que fue demolido en el año 2014 por su estado avanzado de deterioro. Pero el problema no se resume a patologías de los edificios por falta de mantenimiento, sino que estos conjuntos definen “islas urbanas” con su implantación autónoma y la discontinuidad con el tejido existente. Por otro lado, está la dudosa capacidad de las viviendas y los bloques de satisfacer las necesidades contemporáneas en cuanto a confort, espacio, servicios, accesibilidad y prestaciones generales a los heterogéneos grupos familiares que los habitan.

El objetivo general de esta investigación es contribuir al debate sobre la pertinencia de intervenir sobre las estructuras residenciales construidas en las distintas escalas que la componen: dispositivo-unidad-bloque-conjunto-área, que constituyen un patrimonio material que se debe, no solo resguardar, sino también mejorar a partir de estrategias de intervención multiescalares.
La investigación se apoya en el proyecto como modo de pensamiento y como instrumento de carácter propositivo, que articula las distintas dimensiones y escalas del problema, incluyendo la propuesta de intervención física y la modalidad de gestión apropiada para cada caso. Como objetivo específico se busca construir un marco conceptual y metodológico para el abordaje de la problemática de los conjuntos habitacionales en condición de vulnerabilidad, basado en el desarrollo de estrategias de intervención multiescalares.

Es necesario afrontar temas asociados a las tipologías, el modelo, las instalaciones, la estructura, las condiciones de confort, de accesibilidad, el espacio interior, los vacíos y el paisaje en general, operando desde la multi-escalar para cargar de nuevo contenido al conjunto. Desde el punto de vista de la gestión es necesario aprender de la experiencia del cooperativismo de vivienda que ha permitido la apropiación, mantenimiento y mejora de los conjuntos a lo largo del tiempo, se deben encaminar las acciones en acuerdo y con la participación de los residentes, porque ésta construye identidad, promueve la valoración y crea lugares donde la gente elige vivir.

A partir del análisis de casos y la implementación de un método de análisis multiescalar, la tesis ofrece orientaciones para definir acciones estratégicas concretas que tengan la capacidad de resultar activadoras de cambios en las distintas escalas, definir un inventario de prácticas de activación y ensayar la inserción de dichos activadores.

Esta visión permite aportar a las políticas de vivienda en el Uruguay con programas que no solo preserven lo construido, sino que promuevan la re-habilitación y energización de los conjuntos como una forma de sostenibilidad urbana que aprovecha las edificaciones, las infraestructuras y los equipamientos instalados para la generación de viviendas y hábitat de calidad, apoyado en la idea de la continuidad del proyecto en el tiempo y la construcción constante de la ciudad.

Artículo en publicación doctoral: Revista Thema 2

— Suárez, Marjorie La construcción de la continuidad espacial. La planta baja de la Ciudad Universitaria de Caracas.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UDELAR (Uruguay)

— Director

Jaua, María Fernanda

— Codirector

Frontini, Pablo

— Año de admisión

2016

— Contacto

— Bozzo, Laura Evaluar el habitar. Modos de apropiación y de uso de la vivienda social y de su entorno inmediato.

— Unidad académica

Facultad de Arquitectura, Diseño y Urbanismo - UDELAR (Uruguay)

— Director

Goñi Mazzitelli, Adriana

— Codirector

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— Año de admisión

2016

— Contacto